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Índia limpa lixo tóxico do local de vazamento de gás em Bhopal, 40 anos após o desastre | Notícias de saúde

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As autoridades dizem que a incineração de veneno é ambientalmente segura, já que os ativistas alertam sobre a potencial contaminação da água.

As autoridades indianas afirmam ter movimentado centenas de toneladas de resíduos perigosos que restavam mais de 40 anos depois do desastre industrial mais mortal do mundo ter atingido a cidade de Bhopal.

Os resíduos do local da Desastre de 1984que matou mais de 25 mil pessoas e deixou pelo menos meio milhão de pessoas com graves problemas de saúde, foi enviado para uma instalação de eliminação onde levará de três a nove meses para ser incinerado, disseram autoridades na quinta-feira.

Na madrugada de 3 de dezembro de 1984, o gás isocianato de metila vazou de uma fábrica de pesticidas de propriedade da American Union Carbide Corporation, envenenando mais de meio milhão de pessoas em Bhopal, capital do estado indiano de Madhya Pradesh.

Mais de 40 anos depois, na manhã de quinta-feira, um comboio de camiões transportou 337 toneladas métricas desse veneno para uma fábrica de eliminação de resíduos na cidade industrial de Pithampur, em Madhya Pradesh, a 230 quilómetros (142 milhas) de Bhopal.

Swatantra Kumar Singh, diretor do Departamento de Ajuda e Reabilitação da Tragédia de Gás de Bhopal, disse à agência de notícias Reuters que os resíduos seriam eliminados de uma forma ambientalmente segura que não prejudicaria o ecossistema local.

A agência federal de controle da poluição realizou um teste para o processo de eliminação de resíduos em 2015 com 10 toneladas métricas de veneno, descobrindo que os níveis de emissões resultantes estavam em linha com os padrões nacionais, disse o governo estadual em comunicado.

No entanto, ativistas afirmam que os resíduos sólidos seriam enterrados em aterros sanitários após a incineração, contaminando a água e criando um problema ambiental.

“Por que o poluidor União Carboneto e a Dow Chemical não sendo obrigada a limpar seus resíduos tóxicos em Bhopal?” perguntou Rachna Dhingra, uma ativista baseada em Bhopal que trabalhou com sobreviventes da tragédia.

Contaminação das águas subterrâneas

Construída em 1969, a fábrica da Union Carbide, que é agora propriedade da Dow Chemical, era vista como um símbolo da industrialização na Índia, gerando milhares de empregos para os pobres e fabricando pesticidas baratos para milhões de agricultores.

O desastre atingiu a fábrica em 1984, quando um dos tanques que armazenava o produto químico mortal isocianato de metila quebrou seu invólucro de concreto, liberando 27 toneladas do gás tóxico no ar.

Cerca de 3.500 pessoas morreram instantaneamente, estimando-se que até 25.000 tenham morrido no total. Centenas de milhares de pessoas foram envenenadas, condenadas a um futuro de cancro, nados-mortos, abortos espontâneos, doenças pulmonares e cardíacas.

Um sobrevivente do desastre de 1984 senta-se dentro de uma caixa de vapor durante um tratamento de desintoxicação ayurvédica na clínica Sambhavna Trust em Bhopal (Arquivo: Gagan Nayar/AFP)

Testes de águas subterrâneas perto do local revelaram no passado que os níveis de produtos químicos que causam câncer e defeitos congênitos eram 50 vezes maiores do que o que é aceito como seguro pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.

As comunidades culpam uma série de problemas de saúde – incluindo paralisia cerebral, deficiências auditivas e de fala e outras deficiências – sobre o acidente e a contaminação das águas subterrâneas.

A ordem de retirada dos resíduos foi dada em dezembro, após o 40º aniversário do desastre, pelo tribunal superior do estado de Madhya Pradesh, que fixou o prazo de um mês.

“Você está esperando por outra tragédia?” disse o presidente do tribunal Suresh Kumar Kait, de acordo com uma reportagem do The Times of India.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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