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Jabuti consagra a crônica e premia Rosa Freire d’Aguiar por livro de textos sobre Paris
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O Prêmio Jabuti 2024 anunciou os vencedores de todas as 22 categorias e do Livro do Ano na noite desta terça-feira (19). Em cerimônia realizada no Auditório Ibirapuera, o evento consagrou “Sempre Paris: crônica de uma cidade, seus escritores e artistas” (Companhia das Letras), da tradutora, jornalista e escritora Rosa Freire d’Aguiar. Eleito Livro do Ano, a obra mescla memórias e entrevistas realizadas na Paris dos anos 1970 e 1980, onde a autora atuou como correspondente internacional.
- Jabuti 2024: Saiba mais sobre o Livro do Ano
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Freire d’Aguiar subiu ao palco emocionada e confessou sua surpresa com o prêmio.
– Não imaginava nem ganhar o prêmio de melhor livro de crônica – disse ela. – E agora o Livro do Ano… Oulalá! Nem sei o que dizer, estou com taquicardia.
Nos últimos anos, Freire d’Aguiar se firmou como uma das principais tradutoras do país, vertendo para o português obras de autores franceses como Louis-Ferdinand Céline, Michel de Montaigne, Honoré de Balzac e Marcel Proust. Em 2009, ela recebeu o Jabuti de tradução por “A elegância do ouriço”, de Muriel Barbery.
“Sempre Paris: crônica de uma cidade, seus escritores e artistas”, porém, recupera a atuação jornalística da autora, que depois de trabalhar para a Manchete foi correspondente em Paris para a IstoÉ entre 1977 e 1985.
Freire d’Aguiar é viúva do economista Celso Furtado (1920-2004), a quem homenageou na cerimônia. Os dois se conheceram em Paris nos anos 1970.
– Meu marido era exilado do golpe (militar) de 1964 e ele sempre me deu muita força no jornalismo – disse a autora.
Autor do best-seller “Torto arado”, Itamar Vieira Júnior recebeu seu segundo Prêmio Jabuti de Romance literário, desta vez por “Salvar o fogo” (Todavia). Já Samir Machado de Machado recebeu na categoria Romance de entretenimento, por “O crime do bom nazista” (Todavia). Ricardo Domeneck venceu na categoria poesia (“Cabeça de galinha no chão de cimento”) e Bethânia Pires Amaro na de contos (“O ninho”).
Com um total de 4.170 obras inscritas, a edição deste ano contou com a nova categoria Escritor Estreante — Poesia, no Eixo Inovação, destinada a autores que publicaram seu primeiro livro em língua portuguesa no Brasil, no período entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2023. Os vencedores foram Ricardo Pieralini, pelo romance “Os pêndulos”, e Bianca Monteiro Garcia, pelo livro de poesia “Breve ato de descascar laranjas”.
Confira a lista completa dos vencedores:
Título: “Sempre Paris: crônica de uma cidade, seus escritores e artistas” | Autora: Rosa Freire D’Aguiar | Editora: Companhia das Letras
Título: “Salvar o fogo” | Autor(a): Itamar Vieira Junior | Editora: Todavia
Romance de Entretenimento
Título: “O crime do bom nazista” | Autor: Samir Machado de Machado | Editora: Todavia
Título: “Cabeça de galinha no chão de cimento” | Autor: Ricardo Domeneck | Editora: Editora 34
Título: “O ninho” | Autora: Bethânia Pires Amaro | Editora: Record
Título: “Sempre Paris: crônica de uma cidade, seus escritores e artistas” | Autora: Rosa Freire D’Aguiar | Editora: Companhia das Letras
Título: “Como pedra” | Autor: Luckas Iohanathan | Editora: Comix Zone
Título: “Apytama: floresta de histórias” | Autor: Kaká Werá (Organizador) | Editora: Santillana Educação
Título: “Canto para Govinda” | Tradutor: João Carlos B. Gonçalves | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras
Título: “Bíblia” | Capista: Júlia Maximo | Editora: Minha Biblioteca Católica
Título: “Cabo de guerra” | Autores: Guilherme Karsten, Ilan Brenman | Editora: Santillana Educação
Título: “Como ser um educador antirracista” | Autora: Bárbara Carine | Editora: Planeta do Brasil
Título: “O sentido da vida” | Autor: Contardo Calligaris | Editora: Planeta do Brasil
Título: “Consumo verde: a construção de um mercado de massa sustentável” | Autor: Ricardo Esturaro | Editora: Tira de Letra
Título: “O mutirão das árvores: queremos sombra e água fresca” | Autor: Claudio de Moura Castro | Editora: BEĨ
Título: “A verdade vos libertará” | Autores: Gabriela Biló, Medo e Delírio, Pedro Inoue | Editora: Fósforo
Título: “Baviera tropical” | Autora: Betina Anton | Editora: Todavia
Livro brasileiro publicado no exterior
Título: “O amor dos homens avulsos” | Editora(s): Companhia das Letras, Peirene
Escritor estreante poesia
Título: Breve ato de descascar laranjas | Autora: Bianca Monteiro Garcia | Editora: Macabéa Edições, 7 Letras
Escritor estreante romance
Título: “Os pêndulos” | Autor: Ricardo Pieralini | Editora: Patuá
Título: “Corpos Indóceis e Mentes Livres” | Responsável: Denise Carrascosa França
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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16 minutos atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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