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Habilidade para dizer mais não do que sim – 31/12/2024 – Joanna Moura

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Eu nunca vi um fim de ano com tanta retrospectiva. Sem medo de entregar a idade, admito que sou da época em que só tinha uma, aquela clássica que saia da televisão e ocupava a sala de casa, virando pano de fundo de reuniões de fim de ano e combustível para as conversas em família e entre amigos ali naquelas horas que antecedem o início de um novo ano. Agora, para onde se olha, tem gente olhando para trás. Nos podcasts, nas redes sociais, no noticiário, nas páginas de fofoca: memes que marcaram o ano, pessoas que mais se destacaram, celebridades que se divorciaram, os piores desastres naturais. Tem retrospectiva para todo gosto.

Talvez tenha sido meu ano —que, confesso, não irá entrar para o top 5 anos da minha vida— mas eu relutei em adotar essa trend. Decidi logo no início de dezembro que usaria a virada do ano para olhar para frente, ao invés de pelo retrovisor, mas falhei miseravelmente.

Há pouco mais de uma semana, enquanto fazia uma limpa no celular, dei de cara com um arquivo intitulado 2024. Tratava-se da lista ambiciosa de resoluções que compilei a poucos dias de adentrar o ano que se encerra agora.

  1. Me exercitar

  2. Comer melhor

  3. Ficar menos no celular

  4. Ler mais

  5. Guardar dinheiro

  6. Meditar

  7. Procrastinar menos

  8. Lançar os projetos profissionais que estão engavetados

  9. Ter mais momentos de casal

  10. Dormir cedo

Ao final da lista, me aguardava a constatação de que, para 2025, nem precisava me dar ao trabalho de criar uma lista nova. Bastava atualizar o título, alterando o último dígito do ano. As metas para 2025 seguiam as mesmas, tamanho foi o fracasso em realizar qualquer uma delas no ano que passou.

Olho ao redor e vejo tantas mulheres sofrendo com essa mesma frustração. Entra ano e sai ano sem que consigamos cumprir o que nos prometemos. Sendo obrigadas a olhar para trás com culpa diante da nossa própria retrospectiva. Mais um ano que se passa e não conseguimos chegar lá naquele Olimpo onde gostaríamos de estar. E repetimos para nós mesmas: “esse ano vai!” mesmo sabendo que é bem provável que aquele lugar esteja agora um pouquinho mais longe do que estava na virada do ano que passou.

E a pergunta que resta é: para onde foram esses 365 dias? O que fizemos nesse tempo que parece tanto, mas que não foi o suficiente para comportar nossos planos? Foi conversando com outras mulheres que me caiu essa ficha. Nossa aparente inabilidade de colocar em prática nossas resoluções está diretamente relacionada à nossa incapacidade de nos colocar em primeiro lugar. Passamos o ano colocando as metas dos outros na frente das nossas, priorizando o bem-estar, o sucesso, os sonhos dos outros e não os nossos, dizendo sim para os outros e não para nós.

Resolvi, portanto, deletar a lista. Para 2025, minha única meta é me colocar um pouco mais em primeiro lugar.

Semana passada, ouvindo música enquanto arrumava a mala para a nossa viagem de fim de ano, tocou aquela do Lulu Santos que diz:

“Eu vejo um novo começo de era

De gente fina, elegante e sincera

Com habilidade pra dizer

Mais sim do que não, não, não”

Lulu claramente não é mulher e, portanto, me autorizo a discordar de seus versos. Para 2025, desejo para todas nós a habilidade de dizer mais não do que sim. Ou, pelo menos, mais não para os outros e mais sim para nós mesmas.


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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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