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Irã aprova nova lei do hijab em meio ao crescente desafio das mulheres – DW – 12/03/2024
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O iraniano o parlamento aprovou a chamada lei sobre o hijab e a castidade, que obriga as mulheres a usarem o hijab e introduz sanções rigorosas para aquelas que não o fazem.
Desde o Revolução Islâmica de 1979as mulheres no Irão foram obrigadas a cobrir os cabelos em público.
No entanto, um número cada vez maior escolhe não usar hijabs, especialmente desde a morte, em 2022, sob custódia policial, de uma mulher iraniana-curda Nome Mahsa Amini.
O jovem de 22 anos foi preso pela polícia moral do Irã por supostamente violando o rígido código de vestimenta do país.
A morte de Amini provocou protestos generalizadosliderado em grande parte por mulheres e estudantes, apelando a mudanças políticas. Também inspirou o movimento “Mulheres, Vida, Liberdade”, que desafiou a aplicação do mandato do hijab pelas autoridades.
O projeto de lei sobre hijab e castidade foi elaborado pelo judiciário iraniano sob instruções do ex-presidente Ebrahim Raisi em resposta à crescente relutância de muitas mulheres em usar o hijab.
O que diz a nova lei?
Relatos da mídia iraniana afirmam que a legislação impõe multas equivalentes a até 20 meses de salário médio para mulheres que usam indevidamente um hijab ou o renunciam totalmente em público ou nas redes sociais.
As multas devem ser pagas no prazo de 10 dias, caso contrário os infratores enfrentarão restrições no acesso aos serviços governamentais, como a emissão ou renovação de passaportes, cartas de condução e autorizações de saída.
Mary Mohammadi, uma analista política iraniana radicada nos EUA, disse que a lei visa prejudicar as mulheres, tornando a sua luta demasiado dispendiosa.
“Procura impedir o avanço das reivindicações das mulheres, reforçar o moral dos apoiantes ideológicos do regime, esgotar a psique da sociedade criando conflitos abrangentes na vida quotidiana e enfraquecer o potencial revolucionário liderado pelas mulheres”, disse ela à DW.
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A legislação exige que as instituições forneçam imagens de CCTV para ajudar a polícia a identificar pessoas que se opõem ao hijab obrigatório. O descumprimento resultará em multas ou demissão de dirigentes das instituições.
Também criminaliza a concepção ou promoção de itens como roupas, estátuas e brinquedos considerados como incentivo à “nudez” ou à falta de uso do véu.
O Ministério da Indústria, Minas e Comércio foi encarregado de monitorizar os produtores e fornecedores de vestuário para garantir que as peças cumprem a legislação relativa ao hijab.
O dilema do hijab de Pezeshkian
A lei do “hijab e castidade” foi aprovada pelos legisladores quatro meses depois Presidente iraniano Massoud Pezeshkiantermo.
Pezeshkian, que é amplamente visto como alinhado com o movimento reformista que defende maiores liberdades e melhores relações com o Ocidente, criticou a aplicação estrita dos regulamentos do hijab durante a sua campanha eleitoral.
Muitos dos apoiantes de Pezeshkian esperavam que a sua administração aliviasse as pressões em torno do hijab obrigatório. No entanto, os críticos argumentam que a aplicação compulsória do hijab está além do controle direto do governo.
“Numa visão mais ampla, o desacordo sobre a sua implementação entre os radicais do Parlamento Islâmico e o chamado Pezeshkian reformista na administração é uma exibição encenada de conflitos internos do regime sobre a lei obrigatória do hijab”, disse Mohammadi.
O que está por trás dos protestos iranianos “mulher, vida, liberdade”?
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Mais de dois anos após a morte de Mahsa Jina Amini, e apesar das ameaças crescentes e das câmaras de segurança adicionais nas cidades, muitas mulheres ainda aparecem em público sem o hijab obrigatório.
“Na prática, as próprias mulheres iranianas eliminaram o compromisso e a tolerância das suas opções, definindo apenas dois caminhos para si mesmas: a morte ou a liberdade”, disse Mohammadi à DW.
O que acontece a seguir?
O parlamento iraniano encaminhou a lei a Pezeshkian para a sua assinatura, o que é necessário para que a lei possa entrar em vigor.
Contudo, ao abrigo da constituição do país, o presidente tem autoridade para reter a notificação às agências relevantes, atrasando efectivamente a sua aplicação.
Ativistas e defensores dos direitos das mulheres instaram Pezeshkian a exercer a sua autoridade e a abster-se de promulgar a controversa lei.
As restrições e pressões sobre as mulheres no Irão persistem, e a lei até amplifica as preocupações entre alguns responsáveis da República Islâmica.
