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Governo do Acre apresenta ações de enfrentamento à seca extrema em audiência na Aleac para criação de Comissão de Meio Ambiente

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Janine Brasil

O governo do Estado apresentou as ações de enfrentamento aos eventos climáticos extremos durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizada nesta segunda-feira, 21. O evento reuniu especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil para debater os desafios ambientais no estado, com ênfase na seca que afeta o Rio Acre.

Secretária adjunta da Sema, Renata Souza, falou das ações do Estado para mitigar os impactos das mudanças climáticas. Foto: Caroline Félix/Sema

Proposta pelo deputado estadual Afonso Fernandes, primeiro secretário do Parlamento Amazônico, a audiência visou discutir a criação de uma Comissão Permanente de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. Durante o encontro, foram analisados os impactos ambientais mais amplos da seca, além de soluções e políticas públicas para mitigar os efeitos desses eventos climáticos, que têm se tornado cada vez mais frequentes e intensos na Amazônia.

A gestora adjunta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Renata Souza, destacou a importância de discutir medidas preventivas e de combate às mudanças climáticas, ressaltando que o governo do Acre tem atuado fortemente em diversas frentes, por meio dos órgãos ligados ao Sistema de Meio Ambiente.

“O governo do Acre tem realizado ações efetivas, em colaboração com os diferentes órgãos que compõem os sistemas de Meio Ambiente e Segurança Pública. A Sema conta com o Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), que subsidia o Estado nas tomadas de decisão, e está implementando políticas públicas para mitigar esses eventos. Esse diálogo que estamos promovendo aqui é enriquecedor, pois nos permite sentar juntos para aprimorar ainda mais nosso enfrentamento”, afirmou.

Estavam presentes também o diretor executivo do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Leonardo Ferreira, e o assessor do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Roberto França, e, ainda pela Sema, o coordenador do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), Cláudio Cavalcante, o diretor de Meio Ambiente, André Pellicciotti, e a assessora técnica Silvia Uszascki .

Deputado estadual Afonso Fernandes quer criar uma Comissão Permanente de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. Foto: Caroline Félix/Sema

O deputado Afonso Fernandes enfatizou que, diante da situação crítica, é imprescindível que o Acre adote medidas de longo prazo para lidar com a nova realidade climática.

“Cabe à comissão opinar sobre assuntos relacionados aos artigos 206 e 207 da Constituição Estadual de 1989, acompanhar e fiscalizar políticas estaduais de meio ambiente, analisar e propor legislações voltadas à preservação e conservação do meio ambiente, além de propor estudos e debates sobre questões ambientais. Queremos, junto aos demais órgãos, buscar soluções para mitigar os danos ambientais. Precisamos agir não apenas durante as crises, mas ir além”, ressaltou.

O geógrafo e professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Claudemir Mesquita, apresentou um panorama da situação das cheias dos rios do Acre nos últimos cinco anos, destacando a preocupação com a frequência crescente dos eventos.

“Precisamos de reflorestamento e de medidas viáveis e reais de enfrentamento. Espero um novo olhar para o rio ainda em 2024, além de ações concretas e programas educativos e ambientais”, afirmou.

Governo do Acre apresenta ações de enfrentamento à seca extrema em audiência na Aleac para criação de Comissão de Meio Ambiente. Foto: Divulgação/Aleac

Melissa Machado, superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), mencionou a atuação conjunta dos governos federal e estadual para atenuar os impactos das queimadas e do desmatamento no Acre. “O que já estamos realizando na Sala de Situação da Sema, ao longo do ano passado e deste ano, reflete o trabalho de cada um na sua área de atuação específica, buscando amenizar e dar uma resposta efetiva a esses ilícitos”, disse.

A audiência pública reforçou o papel central da sociedade civil nesse debate, promovendo um espaço de diálogo para encontrar soluções conjuntas. Estiveram presentes no evento representantes de instituições ligadas ao meio ambiente e da sociedade civil, incluindo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Ministério Público do Acre (MPAC), a Defesa Civil Estadual, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia), a Universidade Federal do Acre (Ufac), a Associação dos Engenheiros Florestais do Acre, entre outras.

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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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