POLÍTICA
Governo fará “intervenções” para baixar preços de…
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1 ano atrásem
Pedro Pupulim
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou, na manhã desta quarta-feira, que o governo Lula se reunirá com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda, além de representantes do setor da produção de alimentos, para fazer um conjunto intervenções que baixem o preço dos alimentos no Brasil. As medidas, segundo o ministro, deverão ser tomadas no primeiro bimestre deste ano.
“As exportações e o aumento do poder aquisitivo também pressionam os preços. Então, essa é uma agenda importante que nós vamos monitorar e acompanhar, porque é fundamental para garantir o aumento do poder aquisitivo do brasileiro”, completou.
Além disso, o ministro atribuiu a alta dos preços dos alimentos às condições climáticas que se estabeleceram no país em 2024.
“Tivemos um impacto em 2024 porque foi um ano atípico, do ponto de vista climático, tivemos fortes secas em muitas regiões e em outras muita chuva, e em algumas regiões tivemos as duas coisas. Isso comprometeu muitos lugares que tinham produção de alimentos, como o arroz. Obviamente, com menos oferta e mais procura, o preço sobe”, disse.
Na última segunda-feira, o presidente Lula destacou que todos os ministros de seu governo sabem que o preço dos alimentos está alto, e que é tarefa da sua gestão tomar providências para que essa situação seja modificada.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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