Antecipam que a oposição à legislação se estenderá para além das redes sociais, provocando potencialmente uma nova onda de protestos de rua em todo o país.
Editado por: Keith Walker
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Ufac entrega equipamentos para fortalecer laboratórios de pesquisa — Universidade Federal do Acre
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12 de junho de 2026A reitora Guida Aquino participou da solenidade de entrega de equipamentos para laboratórios de pesquisa da Ufac. A cerimônia, realizada pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, ocorreu nessa quarta-feira, 10, na sala de reuniões da Pró-Reitoria de Graduação, campus-sede. Os equipamentos foram adquiridos com recursos de emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP-AC), no valor de R$ 1,9 milhão.
Guida destacou a importância do apoio parlamentar para a ampliação da estrutura de pesquisa da universidade e que os equipamentos entregues devem retornar à sociedade por meio da produção científica desenvolvida na Ufac. “São vocês que vão trabalhar com esse material, são vocês que vão dar o retorno agora para a sociedade”, disse a reitora aos pesquisadores presentes.
Segundo a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho, a aquisição integra uma ação estratégica da universidade. “Nossas pesquisas, com certeza, serão mais qualificadas a partir da utilização desses equipamentos”, afirmou. Ela também ressaltou o trabalho realizado pelas equipes envolvidas no processo de aquisição e destacou que centros e programas de pós-graduação foram convidados a apresentar suas demandas.
Socorro Neri reafirmou seu compromisso com a Ufac e disse que a destinação de recursos para a universidade deve considerar ações relevantes do ponto de vista acadêmico e social. “Tudo o que eu puder fazer pela nossa instituição, para melhorar a educação pública do Acre, é pouco diante de tudo o que me foi dado.”

Além disso, a deputada informou que projetos de pesquisa, extensão e ações acadêmicas podem ser apresentados para análise de viabilidade de apoio por meio de emendas. Para ela, os recursos públicos devem ser aplicados em iniciativas que tenham impacto para a formação, para a ciência e para a sociedade.
Também participaram da solenidade a vice-reitora eleita para o quadriênio 2026-2030, Almecina Balbino; o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Administração, Marcelo Ferreira; além de pesquisadores, servidores e representantes da comunidade acadêmica.
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Estudantes estrangeiros de Medicina farão intercâmbio na Ufac — Universidade Federal do Acre
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9 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, recebeu sete estudantes estrangeiros de Medicina que participarão de um intercâmbio acadêmico voltado à vivência da realidade amazônica e dos serviços de saúde na região. A recepção, com boas-vindas e apresentação da universidade, ocorreu nessa segunda-feira, 8, no gabinete da Reitoria, campus-sede.
O grupo é formado por Berklay Çetinkaya, da Turquia; Shajeea Sajid, da Itália; Clara Corsini, da França; Laura Joanna, da Alemanha; Lucie Dupin, da França; Shannon Marie, do Canadá; e Nia Julia, da Finlândia. Com idades entre 18 e 27 anos, os intercambistas permanecerão no Acre pelas próximas três semanas.
Durante a programação, os alunos conhecerão unidades de saúde, terão contato com diferentes aspectos do Sistema Único de Saúde (SUS) e participarão de atividades de campo, como a visita ao internato rural do curso de Medicina da Ufac no município de Feijó (AC), permitindo o contato com populações rurais e indígenas e com desafios enfrentados por profissionais que atuam em regiões distantes dos grandes centros urbanos.
“Estamos muito felizes em receber esses sete estudantes estrangeiros. O que mais nos impressiona é que eles escolheram a Amazônia e o Acre para realizar esse intercâmbio”, disse a reitora Guida Aquino. “Tenho certeza de que isso trará resultados importantes e incentivará também nossos estudantes a buscarem oportunidades internacionais de formação.”
Para o coordenador do curso de Medicina, Osvaldo Leal, a iniciativa representa um importante passo no processo de internacionalização da Ufac. “É uma experiência de aprendizado mútuo e uma oportunidade de mostrar o que temos a oferecer enquanto universidade amazônica”, pontuou.
A estudante de Medicina da Ufac, Assúria Mesquita, uma das responsáveis pela organização da programação, ressaltou que o intercâmbio fortalece a troca de conhecimentos entre diferentes culturas e sistemas de saúde. “Essa troca contribui para a formação de profissionais mais preparados e sensíveis às diferentes realidades.”
O intercâmbio é realizado por meio da Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina, organização presente em mais de 190 países e reconhecida pela Organização Mundial da Saúde.
Também participou da recepção a vice-reitora eleita, Almecina Balbino.
(Fhgner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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