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Guantánamo para manter ‘estrangeiros ilegais’: a Constituição v o Presidente, 2.0 | Opiniões
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Hoje em dia, há uma sensação de que Washington, DC, juntamente com a maior parte do mundo ocidental, transportou de volta para a década de 1930, quando o fascismo estava abertamente na marcha. E a última ordem executiva do presidente Donald Trump prometendo enviar 30.000 “imigrantes ilegais” para a Baía de Guantánamo, Cuba certamente está aumentando essa vibração.
Quando digo a Baía de Guantánamo, é claro, quero dizer a prisão nos EUA no exterior que alcançou notoriedade após o 11 de setembro como o campo de tortura número um para aqueles que foram levados na “guerra contra o terror”. Tenho uma certa familiaridade com o lugar – muitas vezes me refiro a ele como meu resort de escolha do Caribe – como representava dezenas de pessoas detidas lá, trouxe o primeiro caso contra o governo George W Bush (Rasul v Bush) relacionado a ele de volta em 2002. Visitei a instalação colocada dentro de uma base naval dos EUA um total de 42 vezes.
Os últimos planos de Trump de usar o Guantánamo como um centro de imigrantes sem documentos são muito adequados à história de décadas da base como um local de violações da lei internacional americana.
Uma conseqüência da guerra hispano-americana de 1898 foi a independência de Cuba de seus mestres coloniais europeus, mas teve um preço: em 1901, os EUA escreveram uma emenda à constituição do país que permitiu a intervenção americana e, dois anos depois, insistiu Em um contrato, sem data de rescisão, no porto magnífico e 116 m² de território. Atualmente, o aluguel é de US $ 4.085 por ano, aproximadamente o mesmo que um apartamento muito barato em Miami.
A base era importante para a Marinha dos EUA há um século como uma estação de carvão para navios americanos que patrulhavam o Caribe e o Atlântico Sul. Hoje, seu significado militar diminuiu. No entanto, provou ser útil em uma série de esforços dos EUA para contornar a lei de direitos humanos.
No início dos anos 90, a agitação no Haiti, nas proximidades, ameaçou um influxo de refugiados no sul da Flórida. Quaisquer haitianos que conseguirem chegar ao solo dos EUA teriam direito a todos os direitos de um residente jurídico. Os EUA surgiram com um ardil – que, se os refugiados fossem apanhados em alto mar, antes de chegar ao solo dos EUA, esses direitos nunca se apegariam, porque Guantánamo é tecnicamente território cubano. Assim, o governo criou um centro de detenção chamado Camp Buckley e a Guarda Costeira dos EUA “interditou” os refugiados haitianos antes que sua frágil flotilha chegasse às chaves da Flórida e levasse tudo para a base naval.
O Centro de Direitos Constitucionais trouxe litígios na época desafiando a ficção legal de Camp Buckley, mas em 1993, a Suprema Corte decidiu por 8-1 em Conselho de Centros Haitianos de venda V que a estratégia era legal. Em sua dissidência solitária, o juiz Blackmun escreveu: “A maioria de hoje … decide que o repatriamento forçado dos refugiados haitianos é perfeitamente legal, porque a palavra ‘retorno’ não significa retorno”- dado que eles nunca chegaram aos Estados Unidos em primeiro lugar. . No entanto, quando o último haitiano deixou Guantánamo em 1995, este parecia ser um capítulo sombrio da lei que seria consignado à história.
Não foi. Depois do 11 de setembro, o governo Bush queria fazer uma declaração alta de que estava “fazendo algo” sobre os terroristas que haviam realizado os ataques, todos os quais obviamente morreram cometer seu crime. Quando um governo populista está fingindo estar tomando medidas significativas, ele acha conveniente encobrir as falhas de patentes no plano. Quando os advogados do governo se lembraram da decisão da venda, eles pensaram que, se os detidos fossem levados a Guantánamo, não teriam direitos, e os advogados poderiam ser mantidos com segurança fora do caminho.
