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Giuliani ordenou entregar apartamento e Benz aos trabalhadores eleitorais da Geórgia | Rudy Giuliani

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Sam Levine

Rudy Giuliani deve ceder o controle de seu apartamento em Nova York, um Mercedes-Benz da década de 1980 que pertenceu a Lauren Bacall, vários relógios de luxo e muitos outros bens a dois funcionários eleitorais da Geórgia que ele difamou.

Lewis Liman, juiz distrital dos EUA em Nova York, nomeado Ruby Freeman e sua filha Shaye Moss como destinatárias da propriedade e deram ao ex-prefeito de Nova York e confidente de Trump sete dias para entregar os bens.

Um júri decidiu que Giuliani lhes deve cerca de US$ 150 milhões por espalhar mentiras sobre eles após as eleições de 2020, embora Giuliani esteja apelando da decisão. Liman autorizou as duas mulheres a começarem imediatamente a vender os ativos.

“O caminho para a justiça para Ruby e Shaye foi longo, mas eles nunca vacilaram”, disse Aaron Nathan, advogado que representa Freeman e Moss. “Em dezembro passado, um júri emitiu um veredicto poderoso a seu favor e estamos orgulhosos de que a decisão de hoje torne esse veredicto uma realidade.”

“Estamos orgulhosos de que nossos clientes finalmente começarão a receber parte da compensação a que têm direito pelas ações de Giuliani”, disse Nathan. “Este resultado deverá enviar uma mensagem poderosa de que há um preço a pagar por aqueles que optam por espalhar desinformação intencionalmente.”

Um porta-voz de Giuliani não retornou imediatamente um pedido de comentário.

Além de seu apartamento no Upper East Side, Giuliani também recebeu ordem de entregar vários itens de memorabilia dos Yankees e cerca de duas dúzias de relógios. As duas mulheres também têm direito aos honorários que a campanha de Trump deve a Giuliani por seu trabalho jurídico em 2020.

Giuliani listado pela primeira vez o apartamento de três quartos por US$ 6,5 milhões em 2023, mas reduziu o preço para pouco mais de US$ 5,1 milhões neste outono.

Liman não ordenou que Giuliani entregasse um condomínio separado em Palm Beach, por enquanto, em meio a uma disputa legal em andamento no local. Em vez disso, Liman emitiu uma ordem proibindo Giuliani de vender o condomínio enquanto a disputa estiver em andamento.

Depois de perder o caso de difamação no outono passado, Giuliani declarou falência para tentar evitar pagar a Freeman e Moss o dinheiro que lhes era devido. Um juiz rejeitou o caso de falência no início deste ano.

Após a eleição de 2020, Giuliani ampliou um vídeo enganoso e acusou falsamente Freeman e Moss de atividades ilegais enquanto contava os votos em Atlanta na noite da eleição de 2020. Ele continuou a fazê-lo mesmo depois Geórgia autoridades eleitorais disseram que o vídeo mostrava as duas mulheres fazendo seu trabalho sem problemas. Eles também foram formalmente inocentados pelos investigadores de qualquer irregularidade.

O vídeo e a mentira sobre as duas mulheres tornaram-se centrais no esforço de Donald Trump para anular os resultados eleitorais na Geórgia. O ex-presidente mencionou o nome de Freeman em um telefonema em 2021 com o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, pedindo-lhe que anulasse a votação.

Ambas as mulheres raramente foram vistas em público desde o incidente, mas falaram sobre como isso mudou suas vidas. Eles receberam constantes ameaças de morte, foram expulsos de suas casas e perderam seus empregos. Durante o julgamento por difamação em Washington DC, eles falaram sobre a depressão que enfrentaram após a eleição.

Giuliani, que perdeu sua licença jurídica em Nova Iorque e Washington DC, mostrou pouco arrependimento pelas suas declarações falsas. Durante o julgamento, ele deu uma entrevista coletiva nas etapas do tribunal, na qual insistiu que tudo o que disse sobre Freeman e Moss era verdade.

Freeman e Moss também recentemente resolveu um processo por difamação com o Gateway Pundit, um site de notícias de extrema direita que foi o primeiro a identificá-los publicamente e a amplificar o vídeo. Embora os termos desse acordo fossem confidenciais o site excluiu todos os artigos que mencionavam as duas mulheres e postou um aviso reconhecendo eles não fizeram nada de errado.

Freeman e Moss têm também resolvido uma ação judicial com a One America News Network, outra rede de extrema direita, que transmitiu um pedido de desculpas.

Todos esses casos estão a ser observados de perto porque representam a responsabilização mais significativa até agora para aqueles que espalham mentiras sobre as eleições de 2020. Os estudiosos estão observando de perto para compreender o quão poderosa uma lei de difamação pode ser uma ferramenta para conter a desinformação.

Giuliani também enfrenta acusações criminais na Geórgia e no Arizona por seus esforços para anular as eleições de 2020.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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