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Guerra de preços na China reduz lucro de empresas e cria problema econômico para o país

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Quando Lin Yunyun começou a vender fraldas há dois anos no Pinduoduo, o site de comércio eletrônico de rápido crescimento da China, ela não estava preparada para a incansável reclamação sobre os preços.

O Pinduoduo, popular entre os consumidores chineses por seus descontos, enviava “lembretes” sempre que outros vendedores baixavam seus preços abaixo dos dela. Quando Lin reduzia seus preços, o site promovia temporariamente seus produtos – apenas para avisá-la, alguns dias depois, que eram necessárias mais reduções para o site continuar a atrair clientes para seus produtos.

“A plataforma continua me lembrando de baixar os preços”, disse Lin, 28 anos, que mora em Zhangzhou, uma cidade no sudeste da China. “Se eu reduzir meu preço ainda mais, não ganharei dinheiro.”

Nenhuma empresa personifica o momento deflacionário da China como a Pinduoduo. Os compradores migram para o aplicativo por causa de seus descontos surpreendentes, resultado de sua pressão inabalável para baixar os preços. Como o segundo maior varejista online do país, ele é o destino de compras preferido daqueles que adotam os chamados gastos reduzidos – uma máxima alimentada pelas mídias sociais dos consumidores chineses que não economizam.

Apesar das sugestões de gastos fiscais adicionais para colocar mais dinheiro nas mãos dos consumidores chineses, o governo não revelou nenhum plano específico Foto: Qilai Shen/NYT

Atormentados por uma crise imobiliária sem fim à vista e por um mercado de trabalho vacilante, os consumidores chineses estão gastando menos e economizando mais. Os preços estão caindo e os lucros estão diminuindo. As empresas estão hesitantes em contratar mais funcionários ou investir no futuro, alimentando ainda mais preocupações com a economia.

Após uma série de meias-medidas que não conseguiram revigorar a economia, Pequim finalmente sinalizou que está pronta para tomar medidas mais agressivas, embora não esteja claro até onde está disposta a ir. No final do mês passado, o governo anunciou cortes nas taxas de juros e outras iniciativas para reavivar o mercado imobiliário, bem como medidas para apoiar os mercados de ações.

E, apesar das sugestões de gastos fiscais adicionais para colocar mais dinheiro nas mãos dos consumidores chineses, o governo não revelou nenhum plano específico. O Rhodium Group, uma empresa de pesquisa, disse em uma nota que os formuladores de políticas demonstraram mais disposição para agir sobre a economia, mas as pressões deflacionárias estavam entre as várias questões importantes que ainda não foram resolvidas.

O deflator do produto interno bruto da China, um indicador econômico que mede os preços de forma ampla em toda a economia, sofreu uma contração por cinco trimestres consecutivos, a mais longa queda em um quarto de século. Em última análise, isso significa que a economia pode não estar crescendo tão rápido quanto o principal valor do PIB – que Pequim pretende aumentar em cerca de 5% este ano – sugere.

O governo havia direcionado a maior parte do foco de sua política para o apoio à produção e ao investimento. Embora isso tenha mantido as fábricas chinesas em funcionamento, deixou o país e seus parceiros comerciais globais inundados de produtos em excesso. A abundância de oferta está ajudando a manter os preços baixos, e é aí que entra a Pinduoduo. Como uma parte cada vez maior dos gastos na China está sendo feita online, as reduções de preços no aplicativo e em outras plataformas de comércio eletrônico, que copiaram seu sucesso, contribuíram para uma deflação. Cerca de 60% dos consumidores do país compram por meio do comércio eletrônico, representando mais de um terço de todos os gastos no varejo, de acordo com o HSBC.

“A Pinduoduo é tanto a consequência quanto a causa da deflação”, disse Donald Low, professor de prática em políticas públicas da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong.

Fundada em 2015, a Pinduoduo cresceu mais rapidamente do que seus rivais mais estabelecidos, expandindo-se recentemente para o exterior com sua marca Temu. Em seu trimestre mais recente, a Pinduoduo disse que a receita havia aumentado 86%. No entanto, ela alertou que os lucros futuros podem ser afetados porque planejava investir pesadamente para dar suporte a comerciantes de “alta qualidade”.

Colin Huang, fundador da Pinduoduo e um dos homens mais ricos da China, disse que um dos principais valores da empresa não é vender produtos baratos, mas oferecer produtos que os clientes sintam que são mais baratos do que deveriam.

