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Instruções de guerra na Ucrânia: drone russo mata mulheres civis em carro, dizem autoridades de Kherson | Ucrânia
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Warren Murray with Guardian writers and agencies
Duas mulheres de 72 e 56 anos foram mortas na região de Kherson, no sul da Ucrânia, quando a Rússia “atacou um carro civil com um drone”, o governador, Oleksandr Prokudin, disse na segunda-feira. Houve repetidos relatos de drones russos visando deliberadamente civis em Kherson. Enquanto isso, o bombardeio russo no porto de Odesa deixou um morto e oito feridos, disseram autoridades na segunda-feira. Dois navios civis foram danificados, incluindo um cargueiro com bandeira de Palau que foi atingido “pela segunda vez” em duas semanas, disse o vice-primeiro-ministro ucraniano, Oleksiy Kuleba.
A Rússia será provavelmente capaz de lançar um ataque aos países da NATO até 2030 e está a intensificar os esforços de sabotagem contra os apoiantes ocidentais da Ucrânia, alertaram os chefes de inteligência alemães ao seu parlamento.. “Quer queiramos ou não, estamos num confronto direto com a Rússia”, disse o chefe da inteligência externa do BND, Bruno Kahl, numa audiência parlamentar. O chefe da inteligência doméstica, Thomas Haldenwang, listou atividades suspeitas de sabotagem, incluindo um quase acidente envolvendo um pacote-bomba no aeroporto de Leipzig que explodiu antes de ser carregado em um avião de carga. Os chefes de espionagem da Alemanha disseram que a Rússia espionou infraestruturas críticas, atividades de armas e remessas militares de apoio à Ucrânia, e estava procurando recrutar pessoas, inclusive do mundo do crime organizado.
As forças de Kiev estavam repelindo as tentativas russas de romper as linhas da Ucrânia na região ocidental de Kursk, na Rússia, pelo quinto dia consecutivo, disse Volodymyr Zelenskyy na segunda-feira.. A Rússia afirmou ter capturado a aldeia de Levadne, no sul da Ucrânia. As autoridades ucranianas, por sua vez, não relataram ataques noturnos de drones Shahed pela primeira vez em cerca de seis semanas, depois de dizerem há cinco dias que explodiram um depósito de Shahed na região russa de Krasnodar, destruindo até 400 drones.
A frota paralela de petroleiros da Rússia está a expandir-se apesar dos esforços para reduzir as receitas energéticas de Moscovo durante a guerra, Pjotr Sauer escreve. O volume de petróleo russo transportado por navios-tanque mal conservados e com seguro insuficiente quase dobrou em um ano, para 4,1 milhões de barris por dia até junho, de acordo com um relatório publicado na segunda-feira pela Escola de Economia de Kiev (KSE). Em Dezembro de 2022, o Reino Unido, juntamente com os países do G7, a Austrália e a UE, implementaram um limite de preço de 60 dólares por barril para restringir as empresas ocidentais de transportar, prestar serviços de manutenção ou intermediar cargas de petróleo bruto russo.
Volodymyr Zelenskyy disse na segunda-feira que a Ucrânia já havia adquirido e fornecido um milhão de drones para o front. “E isso é apenas do estado. Também há fornecimentos de voluntários”, acrescentou o presidente ucraniano. Zelenskyy disse ter sido informado sobre o envolvimento da Coreia do Norte na guerra e os planos da Rússia para este outono e inverno. Aconteceu um dia depois que ele disse A Coreia do Norte transferiu pessoal para as forças armadas russas. A Coreia do Norte forneceu mísseis balísticos e munições à Rússia, que as forças de Moscovo usaram na guerra na Ucrânia, dizem Kiev e aliados ocidentais.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, visitou a missão da aliança na Ucrânia em Wiesbaden, Alemanha, enquanto se prepara para substituir os EUA na coordenação da ajuda militar à Ucrânia. A medida é amplamente vista como um esforço para salvaguardar o mecanismo de ajuda de Donald Trump caso o crítico da NATO regresse à Casa Branca.
A UE impôs sanções contra autoridades e entidades iranianas proeminentes, incluindo companhias aéreas, acusadas de participar na transferência de mísseis e drones para a Rússia utilizar contra a Ucrânia. As entidades sancionadas incluem a Iran Air, a Saha Airlines e a Mahan Air, enquanto os indivíduos envolvidos incluem o vice-ministro da Defesa, Seyed Hamzeh Ghalandari, e altos funcionários da Força Quds da Guarda Revolucionária. Também foram atingidas as empresas de compras responsabilizadas pela transferência e fornecimento de UAVs, componentes e tecnologias fabricados no Irã para a Rússia; e empresas envolvidas na produção de propulsores utilizados no lançamento de foguetes e mísseis. Grã-Bretanha, França, Alemanha e EUA adoptaram sanções semelhantes no mês passado.
Um tribunal russo condenou na segunda-feira um investigador francês de uma ONG suíça a três anos numa colónia penal depois de o ter considerado culpado de violar uma lei sobre “agente estrangeiro”. Laurent Vinatier, 48, foi preso em Moscou em junho. Segundo fontes entrevistadas pela AFP, o francês trabalhava há anos no conflito entre a Rússia e a Ucrânia, antes de a Rússia lançar a sua ofensiva em grande escala em fevereiro de 2022. Vinatier disse que viveu na Rússia durante anos. O presidente francês, Emmanuel Macron, exigiu a libertação de Vinatier, dizendo que a “propaganda” contra ele “não corresponde à realidade”. Paris denunciou a “extrema severidade” da sentença e apelou à “libertação imediata” de Vinatier.
O principal promotor da Ucrânia, Andriy Kostin, pediu ao Brasil que prendesse Vladimir Putin se o presidente russo comparecer lá no próximo mês para a cúpula do G20. Putin é procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) num mandado que o acusava do crime de guerra de deportar crianças da Ucrânia. “É uma obrigação das autoridades brasileiras, como Estado parte do Estatuto de Roma, prendê-lo se ele se atrever a visitá-lo”, disse Kostin, referindo-se ao tratado que estabeleceu o TPI.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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