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‘Grande Centrão’ traz rodeios nos fazem andar em círculos – 29/10/2024 – Jorge Abrahão

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Andaremos em círculos na política, até que a bomba das emendas secretas seja desarmada, o equilíbrio entre poderes restabelecido e a alternância de poder no Legislativo retomada.

O resultado das eleições municipais confirma a vitória de um grupo político que criou uma estratégia deliberada para se perpetuar no poder, aproveitando brechas da democracia em benefício próprio. Divertem-se enquanto buscamos justificativas políticas e de conteúdo para as vitórias e derrotas. Não que elas não existam, mas, na hierarquia das causas, o fator determinante é o dinheiro.

A utilização de grande volume de recursos via emendas secretas, fundo partidário e a máquina pública resulta em vitória política. Não à toa houve um recorde de reeleições —81% dos candidatos se mantiveram no cargo—, anabolizadas por esse ciclo perverso que levará o país, de forma lenta e gradual, a governos cada vez mais autoritários. Existe um ciclo de emendas fortalecendo prefeitos e vereadores na eleição municipal, que por sua vez apoiam deputados e senadores na eleição seguinte, que retornam apoio a prefeitos e vereadores de seu campo político com novas emendas.

A ruptura deste ciclo, quando e se vier, não ocorrerá pelo Legislativo, interessado direto em sua manutenção, nem pelo executivo, refém de alianças que limitam suas ações, mas sim do Judiciário, ao enfrentar as armadilhas que ferem de morte princípios constitucionais de equilíbrio e alternância entre os poderes.

Muitos analistas buscam na falta de um projeto renovado da esquerda a explicação para seu pífio resultado na eleição, um quinto dos votos no país. Não que a esquerda não esteja devendo um projeto de futuro que sensibilize e mobilize a sociedade, mas é de se perguntar: que projeto tem a direita e a extrema direita que tanto entusiasma os eleitores e justifica sua vitória na eleição com dois terços dos votos? Qual o projeto oferecido pelo PL aos eleitores que justifique os seus 15 milhões de votos pelo país. Ou pelo PSD com seus 14 milhões de votos? Lamentavelmente não foi o melhor projeto que definiu as eleições.

Ganhou quem soube combinar os recursos das emendas com o poder da máquina pública. Se a distorção provocada pelas emendas não for corrigida, nossa democracia estará definitivamente sequestrada e as eleições servirão somente para chancelar os grupos que já estão no poder, o chamado centrão. Cabe ao STF o encaminhamento da transparência nas emendas, já que não se pode esperar do Congresso medidas nesta direção.

A estratégia foi gestada há mais de uma década pelos grupos que promoveram o golpe parlamentar de 2016. Porque desde então, pela fragilidade de Temer e Bolsonaro, o Congresso passou a dominar parte significativa do Orçamento e ganhou mais poder com o exponencial aumento das emendas parlamentares, decisivas no resultado das eleições.

Se no “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, talvez a maior obra da literatura brasileira, o sertão significa os vazios, medos e solidão da vida, e as veredas nossos momentos de arejamento e afetos, quando as coisas fazem sentido, no mundo do “Grande Centrão” há um deserto de ideias e os rodeios nos fazem andar em círculos, sem achar saídas. Não é por outro motivo que o Brasil é um país rico, mas dos mais desiguais do mundo há tantas décadas.


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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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