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Iapen promove ação de saúde mental para detentas da Unidade Penitenciária Feminina de Rio Branco
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2 anos atrásem
Isabelle Nascimento
Nesta quinta-feira, 14, uma atividade de musicoterapia marcou o encerramento das sessões de terapia com as detentas da Unidade Penitenciária Feminina de Rio Branco. O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), contou com a parceria da Defensoria Pública do Estado (DPE) e do CAPs Samaúma, que trouxeram o projeto ‘Saúde mental direito de todos, promovendo recursos terapêuticos às mulheres privadas de liberdade‘ para dentro do sistema prisional.

O projeto consistiu em seis sessões de terapias, que foi oferecido para 20 detentas da unidade, com intuito de dar meios para que essas mulheres privadas de liberdade pudessem lidar com seus sentimentos. Durante as sessões foram trabalhadas formas de como expor suas emoções através da arteterapia e da musicoterapia. Na ação desta quinta-feira, além da musicoterapia, a equipe jurídica da DPE estava ofertando atendimento para as mulheres que estavam participando do projeto.

Em meio as melodias e vozes cantando, estava K. G. A., ela conta que essas sessões devolveram para ela a vontade de sonhar: “Um simples gesto pode mudar tudo, pode mudar nosso modo de pensar, nosso modo de agir, nossas emoções, porque não é qualquer um que sai lá da sua casa, sai do seu trabalho, sai de qualquer canto para vir atender presa. Se eu tivesse esse olhar lá fora, tivesse conhecido pessoas assim, eu não estaria aqui. Eu só tenho a agradecer por essa oportunidade, a gente pôde viver, aprender coisas, sonhos que tinham morrido, sonhos que renasceram”, explicou.

A psicóloga Martha Leonor Paredes, que faz parte do projeto Dignidade no Cárcere da DPE, e quem idealizou a ação, explica que esta atividade foi desenvolvida pensando em ajudar e dar ferramentas para as mulheres que mais precisavam, para saberem como lidar com suas emoções e sentimentos: “É um projeto que foi idealizado em vista do sofrimento mental daquelas mulheres privadas de liberdade e o direito que elas têm de exercer a cidadania e do cuidado em saúde mental. Foram selecionadas essas mulheres que estão em um sofrimento mais grave e persistente em saúde mental”. Ela também explica que foi possível notas a diferença nas apenadas: “Na terceira sessão uma detenta estava com bastante manifestação de alergias na pele, causadas pelo emocional, e na terceira sessão ela manifestou bastante melhoras”.

Na ação, trabalhos artísticos feitos pelas detentas como forma de extravasar suas emoções estavam expostos em um mural, muitos deles apresentavam a palavra ‘saudade’ e imagens que faziam referência aos filhos e família. Essa foi uma das atividades de arteterapia desenvolvidas nas sessões. O psicólogo do Caps Samaúma, Arnaldo Lima, trabalhou essas atividades de arteterapia e garante que essas são ótimas ferramentas para ajudar as mulheres privadas de liberdade: “A arte de uma forma geral é um recurso potente de transformação. Então, pelo fato de elas estarem reclusas e muito tempo ociosas, mesmo tendo a dinâmica de rotina que elas têm aqui, quando vem uma atividade como essa de fora, do externo, fortalece esse emocional, porque quando entra em contato com algumas questões relacionadas à família, por exemplo, aos próprios sentimentos que elas entram em contato ao fazer um desenho, por exemplo, aí elas resgatam sentimentos que às vezes se perdem”, ressaltou.

A diretora da Unidade Penitenciária Feminina de Rio Branco, Maria José Souza, se sente feliz com a ação e a parceria, ela explica que essas atividades são muito benéficas para o bem-estar das apenadas: “Isso vai ajudar a acalmar elas, a mente delas, trabalhar o psicológico delas e ensinar a lidar com o dia a dia da carceragem, porque é muito difícil estar presa dentro de uma cela com pessoas diferentes, com vivência de pessoas de personalidade diferente. E esse programa ajuda muito elas na área psicológica”, reiterou.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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