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Gérard Depardieu pede adiamento do julgamento de agressão sexual | Gérard Depardieu
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Agence France-Presse in Paris
O ator francês Gérard Depardieu, cujo julgamento por acusações de agressão sexual deveria começar em Paris na segunda-feira, pediu um adiamento por motivos de saúde, disse seu advogado.
“Gerard Depardieu está extremamente afetado e infelizmente os seus médicos proibiram-no de estar presente na audiência, razão pela qual irá pedir o adiamento para uma data posterior para poder comparecer”, disse Jérémie Assous à Franceinfo na manhã de segunda-feira.
Esperava-se que Depardieu comparecesse a uma audiência criminal às 13h30 (12h30 GMT) para o início de seu julgamento por supostamente ter agredido sexualmente duas mulheres durante as filmagens.
O homem de 75 anos enfrenta inúmeras outras queixas e um possível segundo processo judicial.
O ator é a figura de maior destaque a enfrentar acusações na versão cinematográfica francesa do movimento #MeToo, desencadeado em 2017 por acusações contra o produtor norte-americano Harvey Weinstein.
Os nomes das duas mulheres que acusaram Depardieu de abuso durante as filmagens de 2021 não foram divulgados.
Uma das demandantes, uma cenógrafa de 55 anos, relatou em fevereiro que havia sofrido agressão sexual, assédio sexual e insultos sexistas enquanto filmava Les Volet Verts (As Persianas Verdes), do diretor Jean Becker, em uma casa particular em Paris.
“Espero que o sistema judicial seja o mesmo para todos e que Monsieur Depardieu não receba tratamento especial só porque é um artista”, disse à AFP a advogada do demandante, Carine Durrieu-Diebolt.
Assous disse anteriormente que a defesa de Depardieu ofereceria “testemunhas e provas que mostrariam que ele foi simplesmente alvo de falsas acusações”. Ele acusou o demandante de tentar “ganhar dinheiro” reivindicando € 30.000 (£ 25.000) de indenização.
O demandante disse ao site investigativo francês Mediapart que Depardieu começou a pedir em voz alta por um ventilador durante as filmagens porque ele “não conseguia nem ligá-lo” no calor.
Ela afirmou que o ator passou a se gabar de que poderia “dar um orgasmo às mulheres sem tocá-las”. A demandante alegou que uma hora depois ela foi “brutalmente agarrada” por Depardieu quando saía do set. O ator a imobilizou “fechando as pernas” em volta dela antes de apalpar sua cintura e barriga, continuando até os seios, acrescentou ela.
Depardieu fez “comentários obscenos” durante o incidente, disse ela, incluindo: “Venha e toque na minha grande sombrinha. Vou enfiar na sua boceta. Ela descreveu os guarda-costas do ator arrastando-o enquanto ele gritava: “Nos veremos de novo, meu querido”. “Meu cliente espera que o sistema judiciário considere Gérard Depardieu um agressor sexual em série”, disse Durrieu-Diebolt.
O segundo demandante do caso, assistente de direção do mesmo filme, também alega violência sexual.
Anouk Grinberg, ator que apareceu em The Green Shutters, disse à AFP que Depardieu usou “palavras obscenas… de manhã à noite”.
“Quando os produtores contrataram Depardieu para trabalhar num filme, eles sabiam que estavam contratando um agressor”, acrescentou. Grinberg disse que, na sua experiência, Depardieu “sempre usou linguagem sexual e obscena” – mas que o seu comportamento se tornou “muito, muito pior, com a permissão da sua profissão, que lhe paga por isso e encobre as suas ofensas”.
Cerca de 20 mulheres acusaram Depardieu de vários crimes sexuais.
A atriz Charlotte Arnould foi a primeira a registrar queixa criminal. Um juiz ainda não se pronunciou sobre um pedido feito em agosto pelos promotores para que Depardieu fosse julgado por estupro e agressão sexual.
Uma investigação também está em andamento em Paris depois que um ex-assistente de produção acusou Depardieu de agressão sexual em 2014. A atriz Hélène Darras apresentou uma queixa de agressão sexual que caiu em conflito com o prazo prescricional. O escritor e jornalista espanhol Ruth Baza acusou Depardieu de estuprá-la em 1995.
“Nunca, mas nunca, abusei de uma mulher”, Depardieu escreveu em carta aberta publicado no jornal conservador Le Figaro em outubro do ano passado.
Semanas depois, o presidente Emmanuel Macron chocou feministas ao reclamar de uma “caçada humana” contra Depardieuque ele chamou de “ator imponente” que “deixa a França orgulhosa”. As observações de Macron seguiram o transmitido por um programa de TV investigativo de uma gravação de Depardieu fazendo repetidos comentários misóginos e insultuosos sobre as mulheres.
Depardieu é a maior estrela a enfrentar acusações no movimento #MeToo do cinema francês. Os diretores Jacques Doillon e Benoît Jacquot estão entre outras figuras proeminentes acusadas de violência sexual.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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