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Imran Khan e Bushra Bibi enfrentam acusações de ‘terrorismo’ após protestos em Islamabad | Notícias de Imran Khan
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Islamabad, Paquistão – O governo paquistanês apresentou uma série de acusações, incluindo uma relacionada com “terrorismo”, contra o ex-primeiro-ministro Imran Khan, sua esposa, Bushra Bibi, e centenas de trabalhadores do partido paquistanês Tehreek-e-Insaf (PTI) após protestos realizada em Islamabad esta semana.
Khan, Bibi e outros foram acusados de “terrorismo”, violações de um lei que restringe protestos na capitalataques à polícia, raptos, interferência em assuntos governamentais e desafio à Secção 144, que proíbe reuniões de mais de quatro pessoas.
As autoridades já prenderam quase 1.000 trabalhadores do partido PTI de Khan que viajaram para Islamabad no domingo para participar na manifestação em resposta ao “apelo final” do seu líder para protestar contra o governo.
Khan, o fundador do PTI, está preso desde agosto de 2023 e enfrenta dezenas de processos criminais. Bibi também foi preso por nove meses este ano antes de ser libertado em outubro.
Os manifestantes, que conseguiram chegar ao centro de Islamabad apesar dos bloqueios de estradas colocados pelo governo em todo o país, pediram a libertação de Khan, entre outras exigências. Bibi liderou o protesto ao lado de Ali Amin Gandapur, ministro-chefe do PTI na província de Khyber Pakhtunkhwa.
Quando os manifestantes chegaram ao local planeado para o protesto na tarde de terça-feira, as forças paramilitares abriram fogo para dispersar a multidão.
Mais tarde naquela noite, as autoridades policiais lançaram uma operação de duas horas que limpou a área. Bibi e Gandapur partiram para Khyber Pakhtunkhwa naquela mesma noite.
Na manhã de quarta-feira, o PTI emitiu um comunicado anunciando a suspensão da manifestação “por enquanto” e disse que pelo menos oito dos seus apoiantes foram mortos pelas autoridades.
Na quinta-feira, no entanto, o Ministro da Informação, Attaullah Tarar, juntamente com o Ministro do Planeamento e Desenvolvimento, Ahsan Iqbal, rejeitaram categoricamente a afirmação de que os agentes da lei usaram quaisquer munições reais ou que qualquer trabalhador da PTI tinha morrido.
Tarar, falando em entrevista coletiva realizada em Islamabad para a mídia estrangeira, disse que as autoridades hospitalares confirmaram que não receberam nenhum corpo.
“O departamento de saúde emitiu duas declarações, uma da Poly Clinic e outra do PIMS Hospital, afirmando que não houve cadáveres”, disse Tarar, respondendo a uma pergunta da Al Jazeera e referindo-se a dois dos maiores hospitais públicos de Islamabad.
A contagem de vítimas continua em disputa com os líderes do PTI emitindo declarações contraditórias, alegando mortes que variam entre 10 e 200.
As autoridades hospitalares recusaram-se a partilhar detalhes dos feridos e mortos, dizendo à Al Jazeera que foram “proibidos” de partilhar informações, uma acusação que o governo negou. O governo acrescentou que listas falsas circulavam online.
“Havia uma lista falsa publicada nas redes sociais sobre feridos e mortos, mas está incorreta. O PTI está apenas tentando fazer política sobre os mortos e procurando corpos aqui e ali”, disse Tarar à mídia na quinta-feira.
A controvérsia aprofundou-se quando o jornalista Matiullah Jan, um crítico ferrenho dos militares do Paquistão, foi preso.
Jan estaria investigando as supostas mortes durante o protesto em seu canal no YouTube. Um primeiro boletim de ocorrência contra ele o acusa de tráfico de drogas, “terrorismo” e agressão a policiais.
O governo, liderado pela Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PMLN), chegou ao poder em Fevereiro, depois de o PTI se ter recusado a formar governo, apesar dos seus candidatos terem conquistado o maior número de assentos na Assembleia Nacional (93). O partido alegou fraude eleitoral por parte dos militares para minar o seu mandato.
O PMLN formou posteriormente um governo de coligação, mas enfrentou forte resistência do PTI, que organizou quatro grandes protestos em alguns meses, exigindo a libertação de Khan e desafiando a credibilidade dos resultados eleitorais.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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