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Inflação nos EUA segue nos holofotes da corrida presidencial; entenda o cenário

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As impressões digitais da inflação estão por toda a corrida de 2024 pela Casa Branca.

Os preços exorbitantes nos postos de gasolina, nos supermercados e em praticamente todos os outros lugares assustaram os americanos nos primeiros dias do mandato do presidente Joe Biden.

Justa ou não, a inflação quase imediatamente afastou os eleitores da Bidenomics e turvou suas chances de reeleição.

Agora, a taxa de inflação está quase de volta ao normal – milagrosamente, sem a recessão e a perda de milhões de empregos que muitos previram. A taxa de crescimento da economia é relativamente alta, e a taxa de desemprego permanece historicamente baixa.

Pouso suave ou não, os eleitores continuam frustrados . E quem pode culpá-los?

A vida está muito mais cara do que era há alguns anos. Os preços não retornaram aos níveis pré-Covid e provavelmente nunca retornarão.

Para muitos, o sonho americano parece fora de alcance .

Não são apenas os preços recordes de imóveis, é o fato de que as taxas de hipotecas permanecem altas mesmo após um corte agressivo de taxas do Federal Reserve. Alguns compradores sortudos de primeira viagem entraram quando os preços estavam mais baixos e era muito barato tomar emprestado. Muitos outros estão de fora olhando para dentro.

As frustrações com a acessibilidade continuam a assombrar a vice-presidente Kamala Harris, que foi forçada a defender repetidamente o histórico econômico do governo.

Harris fez do combate aos preços uma peça central de sua agenda . Ela pediu o aumento do salário mínimo , o aumento dos créditos fiscais para os pais e a construção de mais casas.

Mesmo quando Harris fez seu argumento final na Ellipse, historicamente significativa, com a Casa Branca ao fundo, ela priorizou a acessibilidade.

“Agora, nosso maior desafio é reduzir custos, custos que estavam aumentando mesmo antes da pandemia e que ainda estão altos demais. Eu entendo”, disse Harris em seu importante discurso na semana passada.

Harris também entende que a ansiedade econômica alimentada pela inflação ajudou a aumentar a popularidade de seu oponente, o ex-presidente Donald Trump.

Trump adora lembrar aos eleitores que a inflação não era um problema quando ele estava na Casa Branca.

E ele tem razão: a taxa de inflação nunca ultrapassou 3% sob Trump — muito diferente da máxima de quatro décadas de 9,1% sob Biden.

Claro, Trump não enfrentou o pesadelo da cadeia de suprimentos que ajudou a fazer os preços dispararem. E ele não teve os preços do petróleo subindo acima de US$ 100 o barril quando a Rússia invadiu a Ucrânia, uma crise energética que elevou o gás a preços recordes.

Não importa a causa, os preços estão claramente muito mais altos hoje.

De acordo com a Moody’s Analytics, uma família típica dos EUA está gastando US$ 1.120 a mais por mês para comprar os mesmos bens e serviços que em janeiro de 2021, quando Biden se tornou presidente.

Mas também é verdade que os trabalhadores hoje estão desfrutando de aumentos salariais reais.

A renda está aumentando consistentemente em um ritmo mais rápido do que a inflação. Isso significa que os salários estão superando os preços, uma tendência que deve permitir que os consumidores se atualizem e se sintam melhor.

Uma família típica está ganhando US$ 1.192 a mais por mês do que em janeiro de 2021, superando por pouco a inflação, de acordo com a Moody’s.

Ainda assim, isso não parece bom o suficiente.

Muitos americanos estão trabalhando muito duro e merecem esses aumentos salariais. Pode ser profundamente frustrante se salários mais gordos forem engolidos por aluguéis mais altos e pagamentos maiores de seguro de carro.

Trump prometeu controlar o custo de vida mudando as coisas.

“Eu vou acabar com a inflação”, disse Trump a uma multidão barulhenta de apoiadores no campo de batalha da Carolina do Norte na quarta-feira (30). “Eu vou trazer de volta uma coisa chamada Sonho Americano.”

Trump propôs impor tarifas sobre todos os US$ 3 trilhões em importações dos EUA, incluindo tarifas altas de 60% sobre a China. Seu plano pede deportações em massa como parte de uma repressão imigratória sem precedentes.

E Trump argumentou que o presidente deveria pelo menos expressar uma opinião sobre a política do Federal Reserve sobre taxas de juros.

Os apelos de Trump por ação enérgica e mudanças radicais repercutiram em muitos eleitores. Em muitas pesquisas, mais eleitores dizem que confiam em Trump do que em Harris na economia .

E, no entanto, uma das maiores ironias é que os economistas tradicionais não estão apenas descartando a promessa de Trump de resolver a inflação, eles alertam que suas soluções tornarão a situação muito pior.

Eles temem que suas tarifas aumentem os preços para os consumidores e que a deportação de milhões de trabalhadores indocumentados cause escassez de mão de obra.

Na verdade, alguns argumentam que as propostas políticas de Trump são extremamente inflacionárias, talvez as mais inflacionárias de um grande candidato presidencial na vida .

Mais de dois terços dos economistas (68%) entrevistados pelo The Wall Street Journal dizem que os preços serão mais altos com Trump do que com Harris.

“Assim como o México não pagou por um muro em seu primeiro mandato, a China não pagará pelas tarifas de Trump se ele ganhar um segundo mandato. Vocês pagarão”, escreveram economistas em uma carta aberta que reuniu mais de 300 signatários nos últimos dias.

E, no entanto, se Trump vencer, será em grande parte por causa da… inflação.

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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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