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Já viu a lista da Receita Federal? – 18/11/2024 – Adriana Fernandes
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1 ano atrásem
Adriana Fernandes
“Bom dia! Já viu a lista de empresas que recebem benefício fiscal do Ministério da Fazenda? Agora ficou bom o debate sobre o ajuste fiscal.”
A mensagem acima foi enviada por uma autoridade do governo Lula à coluna três dias após esta Folha publicar com exclusividade reportagem que foi capa do caderno de economia sobre as empresas que declararam à Receita Federal que se beneficiam de 43 incentivos tributários. Uma renúncia de arrecadação de R$ 97,7 bilhões entre janeiro e agosto.
O integrante do governo procurou a coluna para dizer que iria mandar a lista da Receita a Roberto Campos Neto. Dessa forma, disse de forma irônica, o presidente do BC poderia indicar onde poderia cortar R$ 50 bilhões.
Ao mesmo tempo, reclamou que a mídia não teria dado espaço à lista, o que, como citado, não foi o caso deste jornal. O tom da provocação está relacionado ao fato de que Campos Neto, em entrevista à Folha, defendeu um corte de despesas “na carne” e pressa para o anúncio do pacote de ajuste.
O diálogo com a autoridade citada —que hoje tem um posto de comando em um órgão da área econômica, mas é oriunda do mundo político— retrata de forma atualíssima o debate que está ocorrendo neste momento nas entranhas do governo Lula e do PT em torno do pacote de corte de gastos do ministro Fernando Haddad (Fazenda).
A mesma posição vem sendo repetida, nas últimas três semanas, por outras autoridades e lideranças do PT que não querem o pacote de Haddad e defendem uma conjunto de iniciativas para o “andar de cima”, o que o ministro não quer agora.
Para esse grupo, o corte de gastos é um discurso ideológico travestido de “técnico”, e o equilíbrio da relação entre dívida pública e PIB pode ser feito pela ampliação do espaço das receitas no Orçamento.
O pacote da Haddad é uma resposta ao risco de fracasso do teto de gastos do arcabouço fiscal, que permite um crescimento máximo de 2,5% das despesas acima da inflação. Ele foi proposto com a assinatura do presidente Lula e aprovado pelo Congresso.
Esquecem ou não percebem que o corte de renúncias tributárias e o aumento da tributação dos super-ricos só faz o ajuste do lado da receita. Melhora o chamado resultado primário das contas do governo. Mas há um problema de crescimento acelerado das despesas, acima do teto, que precisa ser enfrentado, e está na conta dos investidores.
Nada impede o governo Lula de apresentar um plano de ajuste com corte de renúncias tributárias e tributação dos super-ricos. Aliás, seria uma estratégia salutar. Mas que seja o governo a apontar onde a tesoura precisa passar.
Nesse caso, a lista é uma ferramenta e tanto a ser usada. É poderosa por se tratar do resultado mais completo até agora dos dados obtidos com base da Dirbi, a declaração sobre Incentivos, renúncias, benefícios e imunidades de natureza tributária recém-criada pela Receita.
É a primeira vez que a Receita divulga o nome das empresas. É a própria companhia que declara o quanto usufruiu de incentivos.
A discussão de corte de renúncias não deveria servir de muleta para narrativas políticas, até porque o governo tem apoiado a criação e a ampliação de novos incentivos.
De qualquer forma, querer difundir a ideia de que aumentando a receita está tudo resolvido é um erro.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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