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Viveu 101 anos dedicados à família, com fé e ações sociais – 30/10/2024 – Cotidiano

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Adriano Alves

Léa sempre se envolveu com causas sociais, aprendeu com a mãe a importância de ajudar o próximo. Organizava campanhas solidárias e, em Juazeiro (BA), onde viveu por 76 anos, ficou conhecida pelas obras sociais. Participou da fundação do abrigo de idosos Lar São Vicente de Paula e da Associação de Pais e Amigos dos Especiais, a Apae Juazeiro.

Quando o filho Jorge Khoury foi prefeito, de 1983 a 1989, assumiu o posto de primeira-dama, pois ele era solteiro. Criou uma unidade do grupo Voluntárias Sociais e esteve à frente de diversos projetos, como campanhas de doações de enxovais e o programa Jovens Amigos do Trabalho (JAT). A cidade, que não tinha nenhuma creche, ganhou dez em sua gestão.

Léa Khoury Hedaye nasceu na Síria, em 1922, na antiga cidade de Alexandretta (hoje Iskenderun). Das memórias da infância no Oriente Médio, contava que os invernos eram rigorosos e precisavam estocar alimentos. Perdeu o pai aos 5 anos e a mãe, Maricota (Marie), assumiu o comando da família.

Aprendeu muitos idiomas. Por ter nascido em uma colônia da França, primeiro a língua francesa. Depois, o inglês e o turco, além da língua pátria do árabe.

A escola era separada por sexo. Foi nessa época que conheceu Shefik, seu futuro marido. Léa no começo não queria aceitar o pedido de casamento, pois queria vir para o Brasil, onde já morava o irmão. Mas, Shefik disse que a acompanharia.

Passou por mais uma perda em 1941, a morte da mãe. Ficou ela e o irmão cuidando da avó. E o casamento foi providenciado pelos tios no ano seguinte. Léa confeccionou o próprio vestido.

Para chegar ao Brasil, o trajeto foi longo. Desembarcou com o primeiro filho na barriga e teve dificuldades com o idioma e os costumes.

Léa, que ficou viúva em 1992, era muito caseira e gostava de receber visitas. Sempre com um sorriso, era chamada de Tia Léa por muitos de Juazeiro.

Gostava de tricô, crochê e bordado. “Sempre foi uma mãezona. As nossas meias todas tinham o nome da gente bordado, além dos lenços. Enquanto ela pôde, sempre cuidou disso”, afirma o filho John Khoury, 72.

Criada em família ortodoxa, mantinha o costume diário de fazer orações e ler a Bíblia.

Morreu dia 8 de outubro, aos 101 anos, em casa. Deixa os três filhos: Jorge, 75, John, 72, e Rose Marie, 65, além do genro José Alberto e das noras Sueli e Flor. Também ficam seus oito netos e sete bisnetos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint), da Ufac, promoveu um encontro com jovens aprendizes para formação e troca de experiências sobre carreira, tecnologia e inovação. O evento ocorreu em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em 28 de abril, no espaço de inovação da Ufac, campus-sede.

Os professores Francisco Passos e Marta Adelino conduziram a atividade, compartilhando conhecimentos e experiências com os estudantes, estimulando reflexões sobre o futuro profissional e o papel da inovação na construção de novas oportunidades. A instrutora de aprendizagem do CIEE, Mariza da Silva Santos, também acompanhou os participantes na ação, destacando a relação entre formação acadêmica e experiências no mundo do trabalho.

 



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