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Governo monta tenda a partir desta sexta só para aplicação de 2ª dose contra a Covid; capital tem 34,8 mil aptos
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5 anos atrásem
Com mais de 34 mil pessoas aptas a receberem a segunda dose contra a Covid-19, a capital acreana vai ter um novo mutirão para acelerar a imunização. O governo do Acre vai montar uma tenda frente ao Palácio Rio Branco nesta sexta-feira (25) e no sábado (26). O atendimento será das 8h até às 22h.
Em todo o Acre, 72.765 ainda não receberam a segunda dose do imunizante e precisam voltar às unidades de saúde para concluir a vacinação. Desse total, 34.833 são de Rio Branco.
Os dados são do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre).
Os estudos das vacinas foram feitos com a imunização em duas doses. Ou seja, a eficácia prometida pelas empresas foi determinada a partir dos testes com duas aplicações. Além de aumentar a proteção, a segunda dose ajuda a prolongar essa proteção.
Com exceção da vacina da Janssen, desenvolvida pelo grupo Jhonson&Johnson, as demais vacinas, até o momento, usam duas doses na imunização, com intervalos diferentes.
Até esta quinta-feira (24), o Acre tinha recebido apenas vacinas da CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer para vacinar a população. Após a chegada dos lotes da Janssen no Brasil, o estado acreano recebeu a primeira remessa com 5 mil doses do imunizante nesta quinta. Desembarcaram também no aeroporto de Rio Branco dois lotes com doses da Pfizer e CoronaVac.
Mutirão
Para agilizar o processo de imunização, o governo acreano decidiu adiantar a aplicação da 2ª dose no estado. Normalmente, a segunda dose da AstraZeneca/Oxford é aplicada 90 dias após a primeira, mas, com a mudança, quem tomou a 1ª dose há 45 dias já pode buscar uma unidade de saúde e concluir o calendário vacinal.
“Essa medida visa completar o mais rápido possível o esquema vacinal, aumentando o número de pessoas imunizadas contra Covid-19. Uma pessoa com apenas uma dose da vacina não está imunizada e, também, as pessoas que têm apenas uma dose das vacinas apresentam risco altíssimo de ser laboratórios para novas variantes”, destacou a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) no Acre, Renata Quiles.
Entre os dias 17 e 19, o mutirão de 48 horas, montando também em frente ao Palácio Rio Branco, imunizou quase 5 mil pessoas com a primeira dose.
Inicialmente a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou que a média esperada era de vacinar cerca de 2,5 mil pessoas com idade a partir de 45 anos. Mas, apenas no primeiro dia, mais de mil pessoas foram vacinadas no local. Ao todo foram mais de 4,8 mil pessoas do público geral a partir de 45 anos e mais 126 grávidas e mulheres no pós-parto que foram vacinados no local.
Desde terça-feira (22) que a capital acreana aplica a primeira dose apenas em grávidas e mulheres no pós-parto. A imunização do público geral acima dos 38 anos está suspensa por falta de doses.
Com isso, a Secretaria de Saúde Municipal (Semsa) abriu 12 pontos de vacinação para atender apenas pessoas que precisam concluir o esquema vacinal.
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Levantamento da Sesacre mostra que mais de 72 pessoas no Acre não voltaram para tomar a segunda dose da vacina — Foto: Divulgação/Sesacre
Segunda dose:
- CoronaVac
O intervalo ideal é de 28 dias entre as doses da CoronaVac. Um estudo do Butantan mostrou que a eficácia da vacina foi de 62% com intervalo de 21 a 28 dias, contra 50% com intervalo de até 21 dias.
- AstraZeneca
Já estudos clínicos da Oxford/AstraZeneca apontaram uma eficácia de 82,4% com a segunda dose, em um intervalo de três meses após a primeira dose.
- Pfizer
O ministério recomenda que a vacina seja administrada em um intervalo de 12 semanas (três meses). Em nota técnica, a pasta informa que o intervalo maior foi recomendado com base em estudos feitos no Reino Unido – o país optou por aumentar o espaçamento no início da campanha de vacinação, por causa da escassez de doses.
Já a bula do fabricante diz que o imunizante deve ser aplicado em um “intervalo maior ou igual a 21 dias entre a primeira e a segunda dose”.
Vacinação no Acre
De acordo com informações do portal de transparência do governo, o Acre recebeu 436.360 doses de vacinas e foram aplicadas 297.465 até essa quinta (24), data da última atualização, sendo 229.278 da primeira dose e 68.187 da segunda. Rio Branco aplicou 150.538 doses e Cruzeiro do Sul 34.075.
Segundo o governo, o número de doses aplicadas que consta no portal refere-se aos dados já inseridos no sistema do Ministério da Saúde, cujas atualizações são realizadas pelos municípios. Por isso, pode haver atraso nas informações.
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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