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Javier Milei abraça Donald Trump e despreza o clima – 16/11/2024 – Sylvia Colombo

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Javier Milei até admite que o mundo está ficando mais quente, mas não devido à ação do homem e muito menos a um nível que deva nos preocupar. Por isso, a Argentina vem se esquivando de avançar em compromissos na área —o exemplo mais recente foi a retirada da delegação argentina da Cúpula do Clima no Azerbaijão.

Para Milei, “todas essas políticas que culpam o ser humano pela mudança climática são falsas e buscam arrecadar fundos para financiar socialistas que não gostam de trabalhar”.

Se esse já era o discurso do começo do mandato, Milei agora sinaliza abertamente que espera que os Estados Unidos saiam do Acordo de Paris para logo fazer o mesmo. Má notícia para o mundo, mais ainda para a nossa região.

O pior é que, na sociedade argentina em geral, a pauta ecológica não parece importante nem sequer para eleitores. Por um lado, algo compreensível, visto a grave crise econômica do país. Ambientalistas locais, porém, chamam a atenção para o agravamento de várias situações que vêm ocorrendo apenas em solo argentino, mas que vão comprometer a produção e a inserção no mercado mundial daquele que já foi um dos grandes provedores de alimentos do mundo.

As secas tendem a ser cada vez mais comuns. Em 2023, perderam-se US$ 20 bilhões apenas com a destruição da safra do trigo e da soja devido a altas temperaturas. Embora os fatores climáticos tenham peso essencial, é notório o desinteresse em formular estratégias para que a economia argentina não dependa apenas desse índice.

A ganância por destruir mais e mais bosques em detrimento de novos territórios para a soja só agrava a situação. Não apenas porque desertifica essas áreas, mas porque dali expulsa vilarejos, sociedades, pequenas manufaturas, descaracterizando o campo argentino. Quem lê o romance “Salvatierra”, de Pedro Mairal, fica com uma imagem clara dessa devastação. A trilha da seca da soja vai enfileirando uma trilha de povoados fantasmas.

O mesmo processo facilita também os incêndios, provocados deliberadamente ou não. É comum nesses meses do ano sentir na capital portenha o cheiro de queimado que acaba chegando à região portuária.

No norte, esse processo de desmatamento em detrimento do agronegócio move populações originárias de indígenas de seus locais tradicionais de moradia, suas plantações, seus costumes. Com seus rios secando, eles abandonam sua vida até então mais ou menos harmônica para viver a favelização dos arredores das grandes cidades, como mendigos.

A realidade ainda é mais grotesca quando notamos que os rios que antes banhavam regiões como o Chaco, o norte de Santa Fé e Santo del Estero são hoje apenas diminutos fios de água. No antes opulento rio Paraná, a água desaparece, e com ela a rota dos pescadores e o coração da vida ribeirinha.

A Patagônia, apesar das neves de inverno, vem conhecendo temperaturas recorde e até mesmo incêndios, afastando o turismo e afetando a pesca local e a biodiversidade característica da região.

Não se trata apenas de violação de direitos ambientais e humanos, mas uma demonstração ao mundo que a Argentina vem escolhendo ser pária no debate ambiental. Se politicamente isso traz trunfos a Milei, por aproximar-se da agenda de Donald Trump, claramente é uma política que vai contra os interesses da economia argentina e, mais cedo que tarde, cobrará sua conta.


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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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