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Gestão financeira do Sistema Previdenciário do Acre garante melhorias em 2024, com reflexos positivos em ações futuras
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2 anos atrásem
Annie Manuela
O ano de 2024 foi marcado por discussões profundas sobre sustentabilidade e gestão financeira no setor previdenciário do Acre. O governo, por meio do Instituto de Previdência do Acre (Acreprevidência), enfrentou o desafio de gerir um sistema com despesas que já representam 69,29% da folha de pagamento dos servidores ativos. Para lidar com a situação, o plano de amortização prevê a aplicação de alíquotas suplementares e aportes até 2065, permitindo um crescimento gradual da contribuição ao longo dos próximos anos.

Como forma de garantir investimentos que gerem recursos extras para o Acreprevidência, o governo do Estado repassou imóveis para o Instituto Previdenciário, por meio de leis específicas. De acordo com o presidente do Instituto, Francisco Assis, a medida tem sido pioneira no país.
“O Acre é o primeiro estado a buscar fontes alternativas de fundos. Além de garantir recursos que ajudem a combater o déficit previdenciário, também estamos proporcionando a geração de emprego e renda, com a gestão das obras que garantem oportunidades para trabalhadores da construção civil”, destacou.

Com investimento de mais de R$ 20 milhões, o Acreprevidência é responsável pela execução das obras de prédios onde funcionarão diversos órgãos do Estado, como a nova sede do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon/AC), o novo Comando-Geral do Corpo de Bombeiros (CBM), a nova sede da Controladoria-Geral do Estado (CGE); e o Núcleo de Apoio ao Servidor Penitenciário (Nasp).

Há também obras em fase de projeto e licitação, como é o caso da Assessoria de Inteligência e Análise Criminal e Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Acre, a nova sede Administrativa do Instituto Socioeducativo (ISE), a nova sede da Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac), o Arquivo do Acreprevidência e a Policlínica do Corpo de Bombeiros, que será construída em um lote adquirido de terceiros pelo instituto. Os imóveis serão cedidos por meio de locação imobiliária.
Durante este ano, a equipe do instituto realizou palestras sobre o sistema previdenciário e as novas regras de concessão para os benefícios, alcançando servidores de diversos órgãos do Estado. Além disso, o quadro de funcionários também se capacitou, participando de encontros e seminários nacionais com temas atualizados sobre o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Para o próximo ano, a gestão do Acreprevidência se prepara para garantir a certificação do Pró-Gestão, programa de governança instituído pelo Ministério da Previdência para fomentar boas práticas no RPPS. O aplicativo Acreprevidência também passará por atualização e oferecerá mais serviços aos beneficiários, como a emissão de contracheques, cédula C e simulador de aposentadoria.
As alíquotas de contribuição, tanto para servidores quanto para o Estado, foram mantidas em 14%, mas a análise atuarial revelou que, para um equilíbrio ideal, seria necessário um reajuste no plano de custeio. O déficit crescente e as contribuições insuficientes acentuam a necessidade de revisão de políticas, destacando a importância de um plano de custeio com alíquotas que cubram as exigências.
Atualmente, a estrutura previdenciária do Acre, composta por mais de 30 mil participantes, entre ativos, aposentados e pensionistas, reflete não apenas questões fiscais, mas também o impacto socioeconômico das reformas necessárias. A gestão do Acreprevidência trabalha para promover soluções efetivas, para que o Estado possa garantir os direitos previdenciários e manter um sistema sustentável.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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14 horas atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

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