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Gleisi muda articulação do governo Lula e busca líderes – 15/03/2025 – Poder
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Victoria Azevedo
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), pretende concentrar as negociações do governo Lula com o Congresso, antes divididas com outros ministros, e se posicionar como uma articuladora direta entre o presidente da República e as cúpulas da Câmara e do Senado, dominadas pelo centrão.
Aliados de Gleisi falam em uma mudança no modelo de articulação política. Depois de um período em que líderes encaravam a relação com o governo com pouca confiança, esses aliados dizem que a ministra pode fazer negociações com maior respaldo de Lula, priorizando as lideranças partidárias e participando ativamente de cada etapa das negociações.
A primeira semana da ministra no cargo foi ofuscada por declaração na qual Lula disse ter colocado uma “mulher bonita” para aproximar o governo do Congresso.
A relação do governo com o Legislativo nos dois primeiros anos de mandato foi marcada por atritos, diante de uma base parlamentar instável. Além disso, o então presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) rompeu com Alexandre Padilha, que estava no comando da pasta. Com isso, outros ministros passaram a atuar na linha de frente das negociações com o Congresso, como Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil).
Uma das principais queixas dos parlamentares nesses dois anos é o que eles classificam como o descumprimento de acordos por parte do governo federal.
Deputados e senadores afirmam que, mais de uma vez, foram firmados compromissos com um ministro sem aval ou conhecimento de todos os integrantes do Palácio do Planalto. Dessa forma, os acertos não foram levados adiante. A ideia, agora, é que Gleisi coordene esses processos para evitar ruídos.
Além disso, a ministra pretende valorizar a figura dos líderes partidários, organizando encontros frequentes com os parlamentares. Na terça-feira (11), por exemplo, ela almoçou com líderes de partidos de esquerda no Palácio do Planalto e promoveu um jantar com integrantes do centrão em seu apartamento, em Brasília.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse que esses encontros serviriam para “afinar a viola” e estabelecer procedimentos. “Gleisi foi taxativa: toda a relação será com líderes e presidentes das Casas. Nada no varejo. É fortalecer os líderes e o colégio de líderes”, afirmou.
Ela também se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Em seu discurso de posse, na segunda-feira (10), Gleisi acenou aos dois e afirmou que chegou “para somar”. Ela também falou em “respeitar adversários” e em “colaborar com todos”.
“Foi essa a missão que recebi e pretendo cumprir, num governo de ampla coalizão, dialogando com as forças políticas do Congresso e com as expressões da sociedade, suas organizações e movimentos”, disse.
Apesar de a nomeação da ministra ter gerado desconfiança no meio político pela trajetória da petista, que tem histórico de atritos com parlamentares, líderes ouvidos pela reportagem elogiaram os primeiros dias de Gleisi no cargo.
Outro ponto questionado por aliados do governo era o tom mais à esquerda que a hoje ministra adotava em seus discursos, com críticas, por exemplo, ao modelo de contenção de gastos adotado na gestão de Haddad na Fazenda.
A ministra é descrita como uma pessoa dura, mas cumpridora de acordos. A avaliação desses aliados é que ela manterá uma relação mais franca com deputados e senadores —indicando quando será possível ou não levar adiante algum pedido, sem rodeios. A própria Gleisi diz a interlocutores que só fecha compromissos que sabe que terá condições de cumprir.
Além disso, um interlocutor da ministra diz que ela tem consciência de que não pode errar à frente do cargo, num momento em que o governo está com baixa popularidade a caminho das eleições de 2026.
Um aliado do presidente da Câmara diz que Gleisi demonstrou ter respaldo de Lula, o que poderá dar fluidez às negociações, além de ter indicado querer resolver pendências do Executivo com o Legislativo —como nomeações que não foram adiante e o pagamento de emendas parlamentares.
A nova ministra mantém boa relação com o entorno de Motta. No ano passado, ela foi uma das primeiras figuras importantes do PT a defender, dentro do partido, o apoio à candidatura do deputado à sucessão de Arthur Lira (PP-AL).
A cúpula da Câmara tentou emplacar o líder do MDB, Isnaldo Bulhões Jr. (AL), para o cargo de ministro da Secretaria de Relações Institucionais. Ainda assim, um líder de partido do centro diz esperar que a chegada de Gleisi também diminua a distância entre os parlamentares e o presidente da República, servindo de ponte direta entre Lula e as lideranças.
Senadores e deputados cobram uma participação maior de Lula na articulação política, lembrando os encontros com parlamentares que ele organizava no primeiro e no segundo mandato que e não têm ocorrido no atual.
O presidente indicou que quer se aproximar de Motta e Alcolumbre, reduzindo a distância entre eles, falando isso publicamente durante a semana.
“Não quero que alguém ache que o presidente está distante do presidente da Câmara, está distante do presidente do Senado. Temos que mostrar para a sociedade que nós somos, em lugares diferentes, pessoas com o mesmo compromisso de defender a soberania do país, o bem-estar do brasileiro”, disse Lula.
Há uma avaliação entre integrantes do governo de que a troca no comando das duas Casas “zerou o jogo” na relação com o Congresso. Na última semana, em mais um gesto dessa aproximação, o petista almoçou com os dois presidentes. Ele já tinha se reunido com Alcolumbre e Motta em outra ocasião, na Granja do Torto, em fevereiro.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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