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Gravação vazada mostra gerente do McDonald’s informando motoristas do Uber Eats | Irlanda do Norte
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2 anos atrásem
Heather Stewart
Um gerente do McDonald’s em uma filial em Irlanda do Norte alertou os motoristas do Uber Eats que eles tinham a “responsabilidade” de aprender inglês em seu próprio tempo e alegou ter demitido um mensageiro por ser “atrevido”, revela uma gravação vazada.
Como muitos entregadores de aplicativos de entrega de comida, Uber Os motoristas do Eats são formalmente autônomos, mas a gravação de uma reunião de março do ano passado sublinha as pressões que podem enfrentar por parte dos restaurantes, bem como dos próprios aplicativos.
James Farrar, diretor do grupo de campanha Worker Info Exchange, que obteve a gravação, disse: “O McDonald’s está microgerenciando os entregadores em Antrim e Ballymena como se fossem funcionários diretos, mas depois se esconde atrás da plataforma Uber para evitar responsabilidades.
“Durante anos, a Uber especializou-se na exploração de trabalhadores; agora eles estão vendendo acesso à sua plataforma para ajudar outras grandes multinacionais a fazerem o mesmo.”
Neil Moore, dirigente regional do sindicato Unite, disse: “A Unite está cada vez mais preocupada com o modelo de emprego explorador utilizado pelas empresas de entrega de fast food. Com demasiada frequência, os interesses dos trabalhadores com baixos salários e com poucos funcionários são jogados contra os dos transportadores.”
O briefing de 45 minutos foi para motoristas que atendem o restaurante McDonald’s Antrim, mas uma gravação dele estava sendo compartilhada pela equipe de um grupo do Facebook para motoristas na filial próxima de Ballymena na semana passada, junto com um “código de conduta” com “ pontos que os motoristas devem adotar”.
“Se é importante para o restaurante, será importante para vocês”, diz o gerente do McDonald’s no início do briefing, incentivando os entregadores a compartilharem seus comentários com seus colegas.
Ele diz que as relações entre os motoristas e o restaurante melhoraram desde uma reunião anterior, três meses antes, mas “há alguns meninos e meninas travessos sobre os quais precisamos conversar hoje”.
O gerente levanta a questão da proficiência em inglês dos entregadores. “Você não pode ir até o balcão da recepção com seu telefone, apontar para ele e dizer ao pessoal: ‘Onde é isso?’”, diz ele.
Ele diz que o seu pessoal se queixa porque “eles acham que você está sendo duro ou abrupto, mas você está apenas falando normalmente, como faria na Romênia. Você sabe, o inglês é um pouco mais suave.
É “sua responsabilidade melhorar seu idioma e sua comunicação”, acrescenta.
O gerente prossegue mencionando uma série de outros problemas, incluindo a lentidão dos entregadores para pegar os pedidos, o não fechamento correto das sacolas de entrega, a reivindicação de bebidas gratuitas às quais não têm direito e o uso de dois telefones com contas Uber Eats separadas. Ele diz que ele e seus colegas verificarão os telefones dos motoristas a partir de agora para evitar isso.
“Na minha outra loja, tive que retirar dois drivers. Eu tive que removê-los, desapareceu. Um deles era atrevido e o outro simplesmente não trabalhava em equipe”, diz ele.
Formalmente, os restaurantes não têm poder para “remover” entregadores específicos, embora possam apresentar queixas sobre eles ao Uber Eats.
após a promoção do boletim informativo
Os motoristas locais que falaram com o Worker Info Exchange disseram que a pequena cidade tinha apenas um número limitado de restaurantes, por isso seria difícil ganhar a vida sem fazer entregas no McDonald’s.
A certa altura da gravação da reunião, um motorista interrompe para dizer que, depois da gasolina, dos custos de funcionamento do carro e do seguro, “mal ganho £100 por dia. Eu posso te mostrar.
Os motoristas de táxi da Uber são classificados como trabalhadores desde 2021, após uma decisão do Supremo Tribunal, dando-lhes acesso ao subsídio de férias e a um regime de pensões, embora não tenham todos os direitos de um empregado, mas os entregadores da Uber Eats continuam a trabalhar por conta própria.
A legislação trabalhista é atribuída à assembleia da Irlanda do Norte. O Departamento de Economia realizou recentemente uma consulta sobre a possibilidade de aumentar os direitos laborais, incluindo perguntas sobre os riscos do “falso trabalho independente”.
“Indivíduos genuinamente autônomos podem exercer um grande grau de flexibilidade e controle sobre como, se e quando trabalham”, afirmou a consulta, acrescentando: “Quando um trabalhador foi erroneamente classificado como autônomo e a realidade de seu relacionamento é que de um trabalhador ou empregado, o trabalhador corre o risco de perder importantes proteções trabalhistas.”
Um porta-voz do McDonald’s disse que “relações de trabalho respeitosas com os entregadores” eram essenciais.
“Incentivamos todos os nossos restaurantes e franqueados a promover ativamente esses relacionamentos, assim como nossos parceiros de entrega com seus entregadores”, afirmaram. “Acreditamos que nossos clientes obtêm o melhor serviço quando nossas equipes trabalham em colaboração com os transportadores e criam um ambiente onde realizam seu trabalho de forma mais eficaz.
“Estamos discutindo este caso específico que foi trazido ao nosso conhecimento com a organização franqueada e lembrando-os das melhores práticas na criação de ambientes respeitosos, positivos e colaborativos.”
Um porta-voz do Uber Eats disse: “Os entregadores do Uber Eats são autônomos e são livres para trabalhar quando e onde quiserem. Convocar uma reunião desta natureza não é algo que a Uber tolerou nem participou. No momento, estamos investigando e entramos em contato diretamente com o McDonald’s sobre esse assunto.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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