NOSSAS REDES

ACRE

Jovem bailarina do Recife ganha intercâmbio na Argentina – 11/11/2024 – Cotidiano

PUBLICADO

em

Suellen Barbosa

Emmanuelli do Nascimento, 15, é desde 2017 aluna do projeto social Pontinha de Futuro, iniciativa que leva aulas de balé para crianças de comunidades da periferia do Recife.

Criada no Alto Santa Isabel, na zona norte da cidade, a jovem conquistou uma bolsa para fazer um intercâmbio educacional e cultural na Argentina. As atividades para a experiência internacional começam antes mesmo da viagem, prevista para o segundo semestre de 2025, início do ano letivo no país.

A iniciativa é do Rotary Club do Recife. “Sempre foi meu sonho fazer um intercâmbio, tentei fazer pelo Recife no Mundo [projeto da prefeitura], porém, infelizmente, não passei na última fase, isso me abalou muito. Quando recebi a notícia que fui aprovada para fazer o intercâmbio pelo Rotary, eu fiquei super feliz, nervosa e emocionada”, conta Emmanuelli.

A recifense participará do intercâmbio no formato de longa duração, que consiste na cobertura de todo o ano letivo, onde os participantes moram com diferentes famílias anfitriãs e estudam em escolas locais. No caso de Manu, o Rotary também planeja a matrícula da jovem em uma escola de balé argentina, para que ela continue fazendo as aulas durante o intercâmbio.

Filha da auxiliar de confeitaria Maria Madalena e do auxiliar de serviços gerais Marcelo, Manu está no 9º ano da Escola Municipal Professor Nilo Pereira.

Apesar do desafio de ficar um ano longe da filha, Madalena diz acreditar que essa será uma experiência importante para a formação pessoal dela, que eles dificilmente poderiam oferecer com recursos próprios. “Vai ser uma ótima oportunidade para ela aprender a ser independente, aprender novas culturas. Vai ser ótimo para evolução e desenvolvimento dela”, diz.

O convite para que as alunas do Pontinha participassem da seleção veio da madrinha do projeto, Mirella Cozzi, que também é associada e colaboradora do satélite recifense do Rotary Club.

“Sou madrinha do Pontinha de Futuro desde 2017, junto com algumas amigas. Em uma de nossas reuniões, sugerimos a participação das alunas do Pontinha de Futuro na seleção das bolsas de intercâmbio, e Manu foi a selecionada no processo”, explica Mirella.

Segundo ela, passagens serão custeadas pelo Rotary Brasil, e as despesas de estadia, alimentação e outras necessidades do dia a dia ficarão por conta das famílias que recebem os intercambistas. Manu também receberá uma ajuda de custo mensal despesas particulares. “Vamos, inclusive, fazer um enxoval de viagem para a Manu, com coisas básicas e indispensáveis como mala, roupas e calçados de frio”, diz Mirella.

O Pontinha de Futuro é um projeto social que leva aulas de balé clássico para aproximadamente 100 crianças e adolescentes, entre 3 e 18 anos, moradoras de periferias da zona norte do Recife. Idealizado pela bailarina, professora e coreógrafa Jaynara Figueirêdo, em parceria com o marido Almerindo Neto, em setembro deste ano o projeto completou oito anos de existência.

As atividades contam com a colaboração de madrinhas e padrinhos, pessoas responsáveis por doar fardamentos, figurinos e outros itens. “O Pontinha se tornou o meu projeto de vida. É onde eu deposito todo meu amor, esperança e energia. É um sonho que vem sendo realizado e compartilhado com várias outras pessoas”, afirma Jay.

Atualmente, 70% das alunas não pagam para participar das aulas e 30% pagam uma taxa simbólica de R$ 35 por mês. Também são realizadas rifas e sorteios para ajudar na manutenção do espaço, na realização dos espetáculos e em comemorações anuais como Páscoa, São João e Dia das Crianças.

Outra ação promovida pelo Pontinha de Futuro, em parceria com médicas “madrinhas”, são as consultas pediátricas realizadas de forma gratuita, para acompanhar o crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes.

A expectativa é que a parceria firmada entre o Pontinha de Futuro e o Rotary ocorra anualmente.

“Está sendo muito importante contar com essa parceria. Alunas do projeto terão a oportunidade de participar da seleção para concorrer a uma bolsa de intercâmbio e uma jovem poderá ser selecionada para viver essa experiência tão enriquecedora”, diz a criadora do Pontinha.



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Novo Projeto-interna.jpg

A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS