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Irã afirma ativar centrífugas ‘avançadas’ após censura da AIEA | Notícias sobre armas nucleares
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A agência nuclear da ONU condena o Irão por não cooperar plenamente e procura respostas sobre o urânio encontrado em dois locais.
O Irão disse que irá activar centrifugadoras “novas e avançadas” em resposta a uma resolução adoptada pelo conselho da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) censurando-o por falta de cooperação.
A moção foi apresentada pela França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos no conselho de 35 países do órgão de vigilância nuclear das Nações Unidas e segue um semelhante em junhocriticado então pelo Irão como “precipitado e imprudente”.
A Organização de Energia Atómica do Irão e o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano condenaram a aprovação da resolução e disseram na sexta-feira que o chefe nuclear do Irão, Mohammad Eslami, emitiu ordens para lançar centrifugadoras novas e avançadas, máquinas poderosas que giram rapidamente para enriquecer urânio.
A declaração conjunta acrescenta que “a cooperação técnica e de salvaguardas com a AIEA continuará, como no passado” e no âmbito dos acordos celebrados pelo Irão.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, esta semana esforços condenados pelos países europeus para aprovarem a sua quarta resolução desde 2020, dizendo que isso “complicaria” as conversações nucleares.
A resolução destacou a “profunda preocupação” do Diretor Geral da AIEA, Rafael Grossi, com a presença de “material nuclear não declarado” em vários “locais não declarados” no país.
Também apontou para as conclusões de Grossi “de que o material nuclear utilizado no Irão não foi declarado como necessário” ao abrigo do próprio acordo de salvaguarda do país delineado no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).
Mas Grossi indicou durante sua viagem a Teerã na semana passada que estava fazendo algum progresso com as fiscalizações.
O Irão tinha concordado com uma exigência da AIEA de limitar o seu stock de urânio altamente enriquecido até apenas 60% de pureza, bem abaixo do nível de enriquecimento para armas de 90% necessário para uma bomba.
Dezenove membros do conselho da AIEA votaram a favor da resolução. Rússia, China e Burkina Faso opuseram-se, 12 abstiveram-se e um não votou, disseram diplomatas que falaram sob condição de anonimato na votação a portas fechadas.
A China e a Rússia votaram contra todas as outras medidas de censura anteriores contra o Irão na AIEA, incluindo em 2020, 2022 e junho de 2024.
A medida de censura ocorre no momento em que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, se prepara para regressar à Casa Branca.
O primeiro mandato de Trump foi marcado por um período particularmente tenso com o Irão, quando prosseguiu uma política de “pressão máxima” contra Teerão, que acabou por resultar na decisão unilateral de Washington de retirar-se do acordo nuclear com o Irã de 2015 com as potências mundiais.
Em resposta, o Irão intensificou seu enriquecimento nuclear.
Relatórios confidenciais da AIEA aos Estados membros, divulgados aos meios de comunicação social esta semana, indicaram que o Irão desafiou as exigências internacionais para controlar o seu programa nuclear.
O órgão de vigilância da ONU nomeou anteriormente dois locais perto de Teerão – Varamin e Turquzabad – onde houve vestígios de urânio processado, segundo inspectores da AIEA.
A resolução apelava ao Irão para fornecer “explicações tecnicamente credíveis” para a presença de partículas de urânio encontradas em dois locais não declarados. A AIEA deve continuar suas discussões na sexta-feira.
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Curso de Medicina Veterinária da Ufac promove 4ª edição do Universo VET — Universidade Federal do Acre
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29 de novembro de 2025As escolas da rede municipal realizam visitas guiadas aos espaços temáticos montados especialmente para o evento. A programação inclui dois planetários, salas ambientadas, mostras de esqueletos de animais, estudos de células, exposição de animais de fazenda, jogos educativos e outras atividades voltadas à popularização da ciência.
A pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino, acompanhou o evento. “O Universo VET evidencia três pilares fundamentais: pesquisa, que é a base do que fazemos; extensão, que leva o conhecimento para além dos muros da Ufac; e inovação, essencial para o avanço das áreas científicas”, afirmou. “Tecnologias como robótica e inteligência artificial mostram como a inovação transforma nossa capacidade de pesquisa e ensino.”
A coordenadora do Universo VET, professora Tamyres Izarelly, destacou o caráter formativo e extensionista da iniciativa. “Estamos na quarta edição e conseguimos atender à comunidade interna e externa, que está bastante engajada no projeto”, afirmou. “Todo o curso de Medicina Veterinária participa, além de colaboradores da Química, Engenharia Elétrica e outras áreas que abraçaram o projeto para complementá-lo.”
Ela também reforçou o compromisso da universidade com a democratização do conhecimento. “Nosso objetivo é proporcionar um dia diferente, com aprendizado, diversão, jogos e experiências que muitos estudantes não têm a oportunidade de vivenciar em sala de aula”, disse. “A extensão é um dos pilares da universidade, e é ela que move nossas ações aqui.”
