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Governo do Estado fortalece memórias e transparência com iniciativas do arquivo público estadual

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Andressa Larissa

O governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead), reforça a importância do Arquivo Público como elemento essencial para preservar a história e garantir o acesso à informação. Em conformidade com a Lei de Acesso à Informação e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Arquivo Público desempenha um papel central na gestão documental, conservando registros que sustentam direitos, deveres e decisões governamentais.

Comprometido em manter viva a memória do estado, o Arquivo preserva documentos de valor histórico e administrativo, cumprindo o que determina a Constituição Federal e as leis de Transparência e de Arquivos quanto à conservação e ao acesso a documentos. Com a política de gestão documental instituída pela Lei nº 4.109/2023, o Acre se destaca entre os estados com uma política estruturada de arquivos, que visa criar uma rede de instituições arquivísticas, facilitar o acesso a documentos e promover a transparência, apoiando a tomada de decisões e a preservação do patrimônio.

Arquivo Público do Acre reforça o compromisso do Estado com a história, a transparência e o acesso à informação. Foto: cedida

Para aprimorar essa gestão, o Arquivo Público desenvolveu o Plano de Classificação e a Tabela de Temporalidade de Documentos, instrumentos fundamentais para organizar, conservar e descartar documentos de forma adequada. Em outubro, o 1° Workshop de Gestão Patrimonial e Documental apresentou esses recursos aos gestores públicos, destacando sua importância para a estrutura e o funcionamento do estado. “A correta gestão documental é fundamental para garantir a preservação da nossa história e o fácil acesso à informação pública, pilares que fortalecem a cidadania”, destaca Keuly Tavares, secretária adjunta de Gestão Administrativa.

Recentemente, representantes do Arquivo Público participaram do 10° Congresso Nacional de Arquivologia e do 1° Encontro Nacional de Arquivos Estaduais, onde foram discutidos temas como preservação digital e tecnologias avançadas para o gerenciamento de documentos, incluindo a plataforma Hipátia, destinada a repositórios digitais.

Criação da Rede Nacional de Arquivos Estaduais, conforme Portaria AN/MGI nº 183/2024, em Salvador. A chefe do Departamento Documental e Arquivo Público, Cleilda Braga, é membro da rede. Foto: cedida.

Em breve, a nova sede do Arquivo Público proporcionará um espaço moderno com laboratório de restauração e ambientes climatizados para a preservação de documentos. A sede contará ainda com espaços para acervos históricos, um auditório e a “Casa de Histórias”, onde a população poderá conhecer a história e a cultura do Acre. “Essa nova sede representa um avanço importante para a preservação do nosso patrimônio documental, atendendo às necessidades do presente e garantindo que nossa história esteja preservada para as futuras gerações”, afirma Paulo Roberto, secretário de Estado de Administração.

Em breve, o Arquivo Público Estadual ganhará uma nova casa. Na foto, os gestores da Secretaria de Estado de Administração (Sead) e da Secretaria de Obras Públicas (Seop), junto com suas equipes, visitam a obra do prédio do arquivo. Foto: César Felipe/Sead.

Essas iniciativas reafirmam o compromisso do governo do Acre com a memória pública, a transparência e a eficiência administrativa, garantindo que o patrimônio documental do estado esteja acessível às gerações presentes e futuras.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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