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O motor chinês perdeu potência em 2024 – 19/01/2025 – Opinião

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A economia da China cresceu 5% em 2024 e cumpriu a meta fixada pela ditadura de Xi Jinping, que promete repetir a façanha neste ano. Mas não deixa de ser melancólica, até preocupante, a comemoração de Pequim de uma expansão em patamar modesto quando comparado ao pico de 14,2% registrado em 2007.

Conforme divulgação oficial na quarta (15), ficou abaixo da taxa de 2023, quando atingiu 5,2%.

No ano passado, a alta do Produto Interno Bruto chinês foi liderada pelo setor industrial, com avanço de 5,8%, e pelo superávit comercial de US$ 1 trilhão no ano —os mesmos motores do ritmo acelerado no início do século.

O consumo doméstico, assim como no passado, pouco contribuiu, ao crescer apenas 3,5%.

Teria sido ainda menos expressivo sem medidas adotadas pelo politburo, como a concessão de vastos subsídios para a compra de veículos, eletrodomésticos e outros bens duráveis, o pacote de US$ 1 trilhão para desafogar os governos locais e o aumento de salários dos servidores públicos.

Embora tenha havido maior dinamismo da economia no quarto trimestre, com expansão de 5,4%, nada indica que esse ritmo será mantido ao longo de 2025.

Mesmo o cumprimento da meta de crescimento de 5% deste ano soa improvável se o consumidor chinês —ainda ressabiado pela crise imobiliária, por alto desemprego entre os jovens, salários em queda e rombo fiscal dos governos locais— milagrosamente tomar a proa da atividade econômica.

A volta de Donald Trump à Casa Branca no dia 20 traz a promessa de tarifaço de 60% sobre bens chineses. Serão inevitáveis ações protecionistas da Europa e de outros países indispostos a absorver o excedente de exportações do gigante asiático.

Embora tal cenário seja semelhante ao enfrentado pela China no primeiro mandato de Trump, o país se encontra agora em situação muito mais vulnerável.

O PIB de 2024 evidenciou a necessidade de medidas vigorosas para alavancar o consumo doméstico, mesmo sob o peso de aprofundar o déficit fiscal.

O ceticismo da população, que não percebeu diretamente a expansão do ano passado, continua. E surpreende o fato de o indicador do PIB ter sido desacreditado publicamente por economistas locais —alvos de imediata censura do governo.

A confirmar-se esse cálculo, uma China em expansão abaixo de 3% será problema ainda mais grave para o restante do mundo lidar do que apenas o fim de uma era de crescimento vultoso.

editoriais@grupofolha.com.br



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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel.jpg

Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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