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Histerectomia: 5 perguntas a fazer antes de tirar o útero – 04/01/2025 – Equilíbrio
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Rachel E. Gross
A razão mais comum para uma histerectomia, que é a remoção do útero, é tratar fontes crônicas de dor e sangramento que podem atrapalhar a vida diária —incluindo miomas, endometriose, distúrbios menstruais e prolapso de órgãos pélvicos. Um motivo crescente é o desejo do paciente de alinhar a anatomia com o gênero vivido.
Apesar de ser chamada de “eletiva” pelos médicos, a cirurgia pode ser transformadora e, em alguns casos, até mesmo salvar vidas. Mas as histerectomias geralmente não são cirurgias de emergência —o que significa que os pacientes têm tempo para fazer perguntas e considerar todas as suas opções.
Para garantir que você saiba exatamente com o que está concordando, aqui estão cinco perguntas para fazer ao seu médico.
Pode explicar quais órgãos reprodutivos você irá remover?
Karen Tang, cirurgiã ginecológica e autora do livro “It’s Not Hysteria”, sobre saúde reprodutiva, começa suas consultas desenhando o sistema reprodutivo em um quadro branco.
Em seguida, ela explica quais órgãos planeja remover e por quê. Quando ela e um paciente revisam um formulário de consentimento cirúrgico, ela traduz qualquer termo técnico para uma linguagem mais simples. Por exemplo, “histerectomia laparoscópica total com salpingectomia bilateral” torna-se “remoção do útero, colo do útero e trompas de falópio, deixando os ovários”.
Se um visual ajuda você a entender, leve um diagrama e peça ao seu médico para se referir a ele. Se o seu formulário de consentimento não incluir uma linguagem clara, peça ao seu médico para definir termos desconhecidos ou escrever definições não médicas no formulário. Seu cirurgião deve ser capaz de explicar por que cada órgão deve ser removido, e os riscos e benefícios de cada opção.
Se as palavras “parcial” ou “total” surgirem, peça ao seu médico para desacelerar e explicar exatamente o que significam. Em geral, os cirurgiões devem evitar esses termos, pois são usados de forma inconsistente, diz Tang.
Como este procedimento afetará minha experiência de menopausa?
Embora a menopausa seja frequentemente usada como sinônimo de não ter mais menstruação, é mais precisamente definida como o momento em que a ovulação cessa —significando que os ovários não estão mais produzindo óvulos ou grandes surtos de hormônios todos os meses.
Portanto, remover apenas o útero não provoca menopausa. “Muitas vezes as mulheres ficam aliviadas ao saber que não é o caso”, afirma Tang. Mas se os ovários forem removidos, a menopausa acontece instantaneamente, e geralmente é mais severa se não for tratada com terapia hormonal.
Ainda assim, mesmo que apenas o útero seja removido, pode haver consequências para o ciclo menstrual. Acredita-se que isso ocorra porque o procedimento corta um vaso sanguíneo chave entre o útero e os ovários.
Tang alerta os pacientes de que podem ter sintomas temporários semelhantes à menopausa, como ondas de calor e suores noturnos. Pesquisas também indicam que pacientes que têm apenas o útero removido tendem a entrar na menopausa alguns anos antes do usual, o que traz seus próprios riscos.
Quais são os prós e contras de manter meu colo do útero?
O colo do útero não é um órgão separado do útero; é o pescoço em forma de rosquinha que separa o útero da vagina. Em histerectomias totais, ele é removido junto com o resto do útero para eliminar o risco de câncer cervical.
Para alguns pacientes, isso é uma vantagem: sem o colo do útero, você não precisa mais de um Papanicolau regular. Se você está fazendo uma histerectomia para tratar um distúrbio menstrual, remover o colo do útero também significa eliminar uma possível fonte de sangramento ou “mini-períodos”.
Mas pode haver contras. Embora uma histerectomia geralmente não impeça o orgasmo, pode afetar a qualidade e a sensação dele. Contrações uterinas fazem parte de alguns orgasmos, e algumas mulheres gostam da estimulação do colo do útero durante o sexo.
Como a pesquisa é inconclusiva sobre se a remoção do colo do útero afeta a sensação sexual para a maioria das mulheres, o ponto principal, diz Cheryl Iglesia, uma uroginecologista em Washington, D.C., é que aquelas que sabem que o colo do útero é fundamental para a sensação sexual devem discutir o procedimento com seu cirurgião.
Muitos pacientes realmente têm vidas sexuais melhoradas após uma histerectomia, porque a operação resolve uma causa importante de dor, sangramento, ou ambos. Para pacientes transgêneros ou não-binários, o procedimento também pode ajudar a aliviar a disforia de gênero, levando a um sexo melhor.
Qual rota você usará e como isso afetará minha recuperação?
No passado, uma histerectomia era frequentemente uma cirurgia aberta que exigia cortar várias camadas de músculo e gordura, como uma cesariana. A operação deixava uma grande cicatriz horizontal e exigia meses de recuperação.
A maioria das histerectomias hoje é feita usando métodos minimamente invasivos, com cicatrizes menores e tempos de recuperação mais curtos. A rota que você e seu médico escolhem geralmente depende de uma combinação de sua anatomia, a habilidade do cirurgião, os recursos do hospital e a condição que a histerectomia está tratando.
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As abordagens mais comuns são histerectomia vaginal (o útero e o colo do útero são removidos pela vagina, sem cicatrizes externas), histerectomia laparoscópica (o cirurgião usa pequenas ferramentas cirúrgicas e uma câmera para remover órgãos através de pequenas incisões) ou uma combinação das duas.
Se um médico está sugerindo uma cirurgia abdominal aberta, você deve perguntar por quê.
O que acontece se eu não fizer nada?
Quando se trata de tratar dor crônica e sangramento, as alternativas às histerectomias se multiplicaram.
Além das pílulas anticoncepcionais, existem DIUs, medicamentos bloqueadores de hormônios, cirurgias minimamente invasivas para raspar ou cortar miomas ou lesões, estratégias para cortar o suprimento de sangue dos miomas e procedimentos de ablação para queimar o revestimento do útero.
Como resultado, uma histerectomia agora é considerada um último recurso em vez de uma solução de primeira linha. “A tendência é remover menos em geral”, diz Tang. Converse com seu médico sobre se você tentou todas as alternativas possíveis antes de partir para a remoção do útero.
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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