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Joe Biden diz que Israel e Hamas estão prestes a fechar acordo de cessar-fogo | Gaza

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Lorenzo Tondo in Jerusalem and Andrew Roth in Washington

Joe Biden disse que seu governo está prestes a fechar um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas que poderia interromper a guerra após mais de 14 meses de combates.

Num discurso em Washington destinado a mostrar as suas conquistas em política externa, o presidente dos EUA disse na segunda-feira que os contornos do acordo correspondiam a uma “proposta que apresentei detalhadamente meses atrás”.

Altos funcionários do governo Biden disseram acreditar que o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas ainda pode ser concluído antes da posse de Donald Trump na próxima semana, já que o governo israelense também confirmou o progresso nas negociações.

O conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, disse que havia uma “possibilidade distinta” de o acordo ser alcançado antes de Joe Biden deixar o cargo, uma vez que “a pressão está a aumentar para que o Hamas chegue a um sim”.

“Estamos perto de um acordo e isso pode ser feito esta semana. Não estou fazendo uma promessa ou previsão, mas está aí para ser cumprida e vamos trabalhar para que isso aconteça”, disse Sullivan em uma coletiva de imprensa na Casa Branca na segunda-feira.

“Acho que há uma boa chance de fecharmos isso”, acrescentou.

Os comentários foram feitos depois que Gideon Saar, ministro das Relações Exteriores de Israel, descreveu o progresso nas negociações para um cessar-fogo em Gaza e a libertação de reféns israelenses em meio à intensificação de negociações indiretas em Catar com a presença do enviado de Trump ao Médio Oriente.

Saar, falando numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, disse que Israel está a trabalhar arduamente para chegar a um acordo.

Israel e o Hamas têm mantido conversações indiretas há mais de um ano, mediadas pelo Catar, pelos EUA e Egito mas anteriormente estagnaram em questões como a troca de reféns por palestinianos detidos em prisões israelitas, se um cessar-fogo é permanente e a extensão da retirada das tropas israelitas.

Autoridades de ambos os lados não chegaram a confirmar que um projeto final havia sido alcançado no Catar – que ainda precisaria ser acordado por ambos os lados para pôr fim à guerra – mas descreveram o progresso após relatos de um “avanço” à meia-noite nas negociações em que participaram. por Steve Witkoff, enviado de Trump à região.

Houve relatos conflitantes sobre a posição do Hamas. O meio de comunicação saudita Al Hadath disse que apresentou sua resposta final “sem quaisquer comentários (pedindo alterações) sobre o rascunho do Gaza acordo”, mas um funcionário disse à Associated Press que uma série de questões ainda precisavam ser resolvidas, incluindo detalhes sobre a retirada das tropas israelenses e a troca de reféns e prisioneiros.

O presidente cessante dos EUA enfatizou no domingo ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a “necessidade imediata” de um cessar-fogo e de um acordo para a libertação de reféns, disse a Casa Branca em uma leitura da conversa.

Biden apelou ao regresso dos reféns israelitas ainda mantidos em cativeiro em Gaza, com um aumento da ajuda humanitária possibilitado pela paralisação dos combates ao abrigo do acordo, disse, enquanto as autoridades dos EUA correm para chegar a um acordo antes Trunfo toma posse em 20 de janeiro.

A sua tomada de posse é amplamente vista como um prazo de facto, depois de Trump ter dito que haveria “um inferno a pagar” a menos que os reféns detidos pelo Hamas fossem libertados até essa data.

Ambos os lados concordaram durante meses com o princípio de cessar os combates em troca da libertação dos reféns detidos pelo Hamas e dos palestinianos detidos em prisões israelitas. O Hamas, no entanto, sempre insistiu que o acordo deve levar ao fim permanente da guerra e à retirada israelita de Gaza, enquanto Israel afirmou que não acabará com a guerra até que o Hamas seja desmantelado.

No sábado, Witkoff, depois de se encontrar com o primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, voou para Israel onde conheceu Netanyahu, que, após a discussão, enviou o diretor da agência de inteligência Mossad, David Barnea, à capital do Qatar “para continuar a avançar num acordo para libertar os nossos reféns”.

As conversações incluíram Barnea, o primeiro-ministro do Qatar, bem como Witkoff e funcionários da administração cessante dos EUA.

Um responsável palestiniano próximo das conversações disse à Reuters que a informação de Doha era “muito promissora”, acrescentando: “As lacunas estavam a ser reduzidas e há um grande impulso para um acordo se tudo correr bem até ao fim”.

O jornal israelita Haaretz informou que um responsável israelita negou que um projecto final tivesse sido enviado, embora outras fontes tenham confirmado que “ocorreu um desenvolvimento significativo nas negociações durante a noite até segunda-feira”, acrescentando que acreditavam que os acordos poderiam ser finalizados em breve.

Apenas um breve cessar-fogo foi alcançado em 15 meses de guerra, nos primeiros meses de combate.

O Hamas insiste que quaisquer negociações para garantir a libertação de reféns devem fazer parte de um pacto abrangente para pôr fim às hostilidades em Gaza, enquanto Netanyahu procura um acordo mais segmentado, visando um acordo que conduza à libertação de alguns, embora não de todos. , reféns, preservando simultaneamente a prerrogativa de Israel de reiniciar as hostilidades contra o Hamas após a expiração do acordo.

Os serviços de inteligência israelitas e ocidentais estimam que pelo menos um terço dos restantes cerca de 95 cativos israelitas em Gaza estão mortos.

As autoridades palestinas indicaram que Israel continua a bloquear a libertação de 10 prisioneiros específicos. Estes incluem Marwan Barghouti, o líder do Tanzim, a facção armada do Fatah, e Ahmad Saadat, o chefe da Frente Popular para a Libertação da Palestina, que esteve por trás do assassinato do ministro israelense Rehavam Ze’evi em 2001, entre outros altos membros graduados dos ramos militares do Hamas e da Jihad Islâmica.

Para evitar um potencial impasse nas negociações, foi alcançado um acordo para adiar as discussões sobre a divulgação destes números controversos até depois da fase inicial do acordo, disseram fontes que participaram nas negociações.

As famílias dos reféns que há meses protestam contra o governo israelense temem que o otimismo para um acordo que agora mais do que nunca parece próximo possa ser prejudicado pelos partidos de extrema direita da coalizão de Netanyahu, que se recusam a aceitar um acordo até que o Hamas seja completamente derrotado.

O ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, chefe de um dos partidos religiosos nacionalistas de linha dura da coligação governante, denunciou na segunda-feira o acordo que está a ser elaborado no Qatar como um acordo de “rendição”.

“O acordo que está a tomar forma é uma catástrofe para a segurança nacional do Estado de Israel”, disse Smotrich.

As condições em Gaza, onde quase toda a população de 2,3 milhões de habitantes vive em alojamentos improvisados, estão a deteriorar-se face ao inverno frio e húmido, que causou inundações.

A ofensiva de Israel em Gaza matou mais de 46.500 palestinos e feriu 109.571 desde 7 de outubro de 2023, disse o Ministério da Saúde do território palestino, após o ataque do Hamas a Israel, no qual 1.200 israelenses foram mortos e 250 feitos reféns.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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