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John Farnham fala sobre seu primeiro empresário ‘abusivo’ e ‘sexualmente agressivo’ | John Farnham
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2 anos atrásem
Sian Cain
John Farnham se abriu pela primeira vez sobre seu relacionamento “abusivo” com seu primeiro empresário, Darryl Sambell, acusando-o de ser “sexualmente agressivo” com ele e de controlar o que ele cantava, vestia e comia.
Em seu novo livro de memórias, The Voice Inside, publicado na Austrália na quarta-feira, o cantor de 75 anos revela pela primeira vez a extensão dos abusos de Sambell, escrevendo que ele “me usou como um pedaço de carne”.
“Às vezes, nos primeiros anos, ele era agressivamente sexual comigo”, escreve ele. “Ele experimentava e eu dizia: ‘Darryl, não. Apenas me deixe em paz’ ou ‘Isso não vai acontecer’. Eu disse isso tantas vezes que posso ver agora que essa rejeição transformou sua atração em ciúme, ódio e desejo de controle.”
Farnham tinha 17 anos quando Sambell, então com 21, o viu se apresentando em um bar em Cohuna, Victoria, em 1967. Mas depois que Farnham se tornou famoso com seu hit Sadie the Cleaning Lady, Sambell controlava “onde e quando eu trabalhava, o que cantava, o que Eu vesti, o que eu comi. Ele me isolou de meus amigos e familiares, tentou me manter longe de (agora esposa de Farnham) Jill, me drogou e me fez acreditar que todo o meu sucesso, tudo que eu tinha, era por causa dele.
Sambell trabalhava com ele muitas horas em um esforço para isolá-lo, escreve Farnham, e tentava romper seu relacionamento com Jill “intimidando-a”.
Sambell também drogava Farnham com anfetaminas para mantê-lo trabalhando a noite toda, e depois com comprimidos para dormir para derrubá-lo pela manhã.
“Ele me drogou durante anos e eu não tinha ideia”, escreve Farnham, acrescentando que só descobriu o que Sambell estava fazendo quando encontrou um comprimido meio dissolvido em seu café.
Ele ainda se sente “tão envergonhado de mim mesmo por não ter percebido o que Darryl estava fazendo ou por não ter falado com mais frequência”, ele escreve: “Ainda não sei por que não reagi mais. Atribuí isso ao fato de ser jovem, estar estressado, cansado e me sentir inseguro e inseguro sobre meus próprios instintos.”
No documentário de Poppy Stockell de 2023, John Farnham: Finding the Voice, Jill Farnham chamou Sambell de “malvado” e falou sobre ele ter drogado o cantor. Mas seu livro de memórias é a primeira vez que o próprio Farnham fala sobre o abuso de Sambell.
Stockell, que co-escreveu o livro de memórias, disse ao Guardian Austrália que ela acreditava que Sambell era um fator que explicava a relutância da cantora em falar com a mídia. No livro, Farnham escreve sobre como Sambell vazaria detalhes de sua vida privada para publicidade.
“Acho que a vergonha e a culpa de não ter deixado aquele relacionamento abusivo mais cedo é provavelmente algo muito difícil para John, que ele se sente envergonhado e culpado por ser ingênuo”, disse ela. “Mas vemos isso acontecer repetidamente nesta indústria, onde o desequilíbrio de poder é tão grande… e as pessoas fecham os olhos ou são cúmplices do silêncio.”
após a promoção do boletim informativo
“Forçá-lo a falar sobre Darryl foi realmente complicado… foi difícil.”
Em 1969 Farnham, então com 20 anos, processou Sambell por lucros não pagos; por ainda ser menor de idade, Farnham teve que processar seu empresário por meio de seu pai. Em 1975, Farnham desistiu do processo e disse à mídia: “Não há nenhum mal-estar. É lamentável que isso tenha acontecido e enfatizo que não há absolutamente nenhum plano para mudar minha gestão.”
Farnham demitiu Sambell no ano seguinte, o que ele escreve ter sido um “enorme alívio”.
“Finalmente me livrei do que vejo agora como um relacionamento abusivo que durou quase uma década”, escreve Farnham.
“Muitos anos se passaram desde então e, até agora, achei muito difícil desvendar o que aconteceu comigo. Mas agora que enfrentei isso, olho para trás com tristeza… Perdi o controle da minha carreira, da minha direção e da minha vida.”
A banda de rock Masters Apprentices também demitiu Sambell depois que Glenn Wheatley, então membro da banda, percebeu que estava embolsando seus lucros; Wheatley mais tarde se tornaria empresário e amigo próximo de Farnham. Sambell morreu de câncer em 2001, aos 55 anos.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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