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Governo do Acre anuncia início das obras de restauração do Palácio Rio Branco, símbolo histórico e cultural do estado
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11 meses atrásem
Samuel Bryan
O governo do Acre anunciou na manhã desta terça-feira, 28, o início do processo de restauração do Palácio Rio Branco, uma das mais emblemáticas construções do estado e sede do Poder Executivo. O anúncio foi realizado pela vice-governadora Mailza Assis, em cerimônia no próprio local, marcando o início de uma obra que resgata a história e o simbolismo desse patrimônio, que é cartão-postal e ponto turístico do Acre.

“Enquanto senadora, ao observar os espaços e entender que o Palácio Rio Branco é um ambiente histórico que reflete a nossa memória, reconheço sua revitalização como prioridade. Este local não é apenas um prédio, mas um símbolo do nosso estado. Este espaço carrega um significado histórico profundo: quantos governadores passaram por aqui, tomaram decisões e traçaram os rumos do nosso Acre? É essencial preservar e valorizar esse patrimônio, pois sua importância é indispensável para os acreanos”, destacou a vice-governadora Mailza Assis.
Valorização do patrimônio histórico e cultural
As obras de restauração do Palácio Rio Branco fazem parte de um pacote de investimentos destinados à preservação de importantes monumentos históricos do estado. Além do Palácio, estão em processo de revitalização o Teatro Plácido de Castro, também conhecido como Teatrão, e a Biblioteca da Floresta. O presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara, destacou a relevância do projeto para a identidade cultural do Acre.

“Esse é o cuidado do nosso governador Gladson Cameli em recuperar e devolver esses espaços para a população. O palácio, assim como o Teatrão e a biblioteca, simboliza a nossa história e a nossa cultura. Essas obras representam o compromisso com o patrimônio público e o legado histórico que queremos preservar para as próximas gerações”, afirmou Kinpara.
Projeto de restauração prioriza identidade
De acordo com o secretário de Estado de Obras Públicas, Ítalo Lopes, o projeto inclui a reforma completa do prédio histórico, mantendo suas características arquitetônicas originais, como o estilo eclético e as influências do movimento Art Déco. Entre as intervenções previstas estão a recuperação das esquadrias externas, climatização, acessibilidade com a reativação do elevador, além da revitalização das praças e calçadas de pedras portuguesas no entorno.
“É um investimento de quase R$ 3 milhões, garantido por emenda da então senadora e atual vice-governadora. A orientação do governador Cameli é clara: preservar o aspecto histórico do palácio, garantindo que ele continue sendo um símbolo de nossa identidade. As obras devem durar cerca de oito meses, com previsão de entrega ainda em 2025”, explicou Lopes.

As obras terão início imediato, com a ordem de serviço já assinada. Segundo o secretário, as intervenções serão realizadas por etapas para minimizar o impacto nas atividades do governo e na visitação ao local que continuará aberto, com paradas pontuais.
A história do Palácio Rio Branco
Localizado no coração da capital acreana, o Palácio Rio Branco é um dos maiores símbolos do poder político e da autonomia acreana, além de ser um cartão-postal que atrai turistas e pesquisadores interessados no rico passado da região.
A ideia de construir o Palácio Rio Branco surgiu no início do século XX, em um período de transformações profundas na região. À época, o governo do Território Federal do Acre funcionava em um grande casarão de madeira, situado no mesmo local onde hoje está o palácio. Esse casarão, embora funcional, não atendia mais às necessidades administrativas e já apresentava sinais de desgaste, evidenciando a urgência de um novo prédio que representasse a crescente importância política e social do território.

O projeto arquitetônico do Palácio Rio Branco foi concebido pelo arquiteto alemão Gustav Massler, que trouxe influências do estilo eclético e do movimento Art Déco, tendências que marcavam a arquitetura dos grandes centros urbanos do Brasil e do mundo na época. A construção previa um prédio grandioso, com elementos sofisticados como escadas de mármore de Carrara, pisos de parquet feitos com madeira de lei do Pará e tetos ornamentados em estuque. Essa visão ambiciosa refletia não apenas o desejo de modernizar a sede do governo, mas também de posicionar o Acre como uma região de destaque no cenário nacional.
Em 15 de junho de 1929, sob o governo de Hugo Carneiro, foi lançada a Pedra Fundamental do Palácio Rio Branco. A construção, no entanto, enfrentou diversos desafios ao longo dos anos, incluindo limitações financeiras e mudanças de governo. Apenas um ano depois, em 15 de junho de 1930, parte do prédio foi inaugurada, permitindo que ele começasse a ser utilizado, mesmo sem ter todo o requinte originalmente planejado.
O Palácio Rio Branco permaneceu inacabado por quase duas décadas. Durante esse período, diversos governadores se sucederam no comando do Território Federal do Acre, mas nenhum conseguiu concluir as obras. Foi somente no governo de Guiomard Santos, iniciado em 1946, que a construção foi retomada com vigor.
Guiomard Santos, conhecido por seu caráter empreendedor, deu início a uma importante fase de urbanização em Rio Branco e em outras cidades do território. Além de finalizar o Palácio Rio Branco, ele também promoveu a reforma da Praça Eurico Dutra, situada em frente ao edifício, incluindo a instalação da famosa fonte luminosa, que até hoje é uma das principais atrações do local. Nos fundos do palácio foi construído um belo jardim, que se tornou um espaço de convivência para a população.

O Palácio Rio Branco continua a ser um marco importante para o estado. Embora não seja mais residência oficial de governadores, o edifício mantém sua função como sede do Poder Executivo e espaço para eventos oficiais e culturais. Sua preservação é uma prioridade para o governo do Acre, que reconhece a importância de manter viva a memória histórica e de proporcionar à população um espaço que celebre a identidade acreana.
Preservação da memória e legado para o futuro
Para o governo do Acre, a restauração do Palácio Rio Branco é mais do que uma obra de infraestrutura; é um compromisso com a preservação da história e da cultura do estado. O investimento no patrimônio público reforça a importância de valorizar a memória coletiva e transformar o espaço em um local acessível e funcional para as próximas gerações.

“A revitalização do Palácio Rio Branco reafirma nosso compromisso de preservar o que é nosso, respeitando a história e os símbolos que definem quem somos como povo. Este é um momento de orgulho e de olhar para o futuro com responsabilidade”, concluiu Mailza Assis.
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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre
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23 de dezembro de 2025Notícias
publicado:
23/12/2025 07h31,
última modificação:
23/12/2025 07h32
Confira a nota na integra no link: Nota Andifes
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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre
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18 de dezembro de 2025A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.
Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.
Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”
A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”
O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”
A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”
Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”
Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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18 de dezembro de 2025A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.
A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.”
Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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