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Israel ataca capital síria, Damasco, instalação militar perto de Homs | Notícias do conflito Israel-Palestina
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Os ataques aéreos têm como alvo o bairro de Kafr Sousa, no centro de Damasco, e uma instalação militar no oeste do país.
Israel lançou ataques aéreos contra a capital síria, Damasco, e contra uma instalação militar perto da cidade ocidental de Homs, disseram as autoridades.
Os ataques israelenses na quinta-feira tiveram como alvo o bairro de Kafr Sousa, no centro de Damasco, e uma instalação militar na zona rural de Homs, matando um soldado e ferindo outras sete pessoas, segundo o Ministério da Defesa sírio.
As greves causaram “danos materiais”, afirmou o ministério em comunicado, mas não deu mais detalhes.
No início do dia, a mídia estatal síria disse que explosões foram ouvidas em Damasco depois que Israel atingiu um prédio residencial em Kafr Sousa.
Israel não emitiu uma declaração, pois normalmente não comenta relatórios específicos de ataques na Síria. O ataque ocorreu no momento em que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, visitava a região pressionando pela suspensão do A guerra de Israel em Gaza.
Israel tem realizado ataques contra alvos ligados ao Irão na Síria há anos, mas intensificou os ataques desde o ataque do ano passado, em 7 de Outubro, no sul de Israel, liderado pelo grupo palestiniano Hamas.
A televisão estatal síria relatou na segunda-feira um “ataque com mísseis guiados” contra um carro na área de Mazzeh, em Damasco. Num raro comentário, os militares israelitas afirmaram que o ataque matou um comandante do Hezbollah responsável pela transferência de armas do Irão.
No início deste mês, um israelense ataque à cidade portuária de Latakia, no Mediterrâneo, na Síria feriu pelo menos dois civis e resultou no início de incêndios, informou a agência de notícias estatal síria SANA.
Israel atingiu a Síria com ataques aéreos e ataques de artilharia mais de 220 vezes desde outubro passado, de acordo com Dados de Localização e Eventos de Conflitos Armados (ACLED), que agrega dados de conflitos.
O ataque mais significativo ocorreu em Abril, quando caças israelitas atingiram o edifício consular iraniano em Damasco, matando sete membros do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irão.
Geir Pedersen, enviado especial das Nações Unidas para a Síria, disse ao Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira que a Síria estava à beira de uma “tempestade militar, humanitária e económica”.
“Os incêndios do conflito estão a assolar o território palestiniano ocupado, incluindo Gaza, e no Líbano”, disse Pedersen. “E o calor também está sendo sentido na Síria.”
Ele alertou que “as repercussões regionais na Síria são alarmantes e podem piorar muito”.
Embora Israel tenha durante anos atacado posições do Hezbollah na Síria, aumentou os seus ataques aéreos à medida que o conflito no Líbano se expandia.
“No mês passado assistimos à campanha mais rápida e abrangente de ataques aéreos israelitas nos últimos 13 anos, mesmo no coração de Damasco”, disse Pedersen.
Blinken, que viajou regularmente ao Médio Oriente durante a guerra de Gaza, é fazendo sua primeira viagem desde que Israel matou o líder do Hamas Yahya Sinwarcuja morte os EUA esperam possa dar um impulso à paz.
Washington também pretende evitar um alargamento do conflito em antecipação à retaliação israelita por uma Ataque de mísseis iranianosque Blinken disse não deveria levar a uma maior escalada.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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