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Houthis do Iêmen terão como alvo apenas navios ligados a Israel após cessar-fogo em Gaza | Notícias do conflito Israel-Palestina
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O Grupo afirma que deixará de atacar navios ligados a Israel quando todas as fases do acordo de cessar-fogo em Gaza estiverem concluídas.
Os Houthis do Iémen limitarão a sua ataques a navios comerciais apenas para navios ligados a Israel, desde que o Cessar-fogo em Gaza está totalmente implementado, disse o grupo, reduzindo potencialmente as perturbações que afectaram o comércio marítimo mundial durante mais de um ano.
O Centro de Coordenação de Operações Humanitárias (HOCC), com sede em Sanaa, que faz a ligação entre as forças Houthi e os operadores de transporte marítimo comercial, disse no domingo que estava suspendendo as “sanções” contra navios de propriedade de entidades dos Estados Unidos e britânicas, bem como navios que navegam sob os dois bandeiras dos países.
“Afirmamos que, no caso de qualquer agressão contra a República do Iémen por parte dos Estados Unidos da América, do Reino Unido ou da entidade usurpadora israelita, as sanções serão restabelecidas contra o agressor”, afirmou num e-mail enviado a funcionários da indústria naval no domingo.
O HOCC disse que os Houthis só deixariam de atacar navios ligados a Israel “após a plena implementação de todas as fases do acordo”.
Um porta-voz dos Houthis tinha disse à Al Jazeera no domingo que o grupo interromperia as suas operações militares contra Israel, bem como os navios comerciais no Mar Vermelho, se a trégua entrasse em vigor no domingo.
Um cessar-fogo acordado entre Israel e o grupo palestiniano Hamas para travar a guerra de 15 meses em Gaza entrou em vigor no domingo e deverá desenrolar-se em três fases ao longo de várias semanas.
Em resposta a A guerra de Israel em Gazaos Houthis apoiados pelo Irão realizaram mais de 100 ataques a navios desde Novembro de 2023, afundando dois navios e matando pelo menos quatro marítimos.
Os Houthis atacaram o sul do Mar Vermelho e o Golfo de Aden, aos quais se junta o estreito Estreito de Bab al-Mandeb, um ponto de estrangulamento entre o Corno de África e o Médio Oriente – perturbando o comércio internacional na rota marítima mais curta entre a Europa e a Ásia.
Muitas das maiores companhias marítimas do mundo suspenderam viagens através do Mar Vermelho no ano passado e desviaram os seus navios para o extremo sul de África para evitar serem atacados.
Os Houthis também realizaram ataques diretos a Israel.
Em resposta, o Reino Unido e os EUA realizaram numerosas greves em alvos dentro do Iêmen para dissuadir os Houthis. Washington também cobrou sanções sobre o grupo rebelde.
Por seu lado, Israel bombardeou várias centrais eléctricas e portos controlados pelos Houthi, incluindo o porto de Hodeidah – considerado uma tábua de salvação para a nação devastada pela guerra.
Executivos de empresas retalhistas e de seguros disseram à agência de notícias Reuters na semana passada que não estavam prontos para regressar ao Mar Vermelho devido à incerteza sobre se os Houthis continuariam a atacar navios.
Embora o número de navios visados seja baixo relativamente ao volume de tráfego, a estratégia do grupo rebelde revelou-se eficaz no aumento dos custos de transporte, incluindo seguros e salários dos marinheiros que trabalham em áreas de alto risco.
Prémios de seguro de risco mais elevados, em particular, significaram custos adicionais de centenas de milhares de dólares para uma viagem de sete dias para qualquer navio que navegasse pela área.
A Reuters citou um porta-voz do grupo alemão de transporte de contêineres Hapag-Lloyd dizendo na segunda-feira que a empresa ainda estava monitorando a situação, afirmando “voltaremos ao Mar Vermelho quando for seguro fazê-lo”.
Jakob Larsen, diretor de segurança e proteção da associação marítima BIMCO, disse que “assumindo que o cessar-fogo se mantenha… espera-se que as companhias marítimas retomem gradualmente as operações através do Mar Vermelho”.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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