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Helder Barbalho: MDB tem tamanho para qualquer missão – 31/10/2024 – Poder

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Renato Machado

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirma que o seu partido saiu fortalecido das eleições municipais e que tem condições de ocupar um papel de destaque nas eleições presidenciais e estaduais de 2026.

“O tamanho político do MDB habilita o partido para qualquer missão”, afirma à Folha, após ser questionado se o partido almejaria e estaria em condições de ocupar a vice na chapa de uma eventual candidatura de Lula (PT).

Ele próprio é apontado nos bastidores como um possível nome para esse cargo.

“Eu defendo, portanto, que o MDB tenha a capacidade de dialogar com as partes e entender em que projeto se vai apresentar ao Brasil, em que condição pode cooperar e colaborar. Uma coisa é fato: não dá para desconhecer o tamanho do MDB”, completa.

Helder, no entanto, afirma que todas essas construções e o próprio posicionamento do partido daqui dois anos deve ser objetivo de profunda discussão interna. Ele defende que a sigla abra primeiramente um diálogo com o presidente Lula sobre o pleito, por questão de “lealdade” ao considerar que seus quadros integram o atual governo.

O emedebista também defende que o governo federal faça uma análise do resultado das urnas, com a vitória dos partidos de centro, e que adote uma postura mais centrista e que se afaste de agendas mais ideológicas, “afeitas a grupos, a bolhas, a segmentos específicos”.

As eleições municipais evidenciaram o fortalecimento dos partidos de centro, que conquistaram o maior número de prefeituras e também as principais capitais do Brasil. O MDB foi o segundo partido com mais prefeitos eleitos, com 856.

Helder é apontado como um dos governadores vitoriosos no pleito encerrado no domingo (27) —assim como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ronaldo Caiado (União Brasil)— que conseguiram eleger os prefeitos de suas capitais e ampliar o domínio em seus estados.

O emedebista, aliado do Palácio do Planalto, ajudou a eleger em Belém o seu correligionário Igor Normando, em uma disputa contra o bolsonarista Éder Mauro (PL).

Helder Barbalho evita comentar seus objetivos para 2026. Afirma que o próximo ano será dedicado para a realização da COP30, na capital paraense, mas que depois dará prioridade para o processo eleitoral de 2026.

“Passada a agenda da COP, em novembro do ano que vem, eu estarei obviamente iniciando esta discussão a respeito de 2026, até mesmo porque devo me desincompatibilizar no prazo legal. O fato é que a minha participação, no que diz respeito a 2026, será ativa dialogando internamente no MDB para que nós possamos estar fortalecidos para a eleição”, afirma.

O governador afirma que a posição do MDB em 2026 deve ser discutida internamente, lembrando que a sigla tem posições divergentes em diferentes regiões do país. No entanto, a sua posição é que o diálogo inicial deva ser aberto com Lula e o PT, para a discussão de uma eventual parceria eleitoral.

Ele cita a lealdade ao governo, considerando que o partido tem representantes no governo Lula. O seu irmão Jader Filho é o atual ministro das Cidades. Além dele, o MDB tem Renan Filho como ministro dos Transportes e Simone Tebet, no Planejamento.

“O MDB deve conversar, sim, com o presidente Lula no sentido de entender aquilo que se pensa para 2026, a partir, inclusive, da candidatura do presidente à reeleição. [Discutir] qual o papel do MDB neste processo, que protagonismo o MDB deve exercer neste processo. E, claro, internalizar após esse diálogo, internalizar o que será capaz de unificar o partido”, afirma.

Nas eleições de 2022, o partido lançou à presidência da República a então senadora e atual ministra Simone Tebet. O partido acabou sofrendo defecções, com algumas alas liberadas então para apoiar Lula ou Jair Bolsonaro (PL). Tebet terminou na terceira colocação, com 4,16% dos votos.

Helder Barbalho afirma que o resultado das eleições municipais deu uma demonstração da preferência do eleitor para resultados práticos, em detrimento de extremismos ideológicos. E que essa tendência deve se manter para as eleições para a Presidência e governadores, daqui dois anos.

“Acho que é cedo para cravar isto, mas é uma sinalização importantíssima, diante do que nós vimos na última quadra de 2022, em que o que prevaleceu não foi discutir soluções para o Brasil. Foram discussões, efeito de teses as mais extremas possíveis […] ao invés de discutir efetivamente um país, soluções para a saúde, para a educação, para a segurança pública, para a geração de emprego, para a sociedade”, afirma.

Ainda sob essa ótica, defende que o governo faça uma avaliação desse resultado das eleições municipais e adote uma postura mais pragmática e voltada para o centro. Acrescenta que elas devam ser construídas em torno de um projeto comum.

“Se faz necessário que os partidos de centro e, mais do que isso, as teses defendidas por aqueles que estão ao centro, se enxerguem nesse processo eleitoral de 2026”, afirma.

Por outro lado, o governador defende que sejam evitadas pautas mais ideológicas. Ele cita o caso da agenda ambiental e diz defender a preservação, a fiscalização e a repressão a ilegalidades, mas cita que essas ações sejam compatíveis com a valorização da “vocação de produção do Brasil” e não apresentar a questão como “se fossem incompatíveis produzir e preservar ao mesmo tempo”.

Helder Barbalho acrescenta que se deve evitar que agendas sejam “capturadas por interesses de pequenos grupos”.

“O centro deve ter a capacidade de liderar as discussões daquilo que busca construir políticas públicas, que tenham um espectro de impacto na sociedade como um todo”, afirma o governador, acrescentando que não se deveria “defender bandeiras que estejam afeitas a grupos, a bolhas, a segmentos específicos”.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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