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Gisele Pelicot pede ‘mudança’ social em julgamento de estupro – DW – 23/10/2024
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1 ano atrásem
Um tribunal, que está a apreciar o caso de um francês acusado de drogar a sua mulher e de recrutar dezenas de estranhos para estuproela, na quarta-feira ouviu da sobrevivente que ela não tinha certeza se algum dia se recuperaria.
Gisele Pelicotcujo suposto abuso cometido por seu marido e por cerca de 50 outros homens chocou profundamente Françafoi recebida com aplausos pelos apoiadores ao chegar ao tribunal.
Pelicot, que permitiu que seu nome fosse divulgado, encorajou outras mulheres que foram agredido sexualmente para avançar.
O que Gisele Pelicot disse?
Pelicot, de 72 anos, discursou pela segunda vez ao tribunal na quarta-feira, a convite do juiz presidente Roger Arata.
“Sou uma mulher completamente quebrada”, disse Pelicot ao tribunal, acrescentando que queria “mudar a sociedade” no que diz respeito a lidar com a agressão sexual.
“Não sei como vou me reconstruir”, disse ela. “Não tenho certeza se minha vida será longa o suficiente para me recuperar disso.”
Dominique Pelicot filmou grande parte dos abusos contra sua esposa e também fez registros detalhados dos estranhos que visitaram sua casa. Posteriormente, isso ajudou a polícia a descobrir os crimes.
Ele admitiu ter facilitado o estupro de sua esposa repetidamente entre 2011 e 2020.
‘Como você pôde permitir que essas pessoas entrassem em nossa casa?’
Falando no tribunal, Pelicot dirigiu-se então ao ex-marido, que estava sentado no banco dos réus, sem olhar para ela.
Ela pediu que ele explicasse o que o levou a drogá-la durante quase uma década, estuprá-la e recrutar estranhos para fazer o mesmo.
“Estou tentando entender como meu marido, que era o homem perfeito, ficou assim. Como minha vida mudou. Como você permitiu que essas pessoas entrassem em nossa casa? Para mim, essa traição é imensurável. Depois de 50 anos juntos.. .Eu costumava pensar que ficaria com esse homem até o fim.”
Por que o julgamento de estupro de Pelicot tornou públicas as exibições de vídeos de abuso
Olhando para o ex-marido, ela disse: “Sempre tentei elevar você mais alto, você que pesquisou as profundezas da alma humana, mas você fez suas próprias escolhas”.
Apesar das evidências em vídeo contra eles, pelo menos 35 dos réus negam as acusações de estupro.
Eles alegam que Dominique Pelicot os enganou fazendo-os pensar que estavam participando de um jogo sexual ou que Gisele Pelicot estava fingindo dormir.
Possível mudança na lei
A lei penal francesa define o estupro como um ato de penetração ou sexo oral cometido com “violência, coerção, ameaça ou surpresa”. No entanto, não faz menção clara à necessidade do consentimento do parceiro.
Milhares de manifestantes foram às ruas para apoiar Gisele Pelicot com o caso, revigorando o impulso por mudanças para incluir o consentimento no texto.
O novo Ministro da Justiça francês, Didier Migaud, afirmou recentemente que é a favor da actualização da lei, tal como o fez Presidente francês Emmanuel Macron.
A França impediu a inclusão de uma definição de violação baseada no consentimento numa directiva europeia em 2023.
A DW normalmente não publica os nomes das vítimas, mas neste caso o faz de acordo com o pedido de Pelicot para que os nomes sejam divulgados publicamente, em seu esforço para aumentar a conscientização sobre o abuso sexual.
rc/lo (AFP, Reuters)
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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