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Gleisi teve embates com governo Lula; relembre – 30/01/2025 – Poder

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João Pedro Abdo

A deputada federal e presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), Gleisi Hoffmann, deve assumir a Secretaria-Geral da Presidência na reforma ministerial que o presidente Lula prepara para as próximas semanas, após a eleição para as presidências da Câmara e do Senado.

A pasta é responsável pela articulação com diferentes segmentos da sociedade civil, como movimentos sociais e juventude.

Nesta quinta (30), Lula elogiou a condição de Gleisi para ser ministra, mas evitou anunciá-la, dizendo que ainda não há nada definido.

À frente do PT desde 2017, a deputada federal pelo Paraná já foi senadora pelo mesmo estado e chefiou a Casa Civil durante o primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). No atual governo, Gleisi acumula críticas às decisões de membros importantes do PT, como os ministros Fernando Haddad e Alexandre Padilha.

Relembre momentos em que ela mostrou publicamente sua desaprovação.

O desempenho do PT nas eleições municipais de 2024 foi motivo de atrito entre Gleisi e Alexandre Padilha. Ao comentar os resultados, o ministro de Relações Institucionais disse que o partido ainda não saiu da “zona de rebaixamento que entrou em 2016”.

Gleisi criticou publicamente o correligionário e disse que Padilha precisava “refrescar a memória” sobre o que vem acontecendo com o PT nos últimos anos.

“Ofender o partido, fazendo graça, e diminuir nosso esforço nacional não contribui para alterar essa correlação de forças. Padilha devia focar nas articulações políticas do governo, de sua responsabilidade, que ajudaram a chegar a esses resultados”, completou.

Além disso, Gleisi aproveitou para demonstrar sua insatisfação com a composição de forças do governo, dizendo que o PT “paga o preço, como partido, de estar num governo de ampla coalizão”. O Planalto não comentou, e a orientação geral foi de pôr “panos quentes”.

‘Austericídio’ fiscal e corte de gastos

Algumas medidas econômicas do ministro Fernando Haddad, como o arcabouço fiscal, foram alvos de críticas dentro do PT, e Gleisi fez coro.

Uma resolução, aprovada pelo Diretório Nacional do partido em dezembro de 2023, chamava a política de contenção de gastos de “austericídio” fiscal, o que também seria atribuído à “ditadura do BC independente”.

Na ocasião, Gleisi negou que a crítica do documento fosse direcionada aos integrantes do Executivo, mas defendeu que o país não pode ser guiado por austeridade fiscal. Ela chegou a defender um déficit de 1% ou 2% do PIB (Produto Interno Bruto).

A adesão a outra comunicação também gerou críticas dentro do PT. O manifesto “Mercado financeiro e mídia não podem ditar as regras do país”, apoiado pelo PDT, PSOL e PC do B, foi lido por alguns petistas como um ataque ao governo.

O deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP) enviou uma mensagem para grupos internos do PT criticando o fato de o partido ter assinado um manifesto contra o pacote de corte de gastos, que ainda estava em fase de elaboração. Ele afirmou que a decisão foi tomada sem consulta interna.

“Na hora que o presidente Lula definir o rumo, e a gente confia muito nele, o PT não faltará a ele. Nós vamos estar juntos”, comentou Gleisi, reafirmando que não se tratava de uma crítica ao Executivo.

Embate com Haddad e sucessão de Lula

A presidente do PT e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, divergem sobre a relação entre déficit fiscal e crescimento econômico. Por trás das divergências, está a disputa política sobre o caminho econômico que o presidente Lula deveria seguir para buscar a sua reeleição ou eleger um sucessor.

A sucessão, por si só, já foi motivo de divergência entre Gleisi e Haddad. Em entrevistas ao jornal O Globo, ambos deram respostas diferentes quando questionados sobre quem sucederá o presidente Lula em 2026 ou 2030.

A presidente do PT afirmou achar a discussão “extemporânea”. O que vai garantir a sucessão e a reeleição de Lula, segundo ela, é fazer com que “tudo dê certo”. Haddad, por sua vez, disse que o sucessor “vai se colocar” na eleição seguinte, sugerindo que a questão já deve ser abordada.

Sucessão no BC

Durante as férias de Haddad, Gleisi também atritou com o ministro interino da Fazenda, Dario Duringan. Ele defendeu que a troca da presidência do BC (Banco Central) deveria ser feita “sem arroubo político”.

Em postagem no X (antigo Twitter), a presidente do PT mostrou sua insatisfação com a fala do substituto de Haddad.

“Foi o voto popular que conferiu ao presidente Lula a prerrogativa de indicar o próximo presidente do BC. Não há que falar em arroubo político nessa decisão, muito menos fantasiar que a gestão do BC ‘independente’ foi ‘técnica'”, afirmou.



Leia Mais: Folha

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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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