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Governador entrega novo bloco da Unidade Penitenciária Feminina de Rio Branco e carros para reforçar trabalho do Iapen
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1 ano atrásem
Tácita Muniz
O sistema penitenciário registrou avanços importantes nesta segunda-feira, 30, e contou com a presença do governador Gladson Cameli em três ações que reforçam o comprometimento do Estado com a ressocialização daqueles que cumprem pena nas unidades prisionais. Cameli participou da entrega da conclusão da Unidade Penitenciária Feminina de Rio Branco e do recebimento de sete veículos para o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).

A nova unidade feminina conta com um bloco de vivência coletiva, contendo 14 celas, solário, área de vivência, cela acessível, sala multiuso, parlatório e sala de controle. São 54 novas vagas e, ao todo, o investimento foi de R$ 1.231.044,59, com recursos provenientes dos governos estadual e federal.
O Iapen, a Secretaria de Estado de Obras Públicas do Acre (Seop) e a Caixa Econômica Federal foram os executores desses recursos. As mudanças refletem na melhoria das condições estruturais, garantem mais segurança no ambiente laboral, garantindo a eficiência do trabalho desenvolvido pelo Iapen em todo o estado.
O governador Gladson Cameli destacou que essas ações humanizam o serviço prestado pelo Iapen à sociedade. “Devemos procurar o lado positivo em qualquer situação que a vida nos apresenta. Entendo que uma pessoa que tenha cometido um erro, por pior que seja, tem o direito à oportunidade de correção, para seguir em frente. É nesse sentido que concluímos a unidade penitenciária feminina”, destacou.

O chefe do Executivo frisou, ainda, que esta é uma melhoria que vai impactar diretamente a vida dos servidores do Iapen. Em seu discurso, fez questão de agradecer a cada um daqueles que se dedicam à segurança do estado, além da equipe governamental como um todo, que se empenhou em cada detalhe dessas obras e entregas e se disse grato. Além disso, ele, mais uma vez, agradeceu à parceria do governo federal, que tem sido imprescindível para ações de grande impacto em todo o estado.
“Cada uma dessas mulheres têm uma vida fora daqui. São mães, esposas, filhas, profissionais, que cometeram erros e estão pagando seus débitos com a sociedade, e precisam retomar suas vidas. Por isso, como representantes do poder público, temos a responsabilidade de dar as melhores condições para que essa reintegração social aconteça da melhor maneira possível”, pontuou.
O presidente do Iapen, Marcos Frank, disse que a gestão tem feito articulações importantes para a melhoria do sistema penitenciário.

“Se trata de garantir a dignidade aos apenados e também aos servidores, na medida em que se proporciona um melhor ambiente de trabalho. A gente visitou a Secretaria Nacional de Políticas Penais, onde também nos foi garantido um repasse fundo a fundo na faixa de R$ 1,2 milhão, que deverá ser investido na reforma do bloco multiprofissional”, adiantou.
Maria José Souza, diretora da unidade feminina, ressalta que as novas vagas desafogam a lotação da unidade. Ao todo, segundo ela, 160 mulheres cumprem pena na unidade.
“Aumenta a segurança até pra gente, porque vamos ter menos presas para conduzir e conseguimos acompanhar melhor”, completa.

Paulo Renato Dantas, chefe de Departamento de Infraestrutura do Iapen, explicou que todo o prédio foi pensado de maneira moderna.
“A gente está entregando um novo bloco de vivência coletiva, que tem uma arquitetura moderna, nova, que vai atender às necessidades atuais da unidade e também entregamos aqui três novas guaritas elevadas que fecham o controle de perímetro. Na Unidade de Segurança Máxima Antônio Amaro Alves fizemos uma reestruturação na parte de segurança. As celas tiveram novos reforços estruturais e foi feita uma pintura e reparo da parte elétrica e hidrossanitária completa”, pontuou.

A Seop fiscalizou todas as intervenções feitas na unidade. O titular da pasta, Ítalo Lopes, explicou como tem sido essa parceria com os demais órgãos do Estado:
“A Seop tem um papel muito importante, fundamental, determinado pelo governador, de levar instrumentos públicos de qualidade e também acelerar a utilização de recursos federais. Aqui a gente tem um recurso que é garantido por meio de um convênio, e a Secretaria de Obras fiscalizou essa execução. Nossos engenheiros acompanharam toda a obra junto com a equipe técnica do Iapen e conseguimos concluir, inclusive, um convênio, que vale a pena registrar, era de 2009, que outras gestões tiveram dificuldade de executar. Estamos também trabalhando em conjunto com a equipe do Iapen para fazer a entrega de um bloco administrativo muito em breve. Também fizemos algumas intervenções no Amaro, que foi um pedido da direção. Então, são várias intervenções em conjunto com a Segurança Pública, buscando prestar um serviço da melhor qualidade”.
Na oportunidade, o governador também recebeu das mãos de uma reeducanda a bandeira do Acre e um chinelo, produtos confeccionados pelos detentor do estado.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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