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G20: Lista de convidados chega a 55 delegações – 12/11/2024 – Mundo

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Ricardo Della Coletta

A lista final de convidados para a cúpula do G20 inclui um representante do papa Francisco e uma líder africana que ficou conhecida por adotar postura antinegacionismo na pandemia da Covid-19 —mas que lidera um governo que tem sido criticado por reprimir a oposição.

De acordo com o embaixador Mauricio Lyrio, negociador-chefe do Brasil para o G20, no total desembarcaram no Rio representantes de 55 países e organizações internacionais.

A cúpula do G20 no Rio marca o retorno de grandes encontros internacionais à cidade. O primeiro de uma série de eventos após a redemocratização foi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida como Eco-92. Na ocasião, 108 chefes de Estado se reuniram para discutir as bases para um desenvolvimento sustentável.

Em outro evento internacional de grande magnitude no Rio, nas Olimpíadas de 2016, 35 países assistiram à cerimônia de abertura, representados por chefe de Estado ou governo, seus vice-líderes ou chanceleres.

A lista final do G20 inclui os 21 membros atuais do grupo e os oito países que foram convidados para acompanhar todas as reuniões da presidência brasileira. Foram chamados ainda 11 países especificamente para a cúpula de chefes de Estado: Bolívia, Paraguai e Uruguai, como membros do Mercosul; os sul-americanos Colômbia e Chile; e, por fim, Tanzânia, Vaticano, Moçambique, Vietnã, Malásia e Qatar.

Foram usados diferentes critérios para definir os últimos convidados. A Malásia, por exemplo, presidirá a Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático) no próximo ano.

O presidente Lula (PT) convidou o papa Francisco para participar da cúpula no Rio. O pontífice de 87 anos declinou e citou diversos eventos que ocorrem no Vaticano entre outubro e o final do ano. Em seu lugar, escalou o cardeal Pietro Parolin, que exerce funções equivalentes a de um primeiro-ministro.

Esta será a segunda visita de Parolin ao Brasil em 2024. Em abril, ele se encontrou com Lula no Palácio do Planalto e discutiu, entre outros temas, a escalada autoritária na Nicarágua sob Daniel Ortega e a perseguição contra bispos católicos.

Já a presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, ficou conhecida por reverter, ao chegar ao poder em 2021, a política negacionista de seu antecessor no cargo, John Magufuli —que morreu em decorrência da Covid. O governo da Tanzânia, porém, é acusado de reprimir opositores e meios de comunicação críticos à administração de Samia.

Entre os membros titulares do G20, a principal ausência na cúpula do Rio será a do presidente Vladimir Putin, da Rússia. Ele disse que sua ida prejudicaria os trabalhos, uma vez que é alvo de um mandado de prisão do TPI (Tribunal Penal Internacional) por crimes de guerra cometidos na Ucrânia.

Há ainda desfalques que podem ocorrer de última hora devido a instabilidades internas em determinados países. Para citar um exemplo, o governo do espanhol Pedro Sánchez enfrenta uma crise doméstica por causa das inundações em Valência.

Além dos países, já participam de todas as sessões da presidência brasileira o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), o Banco Mundial, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, CAF (Corporação Andina de Fomento), FMI (Fundo Monetário Internacional), NDB (Novo Banco de Desenvolvimento, também conhecido como banco do Brics), ONU, Unesco, FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), OIT (Organização Internacional do Trabalho), OMS (Organização Mundial da Saúde) e OMC (Organização Mundial do Comércio).

Foram convidados ainda para a cúpula FSB (Conselho de Estabilidade Financeira), Banco de Investimento em Infraestrutura e o Banco de Desenvolvimento Africano. A Liga dos Estados Árabes também foi chamada para a reunião.


TITULARES DO G20

Brasil

África do Sul

Alemanha

Arábia Saudita

Argentina

Austrália

Canadá

China

Estados Unidos

França

Índia

Indonésia

Itália

Japão

México

Reino Unido

Coreia do Sul

Rússia

Turquia

União Africana

União Europeia

CONVIDADOS DO ANO

Angola

Egito

Emirados Árabes Unidos

Espanha

Nigéria

Noruega

Portugal

Singapura

CONVIDADOS PARA A CÚPULA

Bolívia

Paraguai

Uruguai

Colômbia

Chile

Tanzânia

Vaticano

Moçambique

Vietnã

Malásia

Qatar

ORGANIZAÇÕES

BID

Banco Mundial

Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento

CAF

FMI

Banco do Brics

ONU

Unesco

FAO

OIT

OMS

OMC

Conselho de Estabilidade Financeira

Banco de Investimento em Infraestrutura

Banco de Desenvolvimento Africano

Liga dos Estados Árabes



Leia Mais: Folha

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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