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Funcionários da Rio Tinto relatam aumento de bullying e agressão sexual | Mineração
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Metade dos entrevistados também afirma que a cultura do local de trabalho do gigante da mineração melhorou “muito” ou “um pouco”.
Mais de um terço dos trabalhadores da Rio Tinto sofreram bullying nos 12 meses anteriores, concluiu uma análise dos progressos, quase três anos depois de o gigante mineiro se ter comprometido a combater o sexismo e o racismo generalizados no local de trabalho.
Entre os quase 12.000 funcionários da Rio Tinto entrevistados, 39 por cento relataram ter sofrido bullying, acima dos 31 por cento em 2021, mostrou o relatório encomendado pela empresa anglo-australiana na quarta-feira.
As funcionárias eram mais propensas a dizer que sofreram bullying.
Metade das mulheres entrevistadas relataram tais experiências, em comparação com 36 por cento dos homens, acima dos 36 por cento das mulheres e 29 por cento dos homens, respectivamente, em 2021.
O aumento do bullying contra as mulheres deveu-se em parte ao “aumento da retaliação sob a forma de bullying de género como resposta aos esforços da Rio Tinto para promover a diversidade e inclusão de género”, afirma o relatório.
Sete por cento dos entrevistados – 16 por cento de mulheres e 4 por cento de homens – disseram ter sofrido assédio sexual, uma proporção inalterada desde 2021.
Oito funcionários disseram ter sofrido agressão sexual ou estupro, real ou tentado, em comparação com cinco em 2021.
Apesar das descobertas, cerca de metade dos funcionários relataram que a cultura do local de trabalho na empresa melhorou.
Cinquenta por cento dos entrevistados disseram que a situação em relação ao bullying melhorou “muito” ou “um pouco”, enquanto 47% e 46% dos entrevistados, respectivamente, relataram melhorias em relação ao assédio sexual e ao racismo.
A revisão também concluiu que 26 das recomendações delineadas no Relatório de Respeito Diário de 2022 encomendado pela empresa foram amplamente implementadas.
O executivo-chefe da Rio Tinto, Jakob Stausholm, disse estar “muito preocupado” com o fato de os trabalhadores ainda vivenciarem comportamentos prejudiciais, mas encorajados pelos esforços da empresa para mudar.
“A revisão também mostra que, embora haja progresso, alcançar a mudança sustentada que queremos ver na nossa cultura exigirá foco e esforço contínuos”, disse Stausholm num comunicado.
“Minha mensagem hoje é que manteremos o rumo.”
A revisão, conduzida pela ex-comissária australiana para a discriminação sexual, Elizabeth Broderick, surge depois de um inquérito parlamentar de 2022 na Austrália Ocidental ter descoberto que o assédio e a agressão sexual eram generalizados no sector mineiro.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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