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Governo foca licenciamento ambiental de grande impacto – 27/01/2025 – Mercado

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João Gabriel

O governo Lula (PT) avalia mudanças no processo de licenciamento ambiental para focar projetos de grande impacto e avalia repassar competências sobre empreendimentos menores aos estados e municípios.

O Executivo fará um concurso com quase 500 vagas para o Ibama (Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis), das quais ao menos 100 ficarão com o licenciamento —que hoje conta com menos de 300 funcionários.

As mudanças no processo vêm sendo debatidas em uma série de instâncias. Elas envolvem a possibilidade de que a análise de empreendimentos de pequeno impacto ambiental deixe a União e fique com os entes federados.

Ao mesmo tempo, há uma pressão por mudanças que reduzam a necessidade de ouvir os povos indígenas para a liberação de um projeto, por exemplo.

Indústria, agronegócio, infraestrutura e energia são setores da economia que costumam reclamar que as regras de licenciamento são rígidas demais.

Ambientalistas, no entanto, criticam a possibilidade de afrouxamento de tais normas, ainda mais em um contexto de mudança climática em que há a necessidade de se buscar soluções que causem menos dano à natureza.

A Folha procurou o Ministério dos Transportes, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e o Ibama para comentar, mas não teve resposta até a publicação deste texto.

A possibilidade de repassar atribuições a estados e municípios já foi debatida outras vezes, inclusive no governo de Jair Bolsonaro (PL), quando foi recebida com críticas por ambientalistas.

Mas a avaliação por parte do Ibama é que alguns pontos da atual divisão de atribuições do licenciamento está defasada —a norma é de 2015— e pode ser alterada, desde que mantenha a análise de empreendimentos de grande impacto sob responsabilidade da União.

Uma das mudanças estudadas é para as usinas de energia termelétrica. Pela regra, qualquer empreendimento com capacidade a partir 300 megawatts fica sob responsabilidade do órgão federal, e os menores ficam com as instâncias regionais.

A divisão, no entanto, foi feita em uma realidade de usinas menos poderosas do que as que existem hoje no país. Atualmente, praticamente todas as novas plantas têm capacidade acima dessa marca.

Uma ideia debatida é aumentar o patamar mínimo, passando mais empreendimentos para os órgãos ambientais estaduais ou municipais.

O mesmo é discutido para portos, que hoje ficam quase exclusivamente com o Ibama, independentemente de tamanho —uma possibilidade é haver uma divisão pela capacidade de carga do local.

Já as rodovias ou os poços de petróleo, por exemplo, avaliados como de grande potencial de impacto, devem seguir com a União.

Qualquer mudança nessas diretrizes ainda precisara ser pactuada com estados e, a depender da alteração, passar pelo Congresso Nacional.

Por outro lado, o setor de infraestrutura do governo pressiona para reduzir a chamada de área de influência direta das terras indígenas —uma reclamação antiga do setor.

Essa regra determina que todo empreendimento que esteja a uma certa distância dos territórios precisa considerar essas comunidades em seus estudos de impacto e conseguir consentimento dos povos para avançar.

A reclamação é que essa área é grande demais e trava obras como rodovias e pontes. A ala ambiental do governo resiste em reduzir esses parâmetros.

Na última quarta-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, no Palácio do Planalto, com o ministro da Infraestrutura, Renan Filho (MDB), o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

A pauta era um balanço do andamento das obras do PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento), que engloba dezenas de grandes empreendimentos pelo Brasil, inclusive rodovias —até o fim do ano passado, havia cerca de 90 projetos do PAC em análise pelo instituto.

Segundo duas pessoas presentes, as regras de licenciamento para obras de infraestrutura foram um dos pontos levantados.

Integrantes da ala ambiental do governo, no entanto, ressaltam que o DNIT está entre os mais contemplados por autorizações do Ibama no atual governo, e que em 2024 foram licenciados trechos da BR-158 no Mato Grosso, uma demanda do agronegócio, e da BR-135 em Minas Gerais.



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Cerimônia do Jaleco marca início de jornada da turma XVII de Nutrição — Universidade Federal do Acre

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No dia 28 de março de 2026, foi realizada a Cerimônia do Jaleco da turma XVII do curso de Nutrição da Universidade Federal do Acre. O evento simbolizou o início da trajetória acadêmica dos estudantes, marcando um momento de compromisso com a ética, a responsabilidade e o cuidado com a saúde.

 

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Ufac realiza aula inaugural do MPCIM em Epitaciolândia — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza aula inaugural do MPCIM em Epitaciolândia — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a aula inaugural da turma especial do mestrado profissional em Ensino de Ciência e Matemática (MPCIM) no município de Epitaciolândia (AC), também atendendo moradores de Brasileia (AC) e Assis Brasil (AC). A oferta dessa turma e outras iniciativas de interiorização contam com apoio de emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP-AC). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 27.

O evento reuniu professores, estudantes e representantes da comunidade local. O objetivo da ação é expandir e democratizar o acesso à pós-graduação no interior do Estado, contribuindo para o desenvolvimento regional e promovendo a formação de recursos humanos qualificados, além de fortalecer a universidade para além da capital. 

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho, ressaltou que a oferta da turma nasceu de histórias, compromissos e valores ao longo do tempo. “Hoje não estamos apenas abrindo uma turma. Estamos abrindo caminhos, sonhos e futuros para o interior do Acre, porque quando o compromisso atravessa gerações, ele se transforma em legado. E o legado transforma vidas.”

 



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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.

A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.

Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.

Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.

Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.



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