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Hugo Motta promete “avenida aberta” para setor de…

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Gustavo Maia

Convidado do almoço oferecido nesta terça-feira pela Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), favoritíssimo a suceder Arthur Lira na presidência da Câmara, prometeu aos colegas que terá a pauta da infraestrutura logística como uma das prioridades do seu mandato.

“Chegando à presidência, nós não teremos apenas as portas abertas, mas uma avenida inteira aberta para montarmos uma agenda positiva para o setor de infraestrutura logística. Reconheço que o Brasil depende diretamente do setor”, declarou o parlamentar, que classificou o tema como um dos grandes desafios do país.

“Nós precisamos trazer segurança jurídica, previsibilidade para quem quer vir investir no Brasil. Sabemos que não faltam oportunidades de Norte a Sul. Mas o Brasil tem muito o que avançar. Queria aqui na minha condição assumir um compromisso. Quero ao seu lado do presidente da Frente, Paulo Alexandre Barbosa, montar uma agenda de país com o protagonismo do Congresso nesse sentido. Eu tenho estado em reuniões, com deputados, por unidade federativa, discutido constantemente os pontos que o Congresso pode protagonizar, e a infraestrutura logística é um desses pontos que colocamos ao lado da segurança, da saúde, da educação, da sustentabilidade, do agro”, complementou.

Motta disse ainda que melhorar a logística do país representa uma “injeção na veia de geração de empregos” e que os desafios passam por mais concessões, leilões e outorgas. “Não há como pensar uma infraestrutura de um país do tamanho do Brasil se não tivermos investimento privado. Também é responsabilidade do Congresso trazer um ambiente estável”, comentou o deputado.

Presidente da frente, o deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP) disse no discurso de abertura do evento que esse foi um ano de consolidação da FPPA, criada em 2023.

“Estamos buscando soluções para os gargalos que impedem o crescimento do setor. Esse evento de hoje é prova, pois reconhecemos o papel vital do Congresso nesse processo de aprimoramento dos modais de transporte. Preciso destacar que, com menos de dois anos de existência, a FPPA ficou em quinto lugar, no estudo da instituição Ranking dos Políticos, considerando sua relevância e atuação. Creio que estamos no caminho certo”, afirmou.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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