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Índia diz ter chegado a acordo com a China sobre patrulhas militares ao longo da fronteira disputada | Notícias sobre disputas fronteiriças

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O pacto faz parte de uma resolução para o impasse de quatro anos nas áreas fronteiriças contestadas, afirma o Ministério das Relações Exteriores da Índia.

A Índia e a China concordaram com um pacto sobre patrulhas militares ao longo da sua disputada fronteira no Himalaia, que poderá levar à resolução de um conflito que começou em 2020, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Índia.

“Ao longo das últimas semanas, diplomatas e negociadores militares indianos e chineses têm estado em contacto estreito entre si e, como resultado destas discussões, chegou-se a um acordo sobre disposições de patrulhamento ao longo da ALC, na fronteira entre a Índia e a China, liderando aos desligamentos e à resolução das questões que surgiram em 2020”, disse o secretário de Relações Exteriores da Índia, Vikram Misri, a repórteres em Nova Delhi na segunda-feira, referindo-se à linha de demarcação nocional da Linha de Controle Real entre os dois países.

A ALC é uma fronteira de 3.488 km (2.167 milhas) no Himalaia, compartilhada pelos dois gigantes asiáticos, com China reivindicando uma porção consideravelmente mais curta. Separa os territórios controlados pela China e pela Índia, desde Ladakh, no oeste, até o estado de Arunachal Pradesh, no leste da Índia, que a China reivindica em sua totalidade, considerando-o parte de sua região do Tibete, e os dois travaram uma guerra fronteiriça em 1962.

Misri não especificou se o pacto significa a retirada das dezenas de milhares de soldados adicionais estacionados pelos dois países ao longo da sua fronteira disputada no região norte de Ladakh desde que os seus exércitos entraram em confronto em 2020 numa escalada significativa.

Não houve comentários imediatos de Pequim.

O anúncio foi feito na véspera da visita do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, à Rússia para a cimeira dos BRICS, que envolve a China e outras grandes economias em desenvolvimento. A mídia local informou que Modi poderia manter conversações com o presidente chinês, Xi Jinping, à margem do evento.

Os laços entre a Índia e a China deterioraram-se em julho de 2020, após uma confronto militar matou pelo menos 20 soldados indianos e quatro chineses. Transformou-se num impasse de longa data na área montanhosa acidentada, onde cada lado estacionou dezenas de milhares de militares apoiados por artilharia, tanques e caças.

A Índia e a China retiraram tropas de algumas áreas nas margens norte e sul do Lago Pangong Tso, Gogra e Vale Galwan, mas continuam a manter tropas adicionais como parte de um destacamento multinível.

Os principais comandantes do exército indiano e chinês realizaram várias rondas de conversações desde o confronto militar para discutir a retirada das tropas das áreas de tensão.

No início deste mês, o chefe do exército da Índia disse que Nova Deli quer que o estatuto na fronteira no Himalaia ocidental seja restaurado à sua posição anterior a Abril de 2020, quando o impasse começou, e que a situação permanecerá sensível até então.

Os dois lados resolveram os “frutos mais fáceis de alcançar” e agora precisam de enfrentar situações difíceis, disse o general Upendra Dwivedi, acrescentando que houve “sinalização positiva” do lado diplomático e que a execução no terreno dependia dos comandantes militares dos dois lados. países.

O ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, disse na segunda-feira que o pacto é “um produto de uma diplomacia muito paciente e muito perseverante” e que irá retomar o patrulhamento militar como era antes do confronto de 2020.

“Esperamos que possamos voltar à paz e à tranquilidade. E essa era a nossa maior preocupação porque sempre dissemos que se perturbarmos a paz e a tranquilidade, como esperamos que o resto da relação avance”, disse Jaishankar ao canal de notícias indiano NDTV.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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