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Grande comboio de alimentos saqueado violentamente em Gaza, diz UNRWA | Notícias de Gaza

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Um comboio de 109 caminhões foi violentamente saqueado no sábado após entrar em Gaza, resultando na perda de 98 caminhões, disse um funcionário da Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

O saque é um dos piores incidentes do tipo no ataque israelense ao enclave sitiado e bombardeado, que já dura mais de 13 meses, disse Louise Wateridge, oficial sênior de emergência da UNRWA, na segunda-feira.

O comboio que transportava alimentos fornecidos pelas agências da ONU UNRWA e pelo Programa Alimentar Mundial foi instruído por Israel a partir num curto espaço de tempo através de uma rota desconhecida da passagem de Karem Abu Salem (Kerem Shalom) com Gaza.

“Este incidente destaca a gravidade dos desafios de acesso para levar ajuda ao sul e centro de Gaza”, disse Wateridge, acrescentando que ocorreram feridos no incidente.

“⁠A urgência da crise não pode ser exagerada; sem intervenção imediata, a grave escassez de alimentos deverá piorar, pondo ainda mais em perigo a vida de mais de dois milhões de pessoas que dependem da ajuda humanitária para sobreviver”, afirmou ela.

A UNRWA não especificou quem executou o saque.

Israel afirma que faz tudo o que pode para garantir que chega ajuda suficiente ao enclave costeiro e que não impede a entrada de ajuda humanitária.

No entanto, um funcionário humanitário da ONU disse na sexta-feira que o acesso à ajuda em Gaza atingiu um ponto baixo, com entregas a partes do norte sitiado do enclave praticamente impossíveis.

No norte – nomeadamente em Jabalia, Beit Hanoon e Beit Lahia – praticamente não foi permitida a entrada de alimentos durante mais de um mês, desde que as forças israelitas renovaram um ataque terrestre na área, que foi completamente isolada do resto. da Faixa de Gaza.

Fome iminente

No início deste mês, especialistas de um painel que monitoriza a segurança alimentar disseram que a fome é iminente no norte ou pode já estar a acontecer.

O Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) estima que ainda existam entre 75.000 e 95.000 pessoas no norte de Gaza.

A área está sendo atacada pelas forças israelenses. De acordo com autoridades de saúde palestinas, mais de 1.000 palestinos foram mortos desde que a ofensiva renovada começou no mês passado.

Israel matou pelo menos 43.922 palestinianos desde que lançou o seu ataque devastador a Gaza em 7 de Outubro de 2023. Isto seguiu-se a um ataque liderado pelo Hamas ao sul de Israel, no qual 1.139 pessoas foram mortas.

Juntamente com a intensificação dos bombardeamentos, o exército israelita emitiu novas vagas de ordens de deslocação forçada para os residentes do norte de Gaza.

Mas muitos palestinianos recusaram-se a partir, apesar das condições humanitárias catastróficas e dos bombardeamentos quase diários. Alguns temem que, se deixarem o norte de Gaza, corram o risco de serem atacados por soldados e atiradores israelitas.

Autoridades de saúde dizem que o cerco paralisou o sistema de saúde no norte de Gaza e também está a impedir que equipas médicas cheguem aos locais bombardeados.

Israel proibiu a UNRWA de operar no país e cortou relações com ela, alegando que a organização tem ligações com o Hamas, o que a UNRWA nega. A agência alertou na segunda-feira que a suspensão das suas atividades em Israel e na Jerusalém Oriental ocupada a impediria de coordenar esforços maciços de ajuda dentro de Gaza.

“Não existe plano B”, disse o comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, aos repórteres em Genebra, Suíça, na segunda-feira.

A única alternativa ao trabalho da UNRWA em Gaza é permitir que Israel administre serviços lá, disse Lazzarini, repetindo os apelos aos países para que resistam à proibição israelita da organização, que deverá entrar em vigor em Janeiro.

Lazzarini está em Genebra para uma reunião estratégica com doadores. A proibição, disse ele, é um dos momentos mais sombrios da história da agência.

“Chamei a atenção dos Estados-membros para o facto de agora o tempo estar a contar… Temos de parar ou impedir a implementação deste projecto de lei”, disse ele aos jornalistas.

A suspensão ordenada da agência provocou condenação global, inclusive por parte do principal aliado de Israel, os Estados Unidos.

A UNRWA presta assistência a quase seis milhões de refugiados palestinos em Gaza, na Cisjordânia ocupada, no Líbano, na Jordânia e na Síria.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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