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Inscrições para Educação de Jovens e Adultos no sistema prisional estão abertas para entrega de documentos por familiares

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Zayra Amorim

A Educação de Jovens e Adultos (EJA), desempenha um papel transformador em milhares de pessoas, e para os privados de liberdade não é diferente, pois proporciona a escolarização para aqueles que não tiveram a oportunidade de cursar o ensino regular. Com objetivo de garantir esse estudo, as inscrições para a EJA 2025 estão abertas para os detentos de todas as unidades prisionais do Acre.

Inscrições para EJA 2025 para pessoas privadas de liberdade estão abertas e familiares de detentos podem entregar documentos para matrícula. Foto: Lucas Manoel/Iapen

W.L. está há quatro anos no Complexo Penitenciário de Rio Branco, ele conta que o aprendizado por meio da EJA vai facilitar a reintegração à sociedade: “Alguns podem ver isso como algo insignificante, mas para nós que descobrimos agora no estudo uma chance de se reintegrar na sociedade, é ótimo”.

Segundo a chefe da Divisão de Educação Prisional do Iapen, Margarete Santos, as famílias precisam levar a documentação dos apenados: “Para a matrícula, as famílias levam documentação para a gente avaliar em que modalidade o preso pode ser inserido na EJA”.

O familiar que desejar fazer inscrição, deverá comparecer ao Núcleo de Atenção a Família – (NAF) de cada município e, em Rio Branco, no NAF localizado no Polo Moveleiro, com cópia legível dos seguintes documentos do preso interessado:

I – Cópia legível do RG (identidade);

II – Comprovante do número do CPF;

III – Comprovante de escolaridade (certificado ou histórico escolar).

Entrega de documentos para matrícula de detentos podem ser feitas no Núcleo de Atendimento às Famílias (NAF). Foto: Zayra Amorim/Iapen

As matrículas na EJA encerram no dia 14 de fevereiro de 2025.  A chefe da Divisão de Assistência social do NAF, Cláudia Costa, ressaltou essa parceria com a educação prisional: “Nós, do Núcleo de Atenção à Família, estamos em parceria com a educação prisional, fazendo uma campanha de conscientização aos familiares dos homens e mulheres em situação de prisão, para que eles venham trazer a cópia da documentação básica dos seus entes para nós fazermos a inscrição deles na EJA. No NAF, nós temos uma equipe preparada para tirar todas as dúvidas e receber essa documentação e encaminhar para o setor responsável”.

O Detendo W.L ainda fala o quanto é importante a ajuda da família neste processo de ressocialização: “É essencial a ajuda da família, porque existe meios de ressocializar uma pessoa. E a família é essencial para fazer a matrícula do seu ente querido”.

Educação de Jovens e Adultos (EJA) ajuda na ressocialização e na remissão de pena dos detentos. Foto: Zayra Amorim/Iapen

Juscelino Bandeira, diretor da Escola Fábrica de Asas do Complexo Penitenciário de Rio Branco, reforça sobre o trabalho em parceria entre a Secretária de Estado de Educação do Acre (SEE) e o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), que conta com a participação das famílias para levar uma educação de qualidade aos privados de liberdade: “A Secretaria de Educação, através da escola, juntamente com o Iapen, com a Polícia Penal, vem fazendo esse trabalho. Mas, para que isso aconteça, as famílias precisam entregar documentação para matricular esses alunos nas turmas da EJA”.

Além de ajudar na ressocialização,  a Educação de Jovens e Adultos auxilia no processo de remissão de pena para os alunos do sistema prisional.

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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