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Implante cerebral que pode melhorar o humor usando ultrassom será testado pelo NHS | Neurociência
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Hannah Devlin Science correspondent
Um inovador Serviço Nacional de Saúde o ensaio tentará melhorar o humor dos pacientes usando uma interface cérebro-computador que altera diretamente a atividade cerebral por meio de ultrassom.
O dispositivo, projetado para ser implantado abaixo do crânio, mas fora do cérebro, mapeia a atividade e fornece pulsos direcionados de ultrassom para “ligar” grupos de neurônios. A sua segurança e tolerabilidade serão testadas em cerca de 30 pacientes no ensaio de 6,5 milhões de libras, financiado pela Advanced Pesquisar e Agência de Invenções (Aria).
No futuro, os médicos esperam que a tecnologia possa revolucionar o tratamento de doenças como depressão, dependência, TOC e epilepsia, reequilibrando padrões perturbados de atividade cerebral.
Jacques Carolan, diretor do programa Aria, disse: “As neurotecnologias podem ajudar uma gama muito mais ampla de pessoas do que pensávamos. Ajudar no tratamento de depressão resistente, epilepsia, dependência, transtornos alimentares, essa é a grande oportunidade aqui. Estamos num ponto de viragem tanto nas condições que esperamos poder tratar como nos novos tipos de tecnologias emergentes para o fazer.”
O teste segue rápidos avanços na tecnologia de interface cérebro-computador (BCI), com a empresa de Elon Musk Neuralink lançando um ensaio clínico em pacientes com paralisia no ano passado e outro estudo que restaurou a comunicação com pacientes com AVC por traduzindo seus pensamentos diretamente em fala.
No entanto, as tecnologias levantam questões éticas significativas em torno da propriedade e privacidade dos dados, da possibilidade de melhoria e do risco de neurodiscriminação, através da qual os dados cerebrais podem ser utilizados para julgar a adequação de uma pessoa para emprego ou seguro médico.
Clare Elwell, professora de física médica na UCL, disse: “Essas inovações podem evoluir muito rapidamente do ponto de vista técnico, mas estamos atrasados na abordagem de questões neuroéticas. Estamos agora a aceder às vias neurais de uma forma que não conseguimos fazer antes, por isso precisamos de considerar cuidadosamente o impacto clínico de qualquer intervenção e garantir que agimos sempre no melhor interesse do paciente.”
O último teste testará um dispositivo desenvolvido pela Forest Neurotech, uma organização sem fins lucrativos com sede nos EUA. Em contraste com os implantes invasivos, nos quais os eletrodos são inseridos em um local específico do cérebro, o Forest 1 usa ultrassom para ler e modificar a atividade. Aria descreve o dispositivo como “o BCI mais avançado do mundo” devido à sua capacidade de modificar a atividade em múltiplas regiões simultaneamente.
Isto amplia potenciais aplicações futuras para uma enorme população de pacientes afetados por condições como depressão, ansiedade e epilepsia, que são todas condições de “nível de circuito”, em vez de estarem localizadas em uma região específica do cérebro.
Aimun Jamjoom, neurocirurgião consultor dos hospitais universitários Barking, Havering e Redbridge NHS Trust, que lidera o projeto, disse: “Esta é uma técnica menos invasiva e a capacidade de oferecer uma forma mais segura de cirurgia é muito emocionante. Se você observar condições como depressão ou epilepsia, (até) um terço desses pacientes simplesmente não melhora. São aqueles grupos onde uma tecnologia como esta poderia ser uma solução de mudança de vida.”
O ensaio do NHS recrutará pacientes que, devido a lesões cerebrais, tiveram parte do crânio removida temporariamente para aliviar um aumento crítico de pressão no cérebro. Isso significa que o dispositivo pode ser testado sem a necessidade de cirurgia.
Quando colocado abaixo do crânio, ou em indivíduos com defeito no crânio, o ultrassom pode detectar pequenas alterações no fluxo sanguíneo para produzir mapas 3D da atividade cerebral com uma resolução espacial de cerca de 100 vezes a de uma ressonância magnética funcional típica. O mesmo implante pode fornecer ultrassom focado para estimular mecanicamente os neurônios a dispararem, fornecendo uma maneira de aumentar remotamente a atividade em locais precisos.
Os participantes usarão o dispositivo no couro cabeludo, no local do defeito no crânio, por duas horas. A atividade cerebral deles será medida e os pesquisadores testarão se o humor e os sentimentos de motivação dos pacientes podem ser alterados de forma confiável.
Existem considerações de segurança, pois o ultrassom pode causar aquecimento do tecido. A professora Elsa Fouragnan, neurocientista da Universidade de Plymouth, que está colaborando no projeto, disse: “O que estamos tentando minimizar é o calor. Há uma compensação entre segurança e eficácia.”
Ela acrescentou que também seria importante garantir que a personalidade ou a tomada de decisões não fossem alteradas de forma não intencional – por exemplo, tornando alguém mais impulsivo.
O estudo durará três anos e meio a partir de março, com os primeiros oito meses focados em garantir a aprovação regulatória. Se for bem-sucedido, Forest espera iniciar um ensaio clínico completo para uma condição como a depressão.
O teste Forest 1 é um dos 19 projetos anunciados na segunda-feira como parte do programa de neurotecnologias de precisão de £ 69 milhões da Aria, com outros incluindo pesquisas em robôs neurais para tratamento de epilepsia, engenharia genética de células cerebrais e organoides cerebrais cultivados em laboratório. Aria, o equivalente britânico da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA (Darpa) e ideia de Dominic Cummingsfoi criado em 2023 com a missão de financiar empreendimentos científicos de alto risco e alta recompensa.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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