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Getty Images estuda fusão com rival Shutterstock – 03/01/2025 – Mercado

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Ryan Gould, Michelle F. Davis, Josh Sisco, Liana Baker

A Getty Images Holdings estuda uma fusão com a rival Shutterstock, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. As ações da Getty Images subiram até 32% nesta sexta-feira (3).

A Getty tem avaliado como estruturar uma combinação que uniria dois dos maiores fornecedores de conteúdo visual licenciado nos EUA, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque a informação não é pública. As deliberações estão em andamento e a Getty pode decidir não prosseguir com o acordo, acrescentaram.

Um representante da Getty Images recusou-se a comentar, enquanto um porta-voz da Shutterstock não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

As ações da Getty Images subiam 17%, para US$ 2,47 nesta sexta-feira (3) em Nova York, dando à empresa um valor de mercado de cerca de US$ 1,02 bilhão. A Shutterstock subia 7%, para US$ 31,35, com um valor de mercado de cerca de US$ 1,1 bilhão.

Antes dos ganhos desta sexta-feira, a Getty havia caído 56% no último ano, enquanto a Shutterstock havia deslizado 37%, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Uma fusão das duas provavelmente atrairia um escrutínio antitruste significativo, ao mesmo tempo que destacaria o otimismo entre as empresas por um ambiente regulatório mais permissivo para fusões e aquisições sob o novo governo Donald Trump que está por vir

A fusão dos dois principais players em qualquer setor provavelmente convidaria a um exame minucioso, independentemente de quem esteja na Casa Branca. E Gail Slater e Andrew Ferguson, escolhidos pelo presidente eleito Donald Trump para liderar a divisão antitruste do Departamento de Justiça e a Comissão Federal de Comércio, respectivamente, não são esperados para ter uma abordagem branda na aplicação das leis.

As deliberações sobre a fusão pela Getty Images ocorrem enquanto a demanda por fotos, vídeos e outros meios de comunicação dispara, com os consumidores passando cada vez mais tempo online.

A inteligência artificial também está revolucionando o negócio de criação de conteúdo, enquanto as câmeras de celular reduziram o valor da fotografia de banco de imagens.

Fundada em 1995, a Getty Images, com sede em Seattle, possui uma imensa biblioteca de fotos, ilustrações, vídeos e músicas usadas pelas indústrias de notícias, entretenimento, publicidade e criação de conteúdo, entre outras.

Essas imagens incluem a perseguição policial de O.J. Simpson e a foto da sala de situação do ex-presidente Barack Obama durante a operação para matar Osama bin Laden, entre dezenas de outras fotos históricas, de acordo com uma apresentação para investidores.

A Getty Images também emprega fotógrafos e tem parcerias exclusivas com a FIFA, a NCAA e o PGA Tour. Foi cofundada pelo presidente Mark Getty, da família Getty.

Mark Getty também é diretor da Getty Investments, que detém cerca de 43% das ações em circulação da empresa, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Outros grandes apoiadores incluem a Koch e a Neuberger Berman.

A Getty Images abriu seu capital em 2021, alcançando uma avaliação de US$ 4,8 bilhões na época.

A Shutterstock, que abriu capital em 2012, opera uma plataforma pesquisável que permite aos colaboradores fazer upload de seu conteúdo em troca de pagamentos de royalties com base na atividade de download, de acordo com seu relatório anual mais recente.


Ryan Gould
, Michelle F. Davis
, Josh Sisco
e Liana Baker



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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