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Fundos aumentam aposta em dólar em detrimento do real – 03/11/2024 – Mercado

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Júlia Moura

A eleição nos Estados Unidos e a incerteza fiscal no Brasil derrubaram o real ante o dólar, que foi ao patamar pandêmico de R$ 5,869 na última sexta-feira (1º) e acumulou alta de 6% em outubro. Um dos fatores por trás dessa escalada é o aumento da aposta de estrangeiros contra o real, via fundos cambiais.

O temor dos investidores com o futuro brasileiro e americano levou fundos cambiais a aumentarem a sua posição comprada em dólar no último mês. Ao todo, os estrangeiros ampliaram em US$ 10 bilhões o saldo de dólares em seus fundos no Brasil em outubro, para US$ 73,9 bilhões.

Já os fundos cambiais nacionais ainda estão “negativados” em dólar, ou seja, a maioria aposta no real. No entanto, essa aposta foi reduzida em US$ 2 bilhões no último mês, a US$ 10 bilhões negativos.

O movimento é o contrário do visto em setembro, quando as apostas no dólar caíram com o fortalecimento da perspectiva de um ajuste fiscal brasileiro e da vitória da democrata Kamala Harris. Segundo analistas, tal cenário ainda está na mesa, só que é tido como mais incerto pelos investidores.

“O favoritismo de Donald Trump foi o maior vetor do mercado neste último mês, com expectativa de mais tarifas e inflação nos EUA, e a curva de juros americana precificando taxas maiores. E soma-se a isso as dúvidas fiscais no Brasil”, diz Felipe Garcia, chefe da mesa de operações do C6 Bank.

Com a subida de Trump e a queda de Kamala nas pesquisas de eleição de voto, o mercado financeiro global passou a operar no que ficou conhecido como “Trump Trade”, ou seja, considerando a hipótese do republicano voltar à Casa Branca.

Dessa forma, entram na conta um aumento de impostos de importação e escalada da guerra comercial com a China e das tensões no Oriente Médio. Tudo isso traria um aumento de preços nos EUA, que teria que ser contido com juros maiores, o que seria prejudicial a ativos arriscados, como o mercado de ações e investimentos em países emergentes, como o Brasil.

Em outubro, o índice DXY, que mede a força do dólar ante as principais moedas globais, subiu 3%, após ceder 1% em setembro.

Além de o dólar se fortalecer, o real também ficou mais fraco, dada a incerteza quanto ao equilíbrio fiscal buscado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na reta final de definição do pacote de ajuste fiscal, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), ficou de fora da reunião do presidente que discutiu as medidas de corte de gastos, na semana passada —desde o início do governo Lula, é a equipe de Tebet que está à frente do programa de monitoramento e avaliação de políticas públicas, que aponta as medidas de corte de despesas.

Fora que, até domingo (3) o ministro Fernando Haddad (Fazenda) não estaria no Brasil nesta semana, em viagem na Europa. O embarque, previsto para esta segunda, foi cancelado a pedido de Lula, segundo a assessoria de Haddad.

“Grande parte do mercado entende que cumprimento do arcabouço não é uma grande prioridade do governo”, diz Elson Gusmão, diretor de câmbio da corretora Ourominas.

O analista diz que o mercado financeiro espera um contingenciamento entre R$ 30 bilhões a R$ 50 bilhões.

Para Garcia, do C6, o estresse dos ativos brasileiros se dissiparia, pós-eleições nos EUA, apenas com um corte fiscal robusto e factível.

“Algo ao redor de R$ 50 bilhões é bom, mas é importante ver se serão medidas perenes, que farão com que o arcabouço fiscal seja crível”, diz.

O C6 projeta dólar a R$ 5,50 no fim do ano. Na pesquisa Focus, a média esperada pelo mercado é R$ 5,45.

Gusmão, da Ourominas, diz que trabalha com dois cenários. Caso Trump seja eleito e o ajuste fiscal seja considerado insuficiente por investidores, o câmbio deve ficar entre R$ 5,65 e R$ 5,85. Caso Kamala consiga vencer a disputa e o corte de gastos seja bem recebido, ele espera que o dólar fique entre R$ 5,45 e R$ 5,65.

“A equipe econômica ainda não deixou claro para o mercado quais medidas serão tomadas, o que gera especulação e busca por ativos dos EUA, assim como as eleições americanas”, diz Matheus Rocha, gerente da mesa de operações da B&T Câmbio.



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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