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Jornalistas que apoiam o ex-PM Hasina são visados – DW – 14/10/2024
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Depois de Bangladesh Primeira-Ministra Sheikh Hasina foi deposto e fugiu do país em 5 de agosto, jornalistas que supostamente apoiou Hasina e o seu partido da Liga Awami, durante semanas de protestos violentos, enfrentam uma litania de queixas legais públicas.
O governo interino do país do Sul da Ásia afirmou estar empenhado em garantir a liberdade dos meios de comunicação social.
Nahid Islam, um activista estudantil que agora lidera o Ministério da Informação e Radiodifusão e serve como conselheiro de comunicação social para o governo interino, disse que aqueles que “apoiaram indirectamente os assassinatos em massa, moldando a opinião pública” seriam responsabilizados.
No final de Agosto, o Ministério da Saúde do Bangladesh afirmou que mais de 1.000 pessoas foram mortas durante as semanas de protestos antigovernamentais contra o governo de Hasina.
A administração interina prometeu que os responsáveis serão levados à justiça.
Cartunistas de Bangladesh desfrutam do retorno da liberdade criativa
Reclamações legais apresentadas pelo público
AF Hassan Arif, um conselheiro interino do governodisse à DW se as agências de investigação não encontrarem provas que liguem os jornalistas acusados aos casos apresentados após 5 de agostoeles serão inocentados das acusações.
Acrescentou que as queixas legais não foram iniciadas por funcionários da administração, mas sim apresentadas por membros do público. “Se estes casos forem considerados infundados, os acusados têm a opção de apresentar uma petição perante o Tribunal Superior” para que sejam anulados, disse Arif.
Ele sublinhou que o governo não tem autoridade para impedir que indivíduos apresentem casos, nem a polícia pode recusar queixas.
Quanto à concessão de fiança aos arguidos nos processos, Arif explicou que a mesma é da competência dos tribunais, acrescentando que não há intenção por parte do governo de manter os jornalistas na prisão.
Syeda Rizwana Hasan, outra conselheira governamental interina, disse à DW que o governo não está a criar qualquer pressão sobre as agências de aplicação da lei para prenderem os jornalistas acusados.
Preocupações com a liberdade de imprensa
O segmentação de jornalistas levantou preocupações significativas entre as organizações de direitos humanos.
Estes grupos, incluindo o Comité para a Proteção dos Jornalistas e os Repórteres Sem Fronteiras, instaram o governo interino a garantir julgamentos justos e a defender os direitos processuais dos acusados.
Os activistas dizem que a apresentação de casos falsos não é novidade no Bangladesh e que esta táctica foi usada no passado como uma ferramenta para intimidar a oposição e fazer avançar a agenda do partido no poder.
O editor sênior de notícias Masood Kamal disse à DW que esses casos são um reflexo da cultura política do país.
Kamal criticou o governo interino por não ter evitado os casos, acrescentando estar confiante de que muitas das acusações não seriam provadas. No entanto, ele alertou que a apresentação de tais casos abriu um precedente preocupante.
Em busca de justiça para manifestantes mortos pela polícia de Bangladesh
Angur Nahar Monty, coordenadora da Rede de Mulheres Jornalistas de Bangladesh, disse à DW que não é apropriado abrir processos criminais sem alegações específicas.
Monty disse que a tendência de fazer alegações infundadas contra jornalistas e apresentar acusações criminais poderia prejudicar a confiança do pessoal da mídia e afetar a liberdade de imprensa.
Fahmida Akhter, jornalista do Canal I do Bangladesh, disse que embora possam ser apresentados casos contra jornalistas com provas legítimas, é inaceitável que o governo interino permita casos motivados pela raiva.
“Se isso continuar, o papel da mídia como vigilante poderá ficar comprometido”, disse ela à DW.
O advogado ZI Khan Panna, advogado e ativista dos direitos humanos, disse à DW que, uma vez que o governo interino está empenhado em garantir a liberdade de imprensa no Bangladesh, tomará medidas para rejeitar casos infundados movidos contra jornalistas.
O advogado do Supremo Tribunal, Ainun Nahar Siddiqa Lipi, disse que é impossível determinar neste momento se estes jornalistas foram legitimamente acusados ou não, uma vez que as investigações não foram concluídas.
Editado por: Wesley Rahn
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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Ufac entrega equipamentos para fortalecer laboratórios de pesquisa — Universidade Federal do Acre
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12 de junho de 2026A reitora Guida Aquino participou da solenidade de entrega de equipamentos para laboratórios de pesquisa da Ufac. A cerimônia, realizada pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, ocorreu nessa quarta-feira, 10, na sala de reuniões da Pró-Reitoria de Graduação, campus-sede. Os equipamentos foram adquiridos com recursos de emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP-AC), no valor de R$ 1,9 milhão.
Guida destacou a importância do apoio parlamentar para a ampliação da estrutura de pesquisa da universidade e que os equipamentos entregues devem retornar à sociedade por meio da produção científica desenvolvida na Ufac. “São vocês que vão trabalhar com esse material, são vocês que vão dar o retorno agora para a sociedade”, disse a reitora aos pesquisadores presentes.
Segundo a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho, a aquisição integra uma ação estratégica da universidade. “Nossas pesquisas, com certeza, serão mais qualificadas a partir da utilização desses equipamentos”, afirmou. Ela também ressaltou o trabalho realizado pelas equipes envolvidas no processo de aquisição e destacou que centros e programas de pós-graduação foram convidados a apresentar suas demandas.
Socorro Neri reafirmou seu compromisso com a Ufac e disse que a destinação de recursos para a universidade deve considerar ações relevantes do ponto de vista acadêmico e social. “Tudo o que eu puder fazer pela nossa instituição, para melhorar a educação pública do Acre, é pouco diante de tudo o que me foi dado.”

Além disso, a deputada informou que projetos de pesquisa, extensão e ações acadêmicas podem ser apresentados para análise de viabilidade de apoio por meio de emendas. Para ela, os recursos públicos devem ser aplicados em iniciativas que tenham impacto para a formação, para a ciência e para a sociedade.
Também participaram da solenidade a vice-reitora eleita para o quadriênio 2026-2030, Almecina Balbino; o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Administração, Marcelo Ferreira; além de pesquisadores, servidores e representantes da comunidade acadêmica.
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