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Impactos da revitalização urbana no preço dos terrenos – 27/12/2024 – Claudio Bernardes
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2 anos atrásem
O preço de uma habitação é o valor total que um comprador paga por um imóvel, incluindo o valor do terreno e a construção. Contudo, a aquisição de uma unidade habitacional implica na compra de um bem agregado, que inclui a infraestrutura urbana física de onde o terreno está situado.
Esse fato, sem dúvida, dificulta a compreensão dos impactos da revitalização de determinadas áreas no preço final da terra e dos imóveis.
A relação preço-qualidade pode ser um fator importante na avaliação da influência dos projetos de revitalização e regeneração urbana. A revitalização e a regeneração urbana têm impacto nos valores das propriedades, principalmente através da melhoria das condições físicas e socioeconômicas em áreas específicas, fenômenos mais facilmente captados pela valorização dos terrenos.
Assim, a informação que pode ser mais difícil de captar por meio dos preços da habitação pode ser mais facilmente obtida por meio do conhecimento da variação dos preços dos terrenos, que permitem avaliar os efeitos das intervenções urbanas, desconsiderando a depreciação dos edifícios.
Além disso, as parcelas de terreno são mais homogêneas do que as unidades construídas, o que aumenta a comparabilidade da análise.
Pesquisadores do departamento de engenharia e planejamento urbano da Universidade Tonsei, na Coreia do Sul, estudaram esse fenômeno com base em pesquisas efetuadas no distrito de Seongnam, na região Metropolitana de Seul, que passou por processos de revitalização e regeneração.
Para efeitos da pesquisa, o conceito de revitalização refere-se à melhoria ou à modernização física de áreas urbanas com potencial econômico, mas decadentes.
Por outro lado, a regeneração urbana é considerada uma iniciativa holística que inclui também a renovação das dimensões sociais, econômicas e culturais das cidades, enfatizando o planejamento inclusivo e a governança local nos processos de implantação do projeto.
Folha Mercado
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Os resultados da pesquisa mostram que a revitalização urbana induz efeitos econômicos diferenciados, com base no tipo de projeto. Esperava-se inicialmente que um projeto de revitalização gerasse ampla valorização dos terrenos.
No entanto, os resultados obtidos utilizando uma abordagem espacial sugerem que essa valorização ocorre por efeitos locacionais. Mais precisamente, a maior parte dos aumentos dos preços dos terrenos nas áreas revitalizadas está relacionada com o eventual valor elevado de terrenos em áreas adjacentes.
Por outro lado, os projetos de regeneração urbana aumentam o valor da terra de forma ampla, mesmo quando se considera uma abordagem espacial.
Independentemente do tipo de projeto, os pesquisadores observaram um aumento adicional nos preços dos terrenos em função das iniciativas de regeneração urbana.
O valor da terra urbana é um parâmetro complexo, dependente de uma série enorme de variáveis, e esse valor em áreas deterioradas em recuperação pode variar em função dos processos de revitalização ou regeneração a que serão submetidas. Esse efeito será sentido em maior ou menor grau, em função do tipo de intervenção e do valor dos terrenos em áreas adjacentes, não deterioradas.
Entretanto, está claro que os maiores índices de valorização desses terrenos ocorrerão quando as intervenções, além das melhorias na infraestrutura física, incluírem de forma abrangente a renovação das dimensões sociais, econômicas e culturais.
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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
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3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
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2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
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1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
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