A partir de 11 de janeiro de 2002, os detidos começaram a chegar. Processamos seis semanas depois, em 19 de fevereiro, quando conseguimos encontrar o membro da família de um prisioneiro britânico que poderia atuar como nosso cliente. O consenso legal era que perderíamos, os detidos não teriam direitos legais e a falsa narrativa do governo permaneceria envolta em segredo.
Eu sempre discordei e, felizmente, a Constituição dos EUA acabou se mostrando mais resiliente do que os pessimistas previam. Levou mais de dois anos, mas em 28 de junho de 2004, a Suprema Corte transmitiu Risos V Bushreconhecendo os direitos legais dos prisioneiros. Consegui visitar clientes logo depois disso. No entanto, nos últimos 20 anos desde então, Guantánamo ainda provou ser um estudo de caso sobre ultrapassagem populista.
Desde o início, nosso plano era abrir a prisão para o escrutínio público, o que exporia a loucura de toda a empresa.
No total, houve 780 detidos na prisão que foram considerados os “piores piores” terroristas do mundo. Hoje, apenas 15 permanecem, o que significa que 765 foram embora, infelizmente nove deles em um caixão. Para ser libertado, o detido deve provar que “não é ameaça aos EUA” – então, usando sua própria métrica, o governo estava errado em aproximadamente 98 % dos casos. Isso ocorreu porque os EUA compraram a maioria dos detidos com recompensas e depois os torturaram em falsas declarações de culpa. Entre os que permanecem, os EUA falharam em condenar até Khalid Sheikh Mohammed por seu papel declarado no planejamento do 11 de setembro, em grande parte porque também minou qualquer processo legal usando a tortura medieval nele.
Existem poucos esquemas na história que deram tão terrivelmente errado. A hipocrisia do governo Bush, divulgando -se como o protetor da democracia e o estado de direito, era o fermento que fermentava o ódio tão forte que, mesmo em 2004, David Rose citou um oficial de inteligência dos EUA dizendo: “Para todo detido, eu ‘eu’ acho que você cria outros 10 terroristas. ”
O que nos leva à ordem executiva de Donald Trump. Ele quer levar 30.000 “estrangeiros ilegais” lá – o que suponho que equivale a 0,23 % bastante inconseqüente do 13 milhões Pessoas que ele prometeu expulsar do país. Em vez dos piores terroristas prometidos por seus antecessores, ele nos diz que o acampamento agora “detiverá os piores estrangeiros ilegais criminosos que ameaçam o povo americano”. Ele afirma que isso tornará a América segura – aparentemente exatamente da mesma maneira que sustentava “terroristas” lá no passado.
É tudo um sonho de tubo muito venenoso. Isso não quer dizer que ele não fará isso, assim como George W Bush. De fato, em uma das minhas muitas viagens a Guantánamo, passei pelos campos que há muito construíram a base – centenas de milhões de dólares já desperdiçados se preparando em expectativa iludida de que a morte de Fidel Castro resultaria em uma enxurrada de refugiados que fugiam do pecado satânico do comunismo. Como a grande maioria do campo de prisioneiros agora está vazia, eles também têm algumas centenas de celas reais que estão sendo poupadas.
Mas os advogados de Trump parecem ter esquecido que todas as suas vítimas desta vez serão retiradas do continente dos EUA e, portanto, com direito a toda a panóplia dos direitos legais concedidos pela Constituição. Os advogados poderão entrar. O judiciário terá que ser real, em vez dos tribunais de canguru das comissões militares de Guantánamo. Não haverá nenhum sigilo que protegesse o projeto de Bush do escrutínio público por muito tempo.
Eu já estive lá 42 vezes. O último dos meus 87 clientes “terroristas” foi lançado apenas algumas semanas atrás. Suponho que isso significa que talvez eu precise voltar ao meu resort do Caribe mais algumas vezes. Novamente, será um caso da Constituição contra o Presidente. Novamente, minha aposta é que a Constituição vencerá.
As opiniões expressas neste artigo são do autor e não refletem necessariamente a postura editorial da Al Jazeera.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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