No início deste ano, Lin, vendedora em Zhangzhou, disse que a Pinduoduo a havia inscrito em um “sistema automatizado de rastreamento de preços” para permitir que a empresa baixasse o preço de suas fraldas sempre que detectasse produtos similares disponíveis por menos. Alguns meses após ter optado por sair do programa, ela descobriu que a configuração havia sido ativada novamente.

A Pinduoduo, que não respondeu às solicitações de comentários para este artigo, disse que esse recurso ajuda a melhorar a “eficiência operacional” dos comerciantes e, ao mesmo tempo, oferece aos clientes produtos com preços mais competitivos.

Os economistas têm estudado as consequências do comércio eletrônico sobre os preços há anos.

Em meados da década de 2010, os economistas começaram a citar algo chamado Efeito Amazon, pela influência exercida pelo varejista online dominante Amazon.com para reduzir os preços na Web e nas lojas físicas. Quase todos os varejistas, inclusive a Amazon, acompanham os preços uns dos outros e, em seguida, ajustam os seus próprios preços usando o chamado preço dinâmico, quando os preços mudam conforme as condições do mercado.

Em uma economia vacilante, os consumidores chineses estão gastando menos e economizando mais Foto: Qilai Shen/NYT

O pensamento convencional era que o Efeito Amazon ajudava a manter os preços baixos. Mas Alberto Cavallo, professor da Harvard Business School, argumentou em 2018 que o comércio eletrônico estava tornando os preços mais sensíveis a choques econômicos, como o aumento dos custos de energia. Ele observou que os preços poderiam aumentar drasticamente se os choques fossem inflacionários.

Cavallo disse que a China pode estar passando por algo semelhante, mas na direção oposta. O choque econômico de uma economia em queda está aplicando uma pressão de preços para baixo, e o efeito está sendo acelerado pelas plataformas de comércio eletrônico.

O sucesso da Pinduoduo fez com que seus dois maiores rivais, Alibaba e JD.com, se juntassem à concorrência de preços baixos.

No ano passado, o site de compras Taobao, da Alibaba, iniciou uma campanha para avaliar os vendedores com base na comparação de seus preços com outras plataformas de comércio eletrônico, segundo a mídia chinesa. Os vendedores com preços melhores receberiam mais tráfego e exposição para seus produtos. A JD.com, antes conhecida por vender produtos eletrônicos de alta qualidade, também criou uma série de campanhas de preços baixos.

Por sua vez, os órgãos reguladores chineses estabeleceram uma nova regra em maio, impedindo que as plataformas online imponham “restrições não razoáveis” aos preços, às regras de transação e ao tráfego dos comerciantes.

Zhang Zhuo, um jornalista chinês, escreveu um post intitulado “Quanto melhor é o Pinduoduo, piores são os tempos”. No artigo, que foi removido do WeChat, o aplicativo de mensagens dominante na China, ela disse que o Pinduoduo condicionou os compradores a ignorar as marcas e procurar as opções mais baratas.

Os comerciantes online, escreveu Zhang, “têm apenas duas opções: baixar o preço ou sacrificar as vendas”.

Lulu Qi começou a vender acessórios de vestuário, toalhas, capas de celular e cabos de carregamento na Pinduoduo em 2018, mas ela disse que as exigências da plataforma se tornaram excessivas.

A Pinduoduo continuava se oferecendo para direcionar clientes em potencial para seus produtos se ela cumprisse os preços sugeridos pelo aplicativo. Mas ela não podia fazer isso porque eles estavam bem abaixo dos preços que ela havia pago para adquirir os produtos.

“É impossível fazer negócios a esse preço”, disse Qi, que mora em Shenzhen, uma cidade no sudeste da China.

Outras políticas da Pinduoduo também dificultam o lucro dos comerciantes, disse ela. Os compradores que não estão satisfeitos com um produto podem exigir um reembolso sem devolver o item. Isso acontece com Qi cerca de cinco vezes por dia, disse ela. Ainda assim, os comerciantes disseram que era difícil deixar a Pinduoduo porque os clientes eram fiéis.

Um comprador da Pinduoduo, Gao Ning, administrador de um escritório em Pequim, disse que, no início, desconfiava de usar a plataforma, mas descobriu que era uma maneira conveniente de comprar mantimentos. Agora, ele também compra papel higiênico, sacos de lixo, latas de lixo, sabão para louça e ração para gatos no site.

“A Pinduoduo ainda é um pouco mais barata”, disse ele. Ele descobriu que os mesmos itens eram mais baratos lá do que em outros sites, porque “todo mundo vai lá esperando uma boa relação custo-benefício”.

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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