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Israel e Haiti estão no topo da lista do CPJ de estados onde assassinatos de jornalistas ficam impunes | Notícias sobre liberdade de imprensa

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O Comité para a Proteção dos Jornalistas afirma que, a nível mundial, ninguém é responsabilizado em 80 por cento dos casos em que jornalistas são alvo.

Israel é o segundo pior infrator do mundo, depois do Haiti, ao deixar impune o assassinato de jornalistas, de acordo com um novo relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas.

De acordo com o CPJ Índice Global de Impunidade 2024divulgado na quarta-feira, a Somália, a Síria e o Sudão do Sul completam a lista dos cinco principais países que permitem aos assassinos de jornalistas escapar à justiça.

O índice do CPJ também observou que, globalmente, ninguém é responsabilizado por 80 por cento dos casos relacionados com o assassinato de jornalistas, e em pelo menos 241 assassinatos houve provas de que os jornalistas foram directamente visados ​​pelo seu trabalho.

O índice – que foi lançado em 2008 – abrange este ano 13 nações e inclui democracias e governos não democráticos.

O Haiti, que está no topo da lista, tem sido desafiado pela ascensão de gangues criminosas, que desempenharam um papel na desestabilização das instituições administrativas e judiciais do país, resultando nos assassinatos de pelo menos sete jornalistas que permanecem sem solução no país, disse o índice.

Enquanto isso, Israel, que ocupa o segundo lugar na lista, apareceu no índice pela primeira vez desde a sua criação.

O CPJ afirmou que “o fracasso do país em responsabilizar alguém pelo assassinato selectivo de cinco jornalistas em Gaza e no Líbano num ano de guerra implacável” resultou na sua classificação no índice.

Embora a ONG responsável pela liberdade de imprensa esteja a investigar os assassinatos de pelo menos 10 jornalistas, o CPJ afirmou que o número de jornalistas assassinados pode ainda ser maior, tendo em conta a escala da guerra de Israel em Gaza e no Líbano.

Israel ‘alvou deliberadamente jornalistas’

“O que fica claro no nosso índice é que Israel não está comprometido em investigar ou punir aqueles que mataram jornalistas… Israel tem deliberadamente visado jornalistas por serem jornalistas”, disse a Chefe do Executivo do CPJ, Jodie Ginsberg, à Al Jazeera.

Ela disse que, em alguns casos, Israel anunciou os assassinatos, alegando, sem provas, que os repórteres eram “terroristas”. Em outros, como o assassinato de três jornalistas libaneses na semana passadaficou claro que eles eram o alvo, já que não havia mais nada na área.

Pelo menos 128 jornalistas e profissionais da mídia estão entre as dezenas de milhares de pessoas que Israel morto em Gaza, na Cisjordânia e no Líbano durante o ano passado – o período mais mortífero para os jornalistas desde que o CPJ começou a registar os assassinatos, há mais de quatro décadas.

O índice do CPJ também observou que o México registou o maior número global de assassinatos impunes de jornalistas – 21 – durante o período do índice e ocupa o oitavo lugar no índice devido à sua população considerável.

Países asiáticos como Afeganistão, Myanmar, Paquistão e Filipinas têm aparecido regularmente no índice desde a sua criação.

Apelando à comunidade internacional para ajudar os jornalistas, Ginsberg disse num comunicado: “O assassinato é a arma definitiva para silenciar os jornalistas”.

“Uma vez estabelecida a impunidade, envia-se uma mensagem clara: que matar um jornalista é aceitável e que aqueles que continuam a reportar podem enfrentar um destino semelhante.”



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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