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o AP-HP será julgado por homicídio culposo

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eu’Assistência Pública-Hospitais de Paris (AP-HP) vai ser julgado no tribunal criminal por homicídio culposo, após a morte, em 2018, de um paciente de 55 anos, internado nas urgências e que ficou várias horas sem “ninguém se importa”.

No seu despacho de remessa ao tribunal criminal, emitido na quarta-feira, 30 de outubro, e consultado pela Agence France-Presse (AFP), o juiz de instrução afirma que “o AP-HP cometeu uma falha em uma determinada conexão” com a morte de Micheline Myrtil.

Este paciente, nascido na Martinica em 1963, com dores de cabeça e panturrilhas, foi deixado no pronto-socorro de Lariboisière pelos bombeiros no dia 17 de dezembro de 2018, no final da tarde, sendo então recebido e encaminhado para um pronto-socorro.

Chamado por volta da meia-noite com uma identidade errada (“Miatil” em vez de “Murta”), o paciente nunca respondeu, então foi considerado como tendo saído. Ela estava na verdade em uma maca, “não supervisionado” entre 1h e 6h, quando foi encontrada morta, sem ter consultado um médico. Um primeiro relatório de autópsia estabeleceu que o paciente estava morto. “insuficiência respiratória aguda secundária a edema pulmonar”.

Deixada durante a noite em sua maca

Segundo o juiz de instrução, “a negligência grave reside obviamente no facto de ter prestado cuidados médicos a Mmeu Myrtil no pronto-socorro por volta das 19h e não tendo se preocupado com a evolução do seu quadro há mais de cinco horas”..

«Avant»ele continua, “chamá-la em vão ao hospital com identidade incorreta em duas ocasiões, sem mais tentar localizá-la quando ela estava necessariamente em sua maca no canto do curto-circuito onde ele havia sido posicionado, com sua pulseira no pulso, e tê-lo deixado ali a noite toda, sem que ninguém se preocupasse com isso. »

Segundo ele, “a culpa por negligência grave excluiu qualquer possibilidade de sobrevivência” por Mmeu Myrtil, avançando “a natureza letal de uma infecção meningocócica invasiva na ausência de tratamento médico”.

E o Ministério Público de Paris havia inicialmente solicitado o julgamento por homicídio culposo, no final de 2022, finalmente solicitou em 3 de julho o arquivamento do processo, por acreditar que “o nexo causal entre possíveis deficiências na assistência hospitalar” et “a morte não foi estabelecida”.

Falta de pessoal e recursos

Durante a investigação, a defesa da AP-HP argumentou que o protocolo da época “foi consistente com as recomendações profissionais”e que a situação naquele dia era “excepcional, tanto no número de pessoas internadas nas urgências como no facto de um médico ter estado excepcionalmente ausente por licença médica de última hora”. Nem a AP-HP, nem um dos seus advogados, Me Mario Stasi, não quis reagir.

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Segundo laudo pericial emitido em dezembro de 2023, a colocação do paciente “numa zona de “curto-circuito” não me pareceu recomendado dado o seu estado inicial” mais “foi validado pelo médico encaminhador por falta de espaço”.

Após esta morte, Lariboisière anunciou o aumento das medidas de controle para os pacientes do pronto-socorro. A agência regional de saúde (ARS) também emitiu várias recomendações, incluindo um aumento no número de funcionários. Durante a investigação, os profissionais do hospital culparam colectivamente a falta de pessoal e de recursos, há muito denunciada.

Em audiência, o médico de emergência que deveria ter atendido Mmeu Myrtil, na noite de sua morte, descreveu um sistema de emergência sobrecarregado pelo fluxo de pacientes e chamou a atenção para a insuficiência de recursos e instalações que complicam o atendimento. “Eu nem sabia que essa paciente existia antes de saber de sua morte”ele admitirá tragicamente.

Os cinco principais sindicatos da AP-HP (CGT, Sud, FO, CFDT, CFTC) lamentaram “que foi necessária esta tragédia para que a gestão finalmente se comprometesse com as respostas às situações de crise sofridas e denunciadas”. O caso de Micheline Myrtil alimentou de forma mais ampla o debate crónico e ainda atual sobre a crise no mundo hospitalar, mesmo antes do terramoto da crise sanitária ligada à epidemia de Covid-19.

O mundo com AFP



Leia Mais: Le Monde

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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