A programação do Universo VET segue ao longo do dia, com atividades interativas para estudantes e visitantes.
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Doutorandos da Ufac elaboram plano de prevenção a incêndios no PZ — Universidade Federal do Acre
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27 de novembro de 2025Doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Rede Bionorte) apresentaram, na última quarta-feira, 19, propostas para o primeiro Plano de Prevenção e Ações de Combate a Incêndios voltado ao campus sede e ao Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre (Ufac). A atividade foi realizada na sala ambiente do PZ, como resultado da disciplina “Fundamentos de Geoinformação e Representação Gráfica para a Análise Ambiental”, ministrada pelo professor Rodrigo Serrano.
Entre os produtos apresentados estão o Mapa de Risco de Fogo, com análise de vegetação, áreas urbanas e tráfego humano, e o Mapa de Rotas e Pontos de Água, com trilhas de evacuação e açudes úteis no combate ao fogo.
O Parque Zoobotânico abriga 345 espécies florestais e 402 de fauna silvestre. As medidas visam garantir a segurança da área, que integra o patrimônio ambiental da universidade.
“É importante registrar essa iniciativa acadêmica voltada à proteção do Campus Sede e do PZ”, disse Harley Araújo da Silva, coordenador do Parque Zoobotânico. Ele destacou “a sensibilidade do professor Rodrigo Serrano ao propor o desenvolvimento do trabalho em uma área da própria universidade, permitindo que os doutorandos apliquem conhecimentos técnicos de forma concreta e contribuam diretamente para a gestão e segurança” do espaço.
Participaram da atividade os doutorandos Alessandro, Francisco Bezerra, Moisés, Norma, Daniela Silva Tamwing Aguilar, David Pedroza Guimarães, Luana Alencar de Lima, Richarlly da Costa Silva e Rodrigo da Gama de Santana. A equipe contou com apoio dos servidores Nilson Alves Brilhante, Plínio Carlos Mitoso e Francisco Félix Amaral.
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Ufac sedia 10ª edição do Seminário de Integração do PGEDA — Universidade Federal do Acre
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27 de novembro de 2025Coordenadora geral da Rede Educanorte, a professora Fátima Matos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), destacou que o seminário tem como objetivo avaliar as atividades realizadas no semestre e planejar os próximos passos. “A cada semestre, realizamos o seminário em um dos polos do programa. Aqui em Rio Branco, estamos conhecendo de perto a dinâmica do polo da Ufac, aproximando a gestão da Rede da reitoria local e permitindo que professores, coordenadores e alunos compartilhem experiências”, explicou. Para ela, cada edição contribui para consolidar o programa. “É uma forma de dizer à sociedade que temos um doutorado potente em Educação. Cada visita fortalece os polos e amplia o impacto do programa em nossas cidades e na região Norte.”
Durante a cerimônia, o professor Mark Clark Assen de Carvalho, coordenador do polo Rio Branco, reforçou o papel da Ufac na Rede. “Em 2022, nos credenciamos com sete docentes e passamos a ser um polo. Hoje somos dez professores, sendo dois do Campus Floresta, e temos 27 doutorandos em andamento e mais 13 aprovados no edital de 2025. Isso representa um avanço importante na qualificação de pesquisadores da região”, afirmou.
Mark Clark explicou ainda que o seminário é um espaço estratégico. “Esse encontro é uma prática da Rede, realizado semestralmente, para avaliação das atividades e planejamento do que será desenvolvido no próximo quadriênio. A nossa expectativa é ampliar o conceito na Avaliação Quadrienal da Capes, pois esse modelo de doutorado em rede é único no país e tem impacto relevante na formação docente da região norte”, pontuou.
Representando a reitora Guida Aquino, o diretor de pós-graduação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg), Lisandro Juno Soares, destacou o compromisso institucional com os programas em rede. “A Ufac tem se esforçado para estruturar tanto seus programas próprios quanto os consorciados. O Educanorte mostra que é possível, mesmo com limitações orçamentárias, fortalecer a pós-graduação, utilizando estratégias como captação de recursos por emendas parlamentares e parcerias com agências de fomento”, disse.
Lisandro também ressaltou os impactos sociais do programa. “Esses doutores e doutoras retornam às suas comunidades, fortalecem redes de ensino e inspiram novas gerações a seguir na pesquisa. É uma formação que também gera impacto social e econômico.”
A coordenadora regional da Rede Educanorte, professora Ney Cristina Monteiro, da Universidade Federal do Pará (UFPA), lembrou o esforço coletivo na criação do programa e reforçou o protagonismo da região norte. “O PGEDA é hoje o maior programa de pós-graduação da UFPA em número de docentes e discentes. Desde 2020, já formamos mais de 100 doutores. É um orgulho fazer parte dessa rede, que nasceu de uma mobilização conjunta das universidades amazônicas e que precisa ser fortalecida com melhores condições de funcionamento”, afirmou.
Participou também da mesa de abertura o vice-reitor da Ufac, Josimar Batista Ferreira.
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